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EM SALVADOR, AVENIDAS SÃO ABERTAS. EM NITERÓI, RJ-106 CONTINUA SENDO "AVENIDA DE BAIRRO"


Salvador, que completa 470 anos, amplia abertura de estradas, com a finalidade de resolver seus problemas no trânsito.

Matéria do jornal A Tarde mostra o plano de ligar a orla marítima ao Subúrbio Ferroviário, através dos corredores transversais vermelho e azul.

A ligação resolve um problema histórico, porque até agora os acessos menos demorados passavam pelo entorno da Rodoviária de Salvador.

Os novos corredores irão ligar a Av. Pinto de Aguiar, em Patamares, e Av. Gal Costa, que já liga a rodovia BR-324 à Av. Paralela e pretende ter uma extensão para o Subúrbio Ferroviário, onde ficam bairros como Paripe e Plataforma.

E em Niterói, o que acontece? Nada.

Segundo reportagem do jornal O Fluminense, o DER, órgão do Governo do Estado do Rio de Janeiro, resolveu revitalizar a sinalização horizontal da rodovia RJ-106, em todo seu entorno, de Tribobó a Macaé.

A nova avenida de ligação entre Rio do Ouro e Várzea das Moças não está sequer na imaginação das autoridades.


Para piorar, a opinião pública (no sentido da "opinião que se publica") fala de tudo sobre a RJ-106: recapeamento de asfalto (com o nome pomposo de "macrodrenagem", ciclovias, duplicação da rodovia, só falta criar um palco para o Carreta Furacão distrair os motoristas.

Ninguém se atenta pela necessidade da nova avenida Rio do Ouro e Várzea das Moças, para aliviar a RJ-106 e retirar dela a humilhante função de "avenida de bairro" em Niterói.

Não devemos cair na ilusão de que o trânsito nesse lugar é, em tese, "sempre tranquilo".

Ele é "tranquilo" porque os que vão para a Região dos Lagos sabem que, no referido trecho, precisam diminuir a velocidade.

Senão, vão causar acidente com veículos que vêm de Maria Paula pela RJ-100 (Estrada Velha de Maricá) ou pela RJ-108, de Várzea das Moças.

Veículos que vêm de Várzea das Moças (que perdem tempo indo quase a Maricá para pegar um retorno e ir para Tribobó) mudam de faixa na pista, o que faz motoristas ficarem em alerta.

Já morreu gente no entorno da RJ-106, só que em Maricá: a genial cantora Sylvia Telles, um dos ícones da Bossa Nova, num acidente que matou também o namorado dela, Horácio de Carvalho Filho, um dos filhos do casamento anterior de Lily de Carvalho Marinho.

Será que vamos esperar por um acidente a matar mais um famoso na RJ-106, desta vez entre Rio do Ouro e Várzea das Moças?

O "trânsito tranquilo" não é garantia de manter as coisas como estão, porque é aí que os veículos aumentam a velocidade e pode haver choques de veículos.

O DER seria o primeiro a resolver a situação e combinar com a Prefeitura de Niterói a indenização aos donos do terreno que deveria ser liberado para a nova avenida Rio do Ouro-Várzea das Moças.

O governador fluminense, Wilson Witzel, tem boas relações com o presidente Jair Bolsonaro para pedir liberação de verbas para indenização dos proprietários.

A nova avenida Rio do Ouro-Várzea das Moças é tão essencial e urgente quanto foi a Cafubá-Charitas, que levou mais de sete décadas para sair do papel.

Hoje a "avenida Rio do Ouro-Várzea das Moças" nem no papel está, e é lamentável que tem gente que ainda se aborrece quando se fala nesse assunto.

O niteroiense é aquele que se ilude com sua estabilidade e não quer saber de seus problemas.

Neste sentido, ele se torna a versão live action do mito preconceituoso do "baiano preguiçoso".

Triste ver, no G1, internautas rindo da cara dos baianos. Aqui em Niterói, para o pessoal ter a noção de um problema, tem que colar a estrela do PT em cima para ver se provoca alguma indignação.

Niterói está sofrendo uma decadência enorme por conta de tanta acomodação.

A Região Oceânica cresce e isso influirá na demanda da RJ-106, causando engarrafamentos e prejuízos.

Os produtos que os caminhões levam para a Região dos Lagos poderão chegar lá com os itens perecidos, devido a tanta demora.

E os niteroienses estão esperando haver mortos famosos em acidentes da RJ-106 e prejuízos diversos a serem causados porque Rio do Ouro e Várzea das Moças não possuem avenida própria de ligação.

Enquanto isso, o "preguiçoso" baiano trabalha muito. Baiano é, realmente, um povo trabalhador.

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