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LULA E O “DEDO DO MEIO”: SINAL DE CRISE DE POPULARIDADE?


O recente gesto do “dedo do meio” de Lula, usado contra aqueles que querem dificultar a busca do povo pobre por qualidade de vida, na verdade soa como uma preocupação do presidente com sua crise de popularidade, em especial entre os mais pobres.

É muito importante acompanhar a linha do tempo dos fatos políticos para evitar aceitar o absurdo como se fosse coisa normal. Quem tem memória curta e vê a realidade de forma fragmentada aceita qualquer contradição, dormindo tranquila vendo uma pessoa ser uma coisa ontem e ser outra coisa hoje.

Lula decepcionou muito no terceiro mandato, pois pensou mais na sua consagração pessoal. Agiu como um moleque politiqueiro, agondo por impulso e conforme suas vontades pessoais. O petista não agiu como um estadista, mas como um personagem de ficção, fazendo propaganda até quando, em tese, queria esclarecer o povo brasileiro das “grandes realizações de seu governo”.

Como jornalista, não posso escrever coisas agradáveis. Este blogue chegou a ser boicotado, em 2023, porque se esperava um “jornalismo Cinderela”, sempre “de acordo com tudo”. Se conformar com a realidade e achar que Lula pode decidir sozinho. Na época, as pessoas estavam deslumbradas com a “democracia de um homem só” de Lula, quando só ele decide e o povo vai apenas festejar e consumir.

Apelando para o pesquisismo, Lula se diz “vencedor em todos os cenários” sem realizar medidas concretas. Lula repercutiu mal ao inaugurar uma obra bilionária de um canal de água que, na cerimônia, estava seco e, quando a água veio, destruiu um túnel feito por um contêiner velho e enferrujado. Por outro lado, estatísticas apontam que a população em situação de rua aumentou drasticamente durante o terceiro mandato do petista.

Lula também fez os juros da dívida pública atingirem 14,25%, 81% do Produto Interno Bruto (PIB). Isso mostra a hipocrisia de Lula, que, quando esses juros estavam no índice de 13,75%, o petista fez ataques duros a Roberto Campos Neto, classificando essas taxas como um “crime”.

Lula depois “segurou” Campos Neto em vez de demiti-lo e, quando o substituiu por Gabriel Galípolo, o presidente brasileiro passou pano nos juros altos, dizendo que “não se pode dar cavalo de pau”. Acabou não só mantendo os juros altos, apesar de um período curto de queda, como eles atingiram o acintoso índice de 14,25%, com previsão de piora que pode atingir 84% do PIB.

Isso causa indignação nas classes populares e dá para perceber que Lula, nos bastidores, sabe que perde apoio das classes pobres. Depois de ficar irritado com o fracasso do Primeiro de Maio em 2024, Lula fez gesto obsceno durante uma cerimônia, caindo em grande contradição: querendo dizer que o povo pobre quer “coisa de primeira”, por que um presidente foi fazer um gesto grosseiro que foi o “dedo do meio”?

Há indícios de que Lula teria sido avisado da sua crise de popularidade. E esse aviso não se deu apenas pelos dados estatísticos, mas também pelas vaias que o presidente recebeu em várias visitas pelo interior do Brasil. Daí que chegou a fazer uma campanha do Governo Federal com a frase “Transformando pobreza em dignidade”. O discurso que deu no gesto obsceno pode ter sido um desabafo de Lula, indignado por não ter mais a credibilidade entre as classes populares.

Embora os lulistas façam o possível para reeleger seu ídolo, vemos que o desperdício do terceiro mandato com viagens ao exterior e discursos cheios de gafes contribuíram para o desgaste de Lula, que só no final quis correr atrás do tempo perdido. Depois que o povo pobre e a juventude se decepcionaram com Lula, fica difícil reconquistá-los em última hora.

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