Um grupo de pessoas que moram numa residência num bairro residencial de São Paulo e cujos membros trabalham com manutenção de motos tem o hábito de conversar alto durante o fim de noite. Até pouco tempo atrás, faziam festas que rolavam durante a madrugada e chegavam a terminar após o amanhecer, mas essa barulheira foi encerrada depois da denúncia de vizinhos.
No entanto, as conversas de fim de noite, ao menos até uma hora da madrugada, continuam e um dado chama a atenção. Aos gritos e, constantemente com risadas em alto volume, essas pessoas contam episódios das suas vidas, expondo suas intimidades privadas à escuta de outros vizinhos.
Eles se tornaram um exemplo de um hedonismo irresponsável pós-pandemia e dos primórdios do terceiro mandato de Lula, quando a chamada burguesia ilustrada desaprovou o senso crítico, erroneamente atribuído ao bolsonarismo, e pedia para que o Brasil vivesse uma onda de conformidade e consentimento.
As ideias de “liberdade” e “felicidade” eram pretextos para tamanhos abusos, simbolizados pela conduta festiva do presidente Lula, que sinalizava governar mais para aqueles que se divertem durante a madrugada do que para aqueles que precisam dormir cedo para trabalhar dispostos no dia seguinte.
Isso já mostra o quanto Lula se distanciou das classes populares e sua “democracia” sempre se voltou para os “bem de vida”, apesar de ultimamente, até pela busca de reeleição, o petista tentar se reaproximar das antigas bases de apoio.
Quem mais se empolga com Lula hoje é a classe média abastada que se diverte na busca de emoções baratas, e que quer pular, dançar e gritar a noite toda, como uma festa sem fim. Uma elite tão estúpida que, em muitos casos, comete a burrice de expor suas vidas íntimas para a vizinhança. Devem achar que a vida é um grande programa de reality show.

Comentários
Postar um comentário