Salvo em governos autoritários, o povo costuma ser o primeiro a saber e perceber as ações de um governo,o que faz com que o governo Lula faça uma pantomima sobre “informar melhor” sobre as “gigantescas realizações” do terceiro mandato.
Soa patético Lula se preocupar porque a população “não conhece” a “magnitude das realizações do governo” e cobra da Comunicação governamental ações de divulgação “mais consistentes” e que “ampliassem o alcance à população”.
Só que a gente percebe que isso tudo não é mais que encenação. Ao observarmos, com objetividade e sem cair no nível baixo e viciado das críticas bolsonaristas, vemos que Lula fez muito menos do que parece.
A grandeza por fora, nas viagens ao exterior, no começo do terceiro mandato, decepcionou os brasileiros no momento em que Lula deveria ter marcado presença dentro do Brasil para reconstruir de forma concreta e acompanhar os trabalhos de perto.
Viajando, Lula abriu caminho para a reação bolsonarista de que o petista usava o dinheiro dos brasileiros para fazer turismo no exterior. E o povo pobre não acredita na estória de que Lula priorizou a política externa para “trazer acordos e investimentos” enquanto os “recordes históricos” surgiram do nada como supostas façanhas do governo.
Não adianta mentir e falar em ações fantásticas, rápidas e fáceis demais, “realizações” que parecem ter surgidas de um estalar de dedos. Tudo vindo da noite para o dia. Assim o povo não confia. O presidente Lula fora do país e anunciando uma “colheita sem plantação”?
Sobre os “recordes de emprego”, que se repetiam na informação governamental como num disco de vinil riscado, descobriu-se que a maioria das profissões é precarizada e com salários baixos. Isso derrubou as esperanças dos brasileiros e influíram dolorosamente no aumento da rejeição a Lula, muito maior do que anunciam as supostas pesquisas de opinião.
Portanto, Lula vê suas chances de reeleição ameaçadas. Sem assumir autocrítica - a única “autocrítica” que admite é a institucional, do PT - , Lula não percebe que ele trocou o trabalho pela festa e ele agora tenta fazer, no fim do mandato, o que deveria ter feito no começo. Mas deixar tudo em última hora não vai fazer Lula recuperar a popularidade, obrigando o petista a buscar apoio na direita moderada, como em 2022.
O Lulinha Paz e Amor continua de pé, para felicidade da burguesia.
Comentários
Postar um comentário