Não faz sentido, num contexto em que famosas se casam ou obtém namorados com facilidade, serem felizes "encalhadas" e "segurando vela" para amigas casadas, mesmo atrizes que convivem com colegas comprometidas mas que, só porque mencionam nomes de religiosos "espiritualistas" ou se envolvem em atividades do gênero, acabam ficando "felizes" na solidão. Imaginamos anúncio de classificados pedindo maridos para essas mal-amadas.
Fico refletindo o quanto há muitos estrangeiros que se demonstram tão ou mais brasileiros do que muito nativo deste Brasil deitado eternamente em berço esplêndido. Mino Carta, por exemplo, é um jornalista honrado, lúcido, experiente e mais apaixonado pelo Brasil do que muito jornalista hidrófobo que quer entregar toda a condução da política e economia de nosso país para paus-mandados de Wall Street, da Casa Branca e do Pentágono, aqui nascidos. Temos Noam Chomsky, que sabe mais do que muitos brasileiros que houve golpe político em 2016, um evento que começa a desaparecer até da memória de muitos esquerdistas iludidos com o identitarismo fácil. Temos alemães que, lá do seu país, nos alertam para o risco de endurecimento fascista do governo Jair Bolsonaro. Temos japoneses e estadunidenses que apreciam a mesma MPB autêntica que é demonizada pela nossa intelectualidade tupiniquim, mais identificada com os "bumbum tantãs", os "tecnobregas" e as "pisadinhas" da ...
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