Uma suposta pesquisa de opinião da Genial/Quaest mostra que Lula aumentou os níveis de aprovação de 43% a 46% e seu índice de desaprovação caiu de 52% para 49%. Segundo a Quaest, que alega “ter entrevistado 2.004 pessoas em todo o país”, o levantamento tem “95% de confiança” e a aprovação de Lula é motivada pelo programa Desenrola 2.0 e pelo impacto do encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump.
O resultado foi divulgado depois que Lula cancelou a “taxa das blusinhas”, imposto cobrado sobre compras feitas on line do exterior, no valor de até US$ 50. O próprio governo Lula instituiu a taxa sobre compras de importados visando obter recursos para o déficit zero do Governo Federal. A oposição se lembra muito bem disso assim que foi anunciado o fim da taxa.
Os anti-lulistas se lembram também da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, quando falou que a tributação "recairia sobre as empresas, e não ao consumidor". E ironizaram com a suspensão da taxa, usando a frase de Janja para falar que Lula "teria tido pena do empresariado".
A suposta pesquisa revela uma recuperação fake da popularidade do presidente. A burguesia é que hoje mais adora Lula. O povo pobre segue sentindo desconfiança no governo. O povo pobre não está aí com as conversas de Lula com Trump e fica desconfiado com a volta do Desenrola, da qual sente um cheiro eleitoreiro, paliativo e que se limita a usar o FGTS como auxílio para pagar as dívidas.
Os supostos 2.004 entrevistados não garantem a avaliação correta da realidade da nação por mais que os institutos, falando em bom tecniquês, tentem alegar metodologias engenhosas para tentar provar que um punhadinho de pessoas pode “pensar por todo o povo brasileiro”.
As classes populares estão decepcionadas com Lula. Só a burguesia ilustrada é que agiu para trabalhar uma imagem “positiva” do presidente, já que é essa elite bronzeada que domina as narrativas nas redes sociais. Tudo o que esses privilegiados escrevem vale como se fosse o “pensamento do povo” só porque são ideias que se expõem com mais facilidade ao público. É a tal “opinião que se publica”, pública na aparência e provada na essência.
Lula não voltou a ser o líder popular de outrora. Ele passou a ser um político pelego, que faz o jogo dos patrões. Ele foi omisso em muitas pautas essenciais para a população e, no começo do terceiro mandato, anunciou supostas realizações que, de tão fantásticas, fáceis e imediatas demais, geraram desconfiança na população.
Lula não investiu em Educação e Saúde publicas, sinalizando até cortes nos investimentos. Não fez políticas consistentes de geração de empregos. Não fez políticas consistentes de estímulo às atividades científicas e só um resultado positivo foi observado. E a industrialização se limitou a criar filiais de empresas asiáticas, sobretudo da China.
O governo Lula foi muito fraco em realizações e só foi forte na propaganda. Por sorte, dá para montar narrativas que parecem convincentes, mas soam duvidosas e questionáveis. Mas os resultados concretos não empolgam as classes populares, só entusiasmando mesmo os ativistas de sofá da burguesia ilustrada.
Lula continua impopular, e só será reeleito se a quantidade de “bacanas” votando em Lula for maior entre os candidatos. O povo pobre não quer um presidente popstar, quer um gestor, o queLula nrm de longe demonstrou ser no terceiro mandato.
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