A DERROTA DA SELEÇÃO BRASILEIRA PELOS GOLS DO NORUEGUÊS HAALAND (E) REVOLTOU MUITOS FANÁTICOS DO FUTEBOL DO BRASIL.
A notícia do portal UOL de que os torcedores brasileiros estariam cogitando uma repescagem, para a Seleção Brasileira de Futebol retornar à Copa de 2026 e retomar a busca pelo Hexa, mostra o quanto a torcida brasileira, salvo exceções, não sabe aceitar derrotas.
Os torcedores brasileiros haviam levado um choque, apesar de serem advertidos do potencial goleador do artilheiro Erling Haaland, da seleção da Noruega. A torcida brasileira chegou a esnobar os torcedores noruegueses, através da dança do Creu, o que dá o tom da arrogância brasileira aliada à idiotização cultural.
Havia, no começo da partida entre os times do Brasil e da Noruega, um sentimento de certeza de que os jogadores brasileiros sairiam vencedores. O clima parecia de fim de Copa, e a ilusão de vitória fácil foi quebrada quando Haaland fez dois gols e Neymar apenas um e, num pênalti, em vez de Vini Jr. ter sido escalado, foi Bruno Guimarães que fez o chute que não deu em gol.
As pessoas até poderiam se entristecer com a derrota da Seleção, mas não da forma traumática que fez muita gente destruir aparelhos de TV e álbuns de figurinhas da Copa. No caso das TVs, se vê a estupidez de pessoas que destroem um eletrodoméstico do qual compraram pagando por prestações. Um tipo de burrice que mostra a que ponto chega o fanatismo pelo futebol.
Os brasileiros deveriam ao menos reconhecer a vitória fácil demais da medíocre Seleção Brasileira de 2002, em cujas eliminatórias do ano anterior tiveram a estranha desistência da Seleção do Chile, assim como a Seleção da Inglaterra, no mata-mata da Copa daquele ano, teve um desempenho abaixo do normal, causando estranhamento até na imprensa esportiva britânica.
Não dá para apelar para o saudosismo nutella e tratar a Seleção Brasileira da Copa de 2002 como se fosse um clássico, até porque esse torneio foi mais a “Copa do Ricardo Teixeira”, com um time medíocre que apenas goleia fácil porque os adversários foram pagos para perder, conforme revelaram denúncias sobre os bastidores do futebol, anos depois.
Futebol deveria ser uma mera diversão, mas os dirigentes esportivos supervalorizam o esporte a ponto de ser tratado como uma operação de guerra. Os torcedores nada ganham com isso, mas são conduzidos a essa obsessão doentia pela vitória a qualquer custo. Daí a falta de espírito esportivo quando a Seleção Brasileira perde uma Copa do Mundo.
Ver pessoas dependendo de onze jogadores para serem felizes é vergonhoso. Ver domingos de descanso serem desperdiçados pela tensão desnecessária por um time é vergonhoso. E mais vergonhoso é ver que a única alegria dos brasileiros médios é ver uma taça guardada em uma estante da CBF. Assim não há como levar nosso país a sério.

Comentários
Postar um comentário