
O AUMENTO DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA FOI UM DOS PROBLEMAS QUE O GOVERNO LULA DEIXOU AGRAVAR, COMO SE VÊ NESTA FOTO NA CIDADE DE SÃO PAULO.
As notícias sobre os desmontes do golpismo de 2016 vêm à tona. As brigas de Flávio Bolsonaro com a madrasta Michelle Bolsonaro e a saída desta do PL Mulher. A apreensão de armas pertencentes a Jair Bolsonaro, que escreveu uma carta pedindo a união de seus familiares. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, teve bloqueados bens por conta do uso abusivo das tais verbas para emendas parlamentares, o mesmo ocorrendo com o ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que fora do mandato exerceu influência sobre essas emendas.
Sim, é ótimo que a raiz do golpismo seja desmontada em vários aspectos, sobretudo com agravantes que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro, e haja a queda de seus envolvidos. No entanto, isso não significa que Lula seja o grande vencedor, já que o petista, muito corajoso para combater o tarifaço de Donald Trump, se acovarda diante dos juros altos da dívida pública.
Lula falou grosso contra os juros altos, vociferou contra Roberto Campos Neto e, no entanto, o manteve em “banho maria” até substituí-lo por Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central. Mas de nada adiantou. Galípolo manteve os juros altos e Lula mudou o discurso e deixou que a taxa de juros altos saltasse para 81% do Produto Interno Bruto (PIB).
Enquanto isso, um estudo feito pelo Observatório Brasileiro de Políticas Públicas da Universidade Federal de Minas Gerais com base no CadUnico, cadastro do Governo Federal que registra pessoas que vivem nas ruas, constatou um aumento de 88% desses miseráveis, entre 2020 e 2026. A falta ou insuficiência de políticas públicas dos governos federal e estaduais é apontada como o principal motivo, conforme explicou o coordenador do Observatório, André Luiz Freitas Dias:
“Primeiramente é consequência da ausência e insuficiência histórica de políticas públicas estruturantes, principalmente moradia, trabalho e educação, envolvendo a população em situação de rua majoritariamente negra no nosso país. A cada 10 pessoas em situação de rua no nosso país, sete são negras na média nacional. Outro aspecto que é importante também ser destacado é a precarização das condições de vida de populações já vulnerabilizadas, que foi agravada com a pandemia da COVID-19 e, ainda, é observada nas cidades brasileiras”.
O anunciado investimento no valor de R$ 982.086.246,22 destinado à Política Nacional para a População em Situação de Rua do Governo Federal ainda não foi posto em prática, e os sem-teto precisam se virar como podem. A população não quer esperar, mas é obrigada a aguardar a ação de Lula, muito lerdo para tratar de projetos sociais enquanto é imediatista para viajar no exterior e atuar na política externa.
Por enquanto, a Terceira Via não apontou um nome expressivo. E aí vemos o quanto Lula, que pelo jeito trocou o discurso da esperança pelo medo, passou a depender do fracasso da concorrência para ser reeleito, já que seu governo medíocre só empolgou a bolha lulista. Vamos ver se a vindoura campanha presidencial possa trazer algo diferente da “democracia de um homem só” do presidente que quer seu quarto mandato.
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