OS LULISTAS NÃO PERCEBEM QUE O QUE CRESCEU EM EMPREGO FOI O TRABALHO PRECÁRIO, COMO O DOS TRABALHADORES DE APLICATIVOS, COM REMUNERAÇÃO PEQUENA E INCERTA?
O negacionismo factual não gostou das críticas que se fez ao governo Lula sobre a priorização do trabalho precário nas políticas de emprego, enquanto o presidente fazia turnê pelo planeta deixando até o combate à fome para depois.
Temendo ficar sem o protagonismo mundial que permitiria à burguesia ilustrada brasileira ter o mundo a seus pés, o negacionista factual, o porta-voz da elite do bom atraso, lutou para boicotar textos que desmascaram os “recordes históricos do Efeito Lula”, como no caso dos empregos que pagam um ou dois salários mínimos.
Apesar de sua postura “democrática e de esquerda” e de sua “defesa da liberdade humana com responsabilidade” - embora se vá entender que essa defesa “responsável” inclui atos como fumar cigarros e jogar comida no lixo - , de vez em quando explode nos corações do negacionista factual o velho sentimento reacionário da Casa Grande, dos seus antepassados escravistas que nem o aparato “gente como a gente” dos atuais herdeiros consegue disfarçar.
Dentro daquela máxima que diz “Cavalo dado não se olha os dentes”, o negacionista factual se sentiu “ofendido” quando se criticou que a maioria dos empregos que cresceram pagavam um ou dois salários mínimos, remuneração típica do trabalho precário. O negacionista não gostou da comparação de Lula com Michel Temer, embora ele e sua classe não tenham sofrido prejuízos nos tempos do temeroso governante.
Trata-se de uma grande hipocrisia para essa burguesia que brinca de ser pobre para lacrar nas redes sociais, mas viaja para Nova York com mais frequência do que um carioca de Madureira passeando em Copacabana. Ela acha o máximo que grande parte dos brasileiros só ganhe um ou dois salários mínimos assumindo funções como operador de telemarketing ou entregador de aplicativo, num país em que comediante se fantasia de jornalista para conquistar empregos como de Analista de Redes Sociais.
Para que discutir com madame ou com doutor? Se Lula reserva R$ 1.621 para o trabalho precarizado e o empregado que reze a Jesus Cristo para manter a alimentação e as contas em dia ao mesmo tempo, que tenhamos que ficar calados neste Brasil em que os mais lúcidos têm que se silenciar para não contrariar os idiotas.
O tataraneto da Casa Grande pode posar se figurão da Senzala e imitar (muito mal) o comportamento dos quilombolas, caprichando no português errado e tudo. Mas não deixa esconder seu DNA das velhas oligarquias e, no seu juízo de valor, pede para aqueles que têm subemprego que “rezem para Jesus” e agradeçam pelos baixos salários que recebem. Num momento e em outro, a elite do bom atraso deixa sua máscara politicamente correta cair.
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