LULA TENTANDO CONQUISTAR O ELEITORADO JUVENIL.
Num momento em que o escândalo do Banco Master atinge o líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA) e põe em xeque o caminho da reeleição de Lula, o presidente depende do mantra do pesquisismo para garantir o ingresso ao quarto mandato.
Recente levantamento da Datafolha aponta,mais uma vez, que Lula não só derrotaria o principal rival Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turnos como derrotaria os demais candidatos. Contra Flávio Lula ampliou a vantagem em 10% com 41% de vantagem sobre o extremo-direitista, que teria 31%, e o petista seria “líder” na corrida presidencial, apenas com 38% de desaprovação e 32% de aprovação, diferente das demais supostas pesquisas de opinião, que apontam queda da margem de rejeição.
O levantamento trazido por um veículo conhecido tradicionalmente pela oposição ao petismo serve de alento para o mito da “democracia de um homem só” do presidente brasileiro, há poucos dias definido como “volátil” pelo presidente dos EUA Donald Trump.
A obsessão de Lula pelo poder também o faz investir na blindagem das redes sociais, inicialmente com 50 mil porta-vozes, com expectativa para chegar a 500 mil durante a campanha eleitoral. Lula continua sentindo um triunfalismo quanto à sua vitória, embora oficialmente sua equipe de campanha seja orientada a evitar, em tese, o clima de “já ganhou”.
Mas nota-se que esse clima de "já ganhou" existe, o que nada tem de democrático. Lula não é competitivo porque se acha o único vitorioso, evita confrontar a concorrência, mesmo que seja para furar a bolha lulista, e tenta sabotar a disputa eleitoral. Tenta se valer não por suas qualidades, mas pela debilidade dos adversários, o que se torna vergonhoso.
Não custa insistir que Lula não é especial a ponto de ser o único vitorioso da corrida presidencial. Nesta disputa, Lula é somente um concorrente a mais, e o verdadeiro competitivo não atropela os rivais nem se acha o mais vantajoso. O competitivo enfrenta e não se acha na certeza de ganhar. Lula passou a fugir de debates e se acha vencedor a ponto de poder sabotar a disputa, apostando mais no enfraquecimento dos rivais do que na vitória por seus próprios méritos.
O que também se notou é que, desde os primeiros meses do terceiro mandato de Lula, os pesquisismos eram divulgados, com supostas pesquisas de opinião sendo lançadas com intensidade hipnótica, quase sempre apelando para o bordão "Lula ganha em todos os cenários" ou "Lula vence todos os demais candidatos".
Essa atitude se torna indevida, pois todo o terceiro mandato foi marcado por uma campanha para o quarto. O certo deveria esperar ocorrerem os três primeiros anos para, no quarto, se lançar os tais levantamentos que avaliariam o desempenho do governo.
A onda dos pesquisismos acaba valendo mais como uma campanha inadequada, uma grande trapaça que soa como uma moderna política do cabresto, forçando um voto pré-determinado já nos primeiros meses de um mandato. E o que parece, à primeira vista, uma consulta do eleitorado brasileiro, acaba se tornando uma imposição de voto subliminar a um favorito autoproclamado.
Se for por esse meio, melhor seria cancelar as eleições, já que se determinou um vencedor prévio da corrida presidencial. Assim, ninguém precisaria votar num político que já se acha vitorioso por antecipação.
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