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O SENTIMENTALISMO PIEGAS DAS ESQUERDAS MÉDIAS

JANJA (D), AO LADO DE DILMA ROUSSEFF - Esquerda mainstream  com sabor de pieguice. Diferente das esquerdas de 1961-1964 que foram impulsionadas pelo governo Kubitschek e que, mesmo dotada de eventuais ingenuidades, estava com os pés no chão, as esquerdas lulistas de hoje, bem mais do que entre 2003 e 2016, vivem flutuando nas nuvens. O nível de pieguice já teve ensaio quando as esquerdas aceitaram os "brinquedos culturais" que a direita moderada extraiu do culturalismo da ditadura militar - mais precisamente a Era Geisel - ofereceu e tentou ressignificar para os tempos democráticos de então. Eram valores supostamente positivos que, em tese, faziam o povo pobre sorrir e que, mesmo próprios do imaginário paternalista da direita, tentaram uma associação forçada com o esquerdismo. "Médiuns espíritas" que simbolizavam tradições de religiosidade marcadas por uma suposta filantropia e um pretenso pacifismo, ídolos cafonas que simbolizavam a pretensa consolação das frustraç...

A GROSSERIA DE UM JORNALISTA CONTRA A DESATENÇÃO DE UM ESTAGIÁRIO

FRNANDO RODRIGUES, DIRETOR DE JORNALISMO DO PORTAL PODER 360. Muito insano o cenário do jornalismo no Brasil. A grande imprensa, hoje, se rebaixou à conduta publicitária dos press releases  e das visões oficiais, sem trazer conhecimento nem estimular a reflexão crítica da realidade. O jornalismo investigativo, hoje, trocou o gravador, a caneta e o teclado pela flanela, passando pano em fenômenos marcados pela ilusão e pelo oportunismo. O jornalismo vive a invasão de influenciadores e comediantes que inventam carreiras jornalísticas longas demais para suas idades, tudo para obter cargos estratégicos de Comunicação, roubando o trabalho de quem mais precisa. Para piorar, o admirável Luiz Antônio Mello, experiente jornalista e responsável pela até hoje insuperada Fluminense FM, está morto. E aí temos o fait divers  de William Bonner, do Jornal Nacional, em suposto clima de "saia justa" com Ilze Scamparini, durante a cobertura da escolha do novo papa. E ainda temos colunista do UO...

A GRANDILOQUÊNCIA MUNDIAL DE LULA

Enquanto seu governo aposta no relatorismo para fazer os brasileiros crerem que são realizadas grandes façanhas - a realidade dos fatos pouco importa, o que importa é o que Lula quer que acreditemos - , o presidente Lula investe na grandiloquência prematura de um país que ainda espera pela reconstrução que não se sabe se ocorreu, foi concluída ou está ainda para acontecer. Depois da Rússia, Lula fez uma visita à China, rival dos EUA de Donald Trump no que se diz à guerra de tarifas. Lula se sente triunfalista ao lado de países como Rússia e China, que servem de trampolim para a pretensa liderança de um país sul-americano problemático e deteriorado demais para liderar o concerto das nações desenvolvidas. E quando alguém não cuida bem da casa, vai cuidar do mundo grande em sua volta? Sonhando demais com um Sul Global que os antipetistas já entendem como um “bloco comunista” - ainda que o petista tenha uma mentalidade mais neoliberal do que se imagina - , Lula quer demais para sua consagr...

COM PUTIN, LULA DÁ CORDA AO ANTIPETISMO

A reunião de Lula com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, é comemorada pelos lulistas como uma aliança estratégica para a construção do chamado Sul Global, o bloco de países emergentes que Lula quer ver hegemônico na geopolítica mundial. Mas soa perigoso no que se refere ao estímulo ao discurso antipetista que continua firme e forte no lado sombrio das redes sociais. Com os relatorismos que mostram supostas façanhas da série “Efeito Lula”, medidas tão fantásticas, imediatas e fáceis que não é difícil desconfiar, Lula voltou a pensar na política externa e na obsessão em criar um Imperialismo tropical, supostamente para garantir poder aos povos excluídos do planeta. Lula andou dando corda para o antipetismo desde que estourou o escândalo das fraudes do INSS, que, para piorar, tirou o PDT da base aliada do governo. Isso porque a corrupção no INSS é uma das raízes do antipetismo, que são três: o desvio dos impostos para enriquecer políticos e dirigentes estatais, os incentivos culturai...

LULA E SUA "DEMOCRACIA DE UM HOMEM SÓ"

Em entrevista feita ao jornal The New Yorker, o presidente Lula fez uma declaração que até soa correta e coerente, mas no contexto em que foi dada mostra mais uma vez a obsessão do petista com a palavra “democracia”, da qual quer ser o dono. Disse Lula: “A democracia começa a cair quando não atende mais aos interesses do povo”. E vendo o cenário de distopia de nosso país, que escapa dos juízos de valor dos “ativistas de sofá”, a frase se mostra um ato falho do próprio Lula. Uma “democracia” que não satisfaz os oprimidos e não incomoda os opressores demonstra o quanto Lula fala mais e age menos. Preços caros, trabalho precarizado, favelas e calçadas como moradias improvisadas e desconfortáveis, os pobres da vida real cada vez mais furiosos com Lula, realidade que existe nos fatos mas que é proibida de falar nas redes sociais. O que temos é uma elite de privilegiados dentro sas bases sociais de Lula. Proletários, camponeses e miseráveis saem de cena para darem lugar à “pobreza higiênica”...

MORTE DE LAM CAUSA IMPACTO NEGATIVO NAS RÁDIOS COMERCIAIS "DE ROCK"

LUIZ ANTÔNIO MELLO NA SALA DE PRODUÇÃO DA RÁDIO FLUMINENSE FM, EM 1982. Falecido há uma semana, com 70 anos de idade - prematuro, se considerarmos o vigor mental e a lucidez e bagagem cultural que tinha - , o jornalista Luiz Antônio Mello, através desse óbito, soltou o último e desesperado grito da cultura rock que se rebaixou a uma mercadoria a mais para os executivos de rádio. Afinal, perdemos ele que foi um grande professor da Escola do Rock à brasileira, mostrando coisas substanciais e a léguas distante da mesmice do hit-parade. Num momento em que o rock, perdendo a relevância entre os jovens e destinado a se tornar um gênero para "iniciados", como o jazz, as rádios comerciais chamadas de "rádios rock" foram as mais abaladas diante da repentina perda de LAM, pois inevitavelmente essas rádios sairão prejudicadas diante da comparação com o que foi o trabalho do saudoso jornalista na divulgação do rock para o público em geral. Desde 1989, o radialismo rock sofreu c...

A FABULOSA OBSESSÃO INTERNACIONAL DE LULA

Ansioso, assim que tomou posse, em fazer viagens internacionais priorizando, sem a menor necessidade, a política externa, Lula mais uma vez busca a consagração mundial no encontro entre países emergentes na Rússia, pais que, por ironia, fez o inverso do Brasil quando, em 1917, abandonou a batalha estrangeira da Primeira Guerra Mundial para resolver conflitos políticos internos, dando origem à Revolução Russa. Querendo fazer tudo de tudo, Lula, no seu governo de contos de fadas, na prática se esquece das verdadeiras prioridades. Aposta no relatorismo fantástico dos supostos “recordes históricos” do “Efeito Lula” para compensar a debilidade das ações. A “classe média de Oslo”, que é a burguesia ilustrada brasileira, fica empolgada, mas o povo pobre da vida real não vê os resultados concretos e se sente abandonado e traído pelo presidente do Brasil. Lula quer transformar o mundo, como uma criança querendo se meter no mundo adulto. E isso irrita ainda mais os pobres da vida real porque ele...

“EFEITO LULA” E O RELATORISMO FANTÁSTICO DOS “RECORDES HISTÓRICOS”

A BURGUESIA BRONZEADA, QUE BRINCA DE PRIMEIRO MUNDO, QUER SER TURISTA DENTRO DO PRÓPRIO BRASIL. Desafiando a lógica e a realidade dos fatos, o governo Lula anuncia supostas realizações que soam fáceis, imediatas e fabulosas demais. Tudo parecendo fácil, como se viesse da noite para o dia através da varinha de condão de uma fada-madrinha. Devemos desconfiar disso porque, além de tudo parecer extremamente mágico, isso não se reflete na realidade dos fatos. Só os “ativistas de sofá” e os negacionistas factuais que controlam as narrativas nas redes sociais é que acham tudo verídico. Lembremos que Lula, com seu poder centralizado, estava ausente em muitas ocasiões, preocupado com a política externa, o que tornaria difícil a mágica dos “recordes históricos”, pois o líder não estava presente para dar suas diretrizes para um ministério que soa disperso e distante. Para que os supostos recordes ocorressem, a equipe ministerial teria que estar coesa, interligada e autônoma, decidindo de forma in...

A HESITAÇÃO DO PRESIDENTE LULA

O presidente Lula paga o preço de não ter priorizado a real reconstrução do Brasil, com frieza cirúrgica e sem clima de festa, pois trabalhos assim, que evitassem comemorações antes dos trabalhos, teriam sido decisivos para garantir a popularidade do chefe da Nação. Opinar não é agir. Enquanto Lula priorizava a política externa e o clima de festa e de simulacros, cono pesquisismos, relatorismos e cerimonialismos, ele pouco agia para o progresso do país e, se agia, os resultados eram muito brandos, medíocres e lentos, doferente do que alardeia o dito “Efeito Lula”. Vi uma demonstração de uma falta de discernimento quando um lulista, empolgado com a declaração de Lula de “propor um debate” pelo fim da escala 6x1, disse que o presidente “faz um trabalho extraordinário”. O sujeito não percebeu a diferença entre opinião - Lula é contra a escala 6x1 - , a proposta e a ação, que não houve. Quer dizer, há, mas ela partiu do trabalho solitário da deputada Erika Hilton, do PSOL. Lula erra por nã...

O PUXÃO DE ORELHA DE UMA HERDEIRA DE UM PODEROSO GRUPO EMPRESARIAL

Enquanto no Brasil a juventude vira paga-pau de um empresariado "democrático", como os da indústria do entretenimento brasileira que se tornam os novos super-ricos às custas de investimentos pesados em shows  de ídolos musicais estrangeiros, uma magnata estadunidense destoa das convicções da "boa" sociedade e leva a sério a necessidade de cobrar taxas rigorosas aos super-ricos. Abigail Disney, neta de Roy Disney e sobrinha-neta de Walt Disney, ambos fundadores da The Walt Disney Company, e cineasta, ativista social e palestrante, tem 65 anos e já doou US$ 70 milhões de um patrimônio de US$ 500 milhões para projetos sociais. Ela é integrante do grupo Patriotic Millionaires, movimento de empresários dos EUA que defendem tributações mais rigorosas para os excessivamente ricos e defende o lema "orgulho de pagar mais". Por ironia, ela deu recentemente uma entrevista à Folha de São Paulo , pois o conhecido periódico paulista é uma das expressões da burguesia ilu...