O SUJEITO QUE VENCE FÁCIL UM CONCURSO PÚBLICO MAS NÃO TEM UMA DEDICAÇÃO ALÉM DA MEDÍOCRE NUM CARGO PÚBLICO.
Se o mercado de trabalho privado anda deixando a desejar, contratando sob os critérios das conveniências e contaminando cargos de Comunicação com comediantes e influenciadores que mexem mais os braços e as mãos do que dizem alguma coisa, os concursos públicos também não fogem de problemas graves.
A questão é quanto às provas de concursos públicos que muitas vezes reprovam quem mais precisa trabalhar e que mais se identifica com o cargo oferecido. Enquanto isso, os “atletas de concurso”, que não fazem questão do cargo e fazem a prova através de macetes, são aprovados e investidos na referida função.
Estima-se que, de cada grupo de aprovados em concursos públicos, 10% manifestam desejo e vocação para o cargo, 50% apenas vocação, 30% porque apenas procuram trabalho e 10% estão entre aventureiros ou oportunistas profissionais.
Não se quer que as provas dos concursos fossem fáceis, mas da forma como essas provas foram feitas, quem mais precisa do cargo nem sempre consegue ingressar, enquanto que quem nem dá bola para o serviço acaba passando.
O perfil acaba sendo mais ou menos aquele burocrata com pinta de comentarista esportivo ou, principalmente, de uma forma estereotipada de
escrivão de cartório, que “só faz o que deve”, até com correta eficiência, mas sem deixar marca no trabalho. E, muitas vezes, vivem no ócio porque não conseguem ter ações criativas no trabalho. Com todo o respeito aos comentaristas e escrivães, mas eles são outra coisa, de uma natureza bem diferente do servidor público.
escrivão de cartório, que “só faz o que deve”, até com correta eficiência, mas sem deixar marca no trabalho. E, muitas vezes, vivem no ócio porque não conseguem ter ações criativas no trabalho. Com todo o respeito aos comentaristas e escrivães, mas eles são outra coisa, de uma natureza bem diferente do servidor público.
Alguns desses servidores, nem todos e nem a maioria deles, mas em considerável número, aceitam acordos espúrios que fazem com que acordos de corrupção sejam feitos. Ações de fiscalização são deixadas de lado, assim como outros critérios como baixo custo e formação universitária, entre outros, são deixados de lado nome de favorecimentos de outros envolvidos.
Há até casos aberrantes como de dois servidores estáveis do IPHAN que reclamavam da instituição na comunidade específica no Orkut, há 20 anos. Os dois reclamavam dos baixos salários e chegavam a mentir que não havia trabalho na empresa. Se perguntava se havia algumam inventário, respondiam “Que inventário?”.
Mas o padrão de escrivão de cartório é típico do serviço público e a maioria das provas de concursos se destina a contratar esse pessoal, que não faz mais que deve e fica apenas “de plantão” sem gostar muito do trabalho que faz. Parece o típico escrivão que espera alguma ordem para fazer alguma coisa.
O moralismo familiar quanto aos filhos trabalharem, que endeusa patrões e empresários, também acha que os concursos públicos têm que ter provas qualquer nota. Ou seja, que pouco importa se a prova deveria estar de acordo com o cargo respectivo, se houver Matemática em cargos para Comunicação ou Ciências Sociais tanto faz.
Mas as provas, independente do grau de dificuldade, acabam "desenhando" o candidato desejado pela banca que elabora as questões. Aquele que tirar de letra essas questões, não necessariamente o mais capacitado para o cargo, acaba ganhando a vaga, e aí vemos muitos dos desastres que ocorrem ou, na melhor das hipóteses, a respectiva instituição pública acaba contratando um servidor medíocre que até fará os trabalhos corretamente, mas não "vestirá a camisa" desse serviço público.
No máximo, o "escrivão" fará apenas o que lhe é obrigatório, sem fazer um trabalho criativo, que deixe marca. Ele será apenas o servidor que passou fácil num concurso público, conseguiu estabilidade mas se tornou apenas um apagado servidor cuja atuação, mesmo correta, se perderá na poeira do tempo.
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