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A MARCHA DOS SEM-TETO E O IATE DO "FILANTROPO" LUCIANO HUCK

LOUCURA, LOUCURA, LOUCURA - E depois chamam de "nababesca" a canoa que oficialmente se conhece como "o iate do Lula".

O Conversa Afiada alertou.

A mídia hegemônica desprezou a marcha dos manifestantes sem-teto e deu prioridade exagerada ao atentado terrorista contra um grupo de ciclistas em Nova York.

Evidentemente que foi um fato trágico, mas, por importância geográfica, não deveria ter o destaque exagerado como se fosse uma ocorrência de nosso país.

Deveria ser um destaque como notícia estrangeira, até a principal das notícias vindas de fora.

Mas muitas notícias nacionais de grande importância são descartadas.

A marcha do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, de São Bernardo do Campo até a sede do governo do Estado de São Paulo, deveria ser um fato histórico.

Mas os interesses da mídia hegemônica impedem que seja assim.

O MTST é formado por trabalhadores e desempregados que não possuem moradia digna.

É um equivalente do MST - Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra - das zonas urbanas.

Muitos acusam essa gente de radicalismo, mas o MST nunca iria investir, por exemplo, na intragável "farinata" de João Dória Jr., abençoada até por um "líder espiritualista" baiano.

O MST não iria oferecer comida estragada processada, que vai contra as recomendações de entidades sérias de nutrição e saúde pública.

A alimentação para o povo pobre, segundo o MST, é democratizar o uso da terra, para repopularizar a Agricultura, enfatizando as pequenas propriedades familiares.

Assim, cultiva-se uma diversidade grande de alimentos, sem agrotóxicos, e os produz em parte para o comércio, em parte para o consumo das próprias famílias.

Comida fresquinha, extraída da natureza, saudável e deliciosa.



E se na zona rural o problema é o uso da terra, na zona urbana é a questão da moradia.

A juíza Ida Inês Del Cid havia cancelado uma apresentação de Caetano Veloso na ocupação do MTST na referida cidade do ABC paulista.

A desculpa usada foi "ameaça à segurança", devido à capacidade de atrair multidões.

Mas a proibição foi feita, na verdade, para evitar a projeção do ativista e líder do MTST, Guilherme Boulos, que ganharia ampla visibilidade com a situação.

A manifestação foi para a sede do governo de São Paulo, no Palácio do Morumbi, para pedir políticas em favor da moradia popular.

Os manifestantes nem acreditam que Geraldo Alckmin, pelo seu perfil, possa se sensibilizar com a reivindicação, mas a marcha teve por fim chamar a atenção da opinião pública.

Foram 23 km de caminhada, uma decisão acertada depois da proibição da apresentação de Caetano.

Isso porque o MTST aproveitou o impacto da proibição para criar um outro ato de impacto.

Por ironia, São Bernardo do Campo, onde o MTST mantém ocupação, é terra natal de Angélica, esposa de Luciano Huck.

Huck mandou construir um imponente iate que mais parece uma mansão em forma de lancha.

O iate se chama Bejoa, combinando as primeiras sílabas dos nomes dos filhos homens, Benício e Joaquim, e a última letra do nome da filha, Eva.

O empreendimento tem cerca de 40 metros de comprimento, quatro andares, quatro centros de ginástica, quatro cozinhas, quatro suítes.

A luxuosa embarcação, avaliada em R$ 30 milhões, fica estacionada em Angra dos Reis, onde fica a mansão do apresentador. Nessa embarcação, cabem cinco casais.

O Diário do Centro do Mundo deu detalhes sobre a luxuosa embarcação.

É irônico que Luciano Huck, com sua mansão em Angra dos Reis que ele ofereceu para o festão das núpcias de Guy Oseary e Michelle Alves, há poucos dias, e o iate de quatro andares, seja cotado para ser presidente do Brasil.

O ex-presidente Lula é investigado por supostas posses como uma canoa que foi chamada de "iate", um apartamento classe média situado no Guarujá e um sítio com tamanho de um modesto albergue, em Atibaia.

Isso sem que esteja comprovada a posse do petista das duas residências.

Além de ser um dos idealizadores (e financiadores) do Renova BR, Luciano Huck é tido como potencial candidato à Presidência da República com uma bandeira neoliberal.

Amigo das elites e beneficiário de uma grande fortuna, Huck se passa por "filantropo" no seu programa de televisão.

Ironias de um país em que a plutocracia só cobra moral dos outros, mas não de si mesma.

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