O "FUNK" NÃO FICARIA MELHOR SE SEUS RESPONSÁVEIS E SEU PÚBLICO FOSSEM DE ETNIAS GERMÂNICA E HOLANDESA.
Os casos de Thiagsson e Fernanda Abreu revelam o desespero e a paranoia de quem apoia o “funk” e não consegue convencer através de argumentos equilibrados. Forçando a barra, os apoiadores do “funk” agora deram para acusar de “racistas” quem rejeita o ritmo.
Isso é tão leviano quanto um vizinho denunciar à polícia um cidadão que levou dois dias para devolver uma furadeira usada para a reforma da casa. Acusar os críticos do “funk” de racistas é de uma gravidade extrema.
Afinal, trata-se de um juízo de valor leviano, baseado no etnocentrismo daqueles que defendem o “funk” é que já possuem um padrão pré-determinado de pobreza, uma pobreza ao mesmo tempo “pobre” e “higiênica” dentro de um padrão de “periferia” que envolve favelas, bares decadentes e velhos, ruas sem asfalto, uma miséria tornada espetáculo em todo o imaginário do brega e do “popular demais” em várias de suas vertentes.
Insinuar que quem critica o “funk” é racista não tem pé nem cabeça, pois muitos dos que esses críticos admiram, nos setores da literatura, da intelectualidade autêntica e da música de qualidade, são negros. As críticas ao “funk”, na verdade, residem no âmbito cultural e comportamental. Até parece que Fernanda Abreu e Thiagsson só viram as críticas ao “funk” em algum canal bolsonarista ou de nível similar.
Imagine trocar negros favelados por pessoas com traços germânicos ou holandeses fazendo o mesmo tipo de som do “funk” e o mesmo tipo de comportamento vulgar. O “funk” não vai melhorar por causa disso, se tornando igualmente grotesco, embora de acordo com padrões estéticos mais, digamos, “helênicos”.
Sobre a acusação de racismo, por sorte os apoiadores do “funk” não dão nomes às pessoas porque se dessem, sofreriam processos judiciais. Como o racismo é um crime inafiançável, é como se um defensor do “funk” quisesse jogar um crítico do gênero na prisão, em regime fechado, por conta de sua posição contrária ao gênero. Só que o crítico do "funk" poderia processar os acusadores por danos morais, o que piora a situação entre os pró-funqueiros.
A hidrofobia oculta dos apoiadores do “funk” acaba chamando os críticos de “criminosos”, o que é de extrema gravidade. Quanto ao vínculo de “funk” ao crime, os frequentadores, em grande parte, não estão ligados ao crime, sendo estudantes, trabalhadores e desempregados indo para um divertimento.
Mas o “funk” tem braços no crime organizado, como nos “proibidões, mas seu maior pecado não é esse. É sua ruindade musical, sua estupidez cultural, seus valores retrógrados no lado comportamental. O “funk” é conservador e é um reflexo de um culturalismo da Era Geisel do qual os funqueiros em nenhum momento cogitaram romper, muito pelo contrário. Vide o falso feminismo das funqueiros que sucumbe à objetificação do corpo.
A acusação de “racismo” que os adeptos do “funk” atribuem aos opositores do gênero nivela os defensores do gênero a um reacionarismo equiparado ao bolsonarismo. Além de fazer um juízo de valor perverso contra quem rejeita o ritmo, também estabelece um etnocentrismo contra o povo negro, que se torna refém da simbologia retrógrada em torno do gênero.
A cada vez mais fica complicado a burguesia ilustrada e seus intelectuais “bacanas” defenderem o “funk”. Sem poder argumentar de forma consistente, acabam agredindo com acusações infundadas. Querendo atirar no preconceito, os defensores do "funk" metralharam os próprios pés.
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