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COMO A BREGALIZAÇÃO CHEGOU À VENDA DA ELETROBRAS


Informa o portal Brasil 247, do jornalista Leonardo Attuch, que o empresário Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil, articula para chamar compradores interessados na Eletrobras.

O presidente Michel Temer anunciou que pretende privatizar a estatal.

Ela foi proposta pelo presidente Getúlio Vargas em 1954, autorizada por Jânio Quadros em 1961 e fundada oficialmente por João Goulart (na fase parlamentarista governada pelo primeiro-ministro Tancredo Neves), em 11 de junho de 1962.

Há um esforço para chamar investidores para compor a demanda de interessados para o leilão da empresa.

O que poucos imaginam é que um empresário iria fazer um lobby para chamar esses interessados para adquirir a empresa.

Lemann estaria articulando por intermédio de seu homem de confiança, Oscar Salomão.

Salomão, que articulava privatizações de estatais do setor elétrico, havia sido exonerado da Eletrobras por decisão judicial, desde agosto último.

A denúncia foi dada por funcionários da AEEL, Associação dos Empregados da Eletrobras.

Jorge Paulo Lemann é o "rei da cerveja", dono da Ambev (Brahma, Antarctica, Skol etc) e de várias franquias de marcas estrangeiras de cerveja.

Ele se tornou o homem mais rico do país pelo impulso de uma das maiores paixões nacionais: a cerveja.

Mas as "esquerdas médias" e a intelectualidade "bacana" também contribuíram para inserir uns "trocados" a mais na conta do "pobre homem".

A intelectualidade "mais legal do Brasil", que prometia transformar no "folclore de amanhã" os sucessos musicais jabazeiros das rádios popularescas, ajudou pacas.

Ela exaltou o alcoolismo como "consolo amoroso" na antologia musical brega.

Da mesma forma, pregou, no seu discurso sobre a "pobreza linda" da "periferia legal", que o alcoolismo era o "melhor entretenimento" dos idosos das "periferias".

E os fanáticos por futebol, desses que, como no Rio de Janeiro, perguntam primeiro o time e depois o nome de alguém que acaba de conhecer? Quantos engradados de cerveja foram adquiridos para animar cada dupla de horas em partidas de futebol?

E as feministas que se voltam à espetacularização do ativismo, lutando pela "liberdade" de mulher "encher a cara" de cerveja, contribuíram para pôr um macho no topo da lista da Forbes.

Evidentemente, a plutocracia iria privatizar a Eletrobras por outros meios.

Poderia, por exemplo, o responsável do lobby ser um homem de confiança de Luciano Huck em vez de Lemann.

Ou talvez Temer recorresse apenas a seus representantes no Poder Legislativo.

Mas, conforme denúncia de funcionários da Eletrobras, a "sorte" teria sido dada a um parceiro de um empresário de uma grande companhia de cerveja.

Cujas inúmeras marcas fizeram as esquerdas festivas ajudarem em massa para a fortuna imensurável de Jorge Paulo Lemann.

São essas esquerdas festivas que preferiram primeiro que haja cerveja em suas mesas - e nas mesas das mulheres "empoderadas" - antes do arroz, feijão e saladas nas mesas do povo pobre.

E que preferiram também que os pobres tenham "pinga" antes de qualquer cesta básica.

Agora vão ver o executivo que ajudaram a enriquecer articulando secretamente a privatização de uma empresa estatal.

O problema é que a privatização vai trazer mais problemas para o setor elétrico.

Vai que um apagão possa ocorrer durante aquela apresentação do bregalhão na "virada cultural" transmitida pela TV paga ou durante uma transmissão de futebol.

Foi a turma "bacana" que sonha um Brasil brega cooptar para si a multidão progressista, e deu no que dará. O fim anunciado de mais uma empresa pública.

Mui amigos os intelectuais "bacanas" que botam coisa na cabeça de uma parcela de esquerdistas...

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