NÃO DÁ PARA ESQUECER O QUE FOI FEITO NOS VERÕES PASSADOS.
Enganando a população se vendendo como um falso esquerdista, o hoje candidato a governador do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, impôs, com o autoritarismo de um ditador, a pintura padronizada nos ônibus, medida que confunde as pessoas comuns e deixa as empresas de ônibus serem reconhecidas apenas por “especialistas”, sejam busólogos, autoridades e tecnocratas.
O “pesadelo sobre rodas” foi retomado em 2025 e criou um “baile de máscaras” que demonstrou a arrogância de Paes, que fala e age como um Luciano Huck da política, com a curiosa observação de que os dois são muito amigos e sentem admiração um pelo outro.
A pintura padronizada é apenas a cereja do bolo que inclui uma degradação do trabalho de fazer Michel Temer ficar de queixo caído. Motoristas acumulando função de cobrador e tendo que cumprir horário, sendo obrigado a aumentar a velocidade para compensar trechos congestionados dos trajetos. Redução de frotas de ônibus em circulação. Fim das linhas interzonas e aumento de baldeação, forçando até idosos a subir e descer duas ou três vezes de ônibus para chegarem aos destinos desejados.
Mas a medida já está atraindo o apoio de busólogos que, fazendo o julgamento de valor quanto ao “interesse público”, despejando um monte de mentiras sobre a vontade popular, defendem meramente interesses empresariais, usando o hobby para formar um gabinete junto às secretarias de Transporte de Paes e companhia. E são busólogos que só veem os ônibus de fora, não entendem a realidade vivida pelos passageiros, já que vários desses fãs de ônibus só usam automóvel.
O que se nota nesses busólogos é que, bem antes do bolsonarismo ser conhecido, eles já eram tietes de Jair Bolsonaro. Isso já em 2010, 2012. O reacionarismo dos busólogos do RJ que defendem a pintura padronizada, os “padronizetes”, é explícito no seu nível de intolerância e ataques a quem discorda deles.
Tudo isso lembra claramente o “gabinete de ódio” dos seguidores de Jair Bolsonaro. Isso tudo já era praticado por busólogos padronizetes que, juntamente com os fanáticos da Rádio Cidade “roqueira”, anteciparam a fúria reacionária dos chamados “bolsonínions”.
O pragmatismo carioca, que é a ilusão de “piorar agora para melhorar depois” - como por exemplo acreditar que a padronização que confunde o povo ponha foguetes no sistema de ônibus carioca e que a Rádio Cidade com sua linguagem poperó financie as vindas de bandas de rock gringas para tocar todos os dias no RJ - , foi a origem do golpe de 2016 e do bolsonarismo. Foi sob estas perspectivas que elegeram Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro para o Congresso Nacional.
Hoje Eduardo Paes corre da raia, renega o bolsonarismo, mas ele surgiu como filhote do tucanato carioca e como um representante local dos interesses empresariais da Faria Lima. Seus ônibus padronizados acabaram servindo de ninho para o bolsonarismo cujas manifestações são impossíveis de se esquecer.
E não adianta Eduardo Paes fingir ser esquerdista pois toda essa pantomima é para arrancar verbas federais num possível quarto mandato de Lula. E Lula é mais generoso no envio de verbas, pois Paes, apesar de ser do partido de Ronaldo Caiado, não terá essa moleza da parte do ruralista.

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