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NATALIE PORTMAN E ARIANNY CELESTE: DUAS VISÕES SOBRE A FAMA


A comparação entre duas entrevistas, uma da atriz Natalie Portman para o The Hollywood Reporter, e a da assistente de palco dos torneios de UFC, Arianny Celeste, relacionadas à situação da fama, cabe uma reflexão a respeito da realidade das mulheres de hoje.

Natalie havia feito um comentário sobre o Oscar que recebeu em 2011 pela categoria Melhor Atriz com o no filme O Cisne Negro (The Black Swan), manifestando ao mesmo tempo simplicidade, realismo e uma preocupação de não sucumbir às pressões do mundo da fama.

"Meu Oscar é um ídolo falso. Nem sei onde ele está. Acho que está no cofre ou em outro lugar. Não sei. Não o vejo há um bom tempo", disse a atriz, sugerindo uma leve ironia sobre sua consciência de que seu talento e sua carreira não ocorrem em função da referida premiação. Natalie acrescentou a isso uma visão realista sobre o universo da fama e suas pressões.

"As decepções sempre estão em mim. Quando você é encarada todos os dias, com todos olhando para você, é como um espelho que você tem de si mesma, e você pode enxergar suas boas e más atitudes. Não me martirizo por conta disso, mas não sou sempre tão generosa como eu acho que poderia ser, por exemplo".

Arianny Celeste vê a fama de maneira diferente como havia dito para o MMA Junkie Radio, a respeito de sua função de ser assistente de palco dos torneios de UFC e das pressões que recebe sendo famosa por esse trabalho.

"Quando não estou trabalhando, eu não me sinto como se estivesse dentro do mundo do MMA. Eu meio que me separar. Eu não vou mentir: As pessoas no mundo do MMA podemm ser bastante duras. Eu costumava se preocupar com coisas como essa, mas agora não. Eu não me deixo olhar para blogues ou qualquer coisa assim, porque eu não quero ver qualquer coisa que vai ferir meus sentimentos ou me irritar - porque às vezes eu tendo a responder de imediato. Eu não sou uma tonta nem uma panaca, mas definitivamente vou me defender se eu precisar".

Em seguida, Arianny compara o trabalho de "garota do Octágono" ao de uma modelo de grife ou uma apresentadora de TV, mesmo que sua função esteja relacionada a um evento em que pessoas truculentas ficam brigando "de maneira esportiva":

"Eu acho que as pessoas não percebem o quanto o trabalho é para ser um modelo, ser uma apresentadora ou ser uma garota do Octágono. Não apenas por você estar andando em um traje de banho, onde as pessoas estão criticando por isso, mas tente ter uma câmera na sua cara e mostrando a sua personalidade e ser um apresentador de um programa de TV. Tentando ser como um manequim vivo e com clientes lhe pondo em um milhão de trajes diferentes, e você está querendo ir para casa, mas você não é capaz disso, porque você tem mais 50 trajes diferentes. Não é tão fácil quanto se supõe ou parece estar no meu lugar. E não muitas pessoas saberiam, a menos que estivessem no meu lugar ".

Natalie Portman toma muito cuidado para não sucumbir às pressões da fama. Trabalha como atriz e começa atividade paralela de cineasta. Busca participar em trabalhos mais consistentes e, mesmo em filmes mais comerciais, não costuma aceitar qualquer mancada. Notável por sua beleza, é casada com o coreógrafo Benjamin Millepied. Tem 34 anos.

Arianny Celeste assume uma atividade de risco, ligada a um evento marcado pela truculência e ao âmbito dos brutamontes. Sofre as pressões da fama, mas evita se envolver com elas. Alega ter uma vida "diferente" daquela que assume como assistente de palco de UFC. Esteticamente, é insossa e fisicamente é, digamos, "turbinada". Atualmente está solteira. Tem 30 anos.

É muito raro encontrar mulheres com o senso de realismo e coerência como Natalie Portman, que optam por trabalhos consistentes e adotam uma personalidade diferenciada, não bastasse a beleza encantadora e seu charme peculiar.

É mais comum encontrar mulheres tipo a Arianny Celeste, que assumem o risco de se vincularem a eventos duvidosos como trabalhar como assistente de palco nas lutas de UFC e ainda são capazes de reagir com irritação às pressões e críticas. E, ainda por cima, não tão "insanamente quente" quanto se alardeia por aí. Mesmo com boa vontade, difícil ver nela qualquer diferencial ou algo atraente.

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