Pular para o conteúdo principal

"ESQUERDAS MÉDIAS" TENTAM SALVAR O "FUNK", MAS GARANTEM BETO RICHA, GLOBO 50 E "FORA DILMA"


A choradeira continua. O mais estranho disso tudo é que as "esquerdas médias" levaram algumas semanas para tentar salvar o "funk". Faltou a grana do George Soros? Estranho que, por exemplo, o caso Amanda Bueno, a dançarina da Gaiola das Popozudas assassinada pelo noivo no mês passado (ele depois foi preso), só seja evocado no começo deste mês.

As "esquerdas médias" são aquele setor da esquerda que mistura esquerdistas com menos firmeza para questionar problemas mais profundos e direitistas infiltrados que impõem seus conceitos neoliberais às esquerdas e depois juram que são "esquerdistas para valer".

É o caso de um Pedro Alexandre Sanches que, cria do tenebroso Projeto Folha, discípulo de Francis Fukuyama (Sanches desejava o "fim da História" para a cultura brasileira) e "esquerdista" por profissão.

Foi ele apunhalar as esquerdas pelas costas, esculhambar o Chico Buarque (que, apesar de ser de elite, sempre foi naturalmente solidário com as esquerdas) a ponto de endeusar ídolos da Rede Globo como Luan Santana e Thiaguinho, e abrir caminho para a "urubologia" de Lobão, Rodrigo Constantino e companhia, e Sanches foi premiado com um trabalho no movimento Jornalistas Livres.

E isso com um esquerdismo frouxo, em que Sanches reproduz feito papagaio jargões trazidos pelos ativistas realmente de esquerda. E, com seus (pre)conceitos tecnocráticos - o homem feito escravo da máquina digital - , brinca com as palavras transformando palavras-de-ordem e retrancas em hashtags, como se o ativismo social fosse uma questão de palavras unidas e puxadas por um sustenido.

E sob a influência dele, a intelectualidade "bacana" queria transformar a cultura popular brasileira num McDonald's, numa Disneylândia, com o "bom preconceito" contra pobres usado como desculpa para "romper os preconceitos". Como se pudesse justificar ideias de livre-mercado com falsas alegações de rebelião popular.

E quando todos imaginavam que a choradeira em torno do "funk" havia terminado e os funqueiros passaram a adormecer nas camas do baronato midiático, eis que a intelectualidade "bacana", já desacreditada por suas masturbações pseudo-etnográficas e pelo lixo acadêmico produzido nas universidades, voltou à tona mais uma vez.

EUROCÊNTRICOS?

Duas reportagens do portal da Carta Capital, "O machismo e o preconceito cultural mataram Amanda Bueno", e o texto do Farofafá intitulado "Proteger as crianças", já indicam que as lágrimas intelectualoides da "turminha simplória" cheia de diplomas e visibilidade, voltaram a escorrer. Peguemos nossos guarda-chuvas.

O primeiro texto chega a fazer acusações risíveis dos que criticam o "funk". Acusam o ritmo de ser vítima de uma campanha de uma "elite branca, eurocêntrica e colonizada". Em que planeta vive essa intelectualidade "bacana" e sua etnografia de botequim?

As pessoas que rejeitam o "funk" reivindicam o resgate do samba de raiz, que aos poucos vira patrimônio cultural da Zona Sul. Foi triste ver Paulinho da Viola fazer apresentação gratuita em Madureira, seu berço vital, e ser tratado como artista estrangeiro sobretudo pela imprensa "popular".

Que "eurocentrismo" representamos? Nenhum! Só por defendermos a cultura brasileira de raiz, em detrimento desse "popular de mercado" que aparentemente anima as periferias - e em boa parte patrocinada por fazendeiros e bicheiros que mandam matar trabalhadores - , somos vistos como "eurocêntricos e colonizados".

Como assim? Então até as manifestações culturais indígenas de 500 anos atrás são um subproduto da cultura europeia? Os índios só serão "brasileiros" se vestirem camiseta de time de basquete dos Estados Unidos e calçar tênis Nike?

Será que ser "transbrasileiro" - adaptação que Pedro Alexandre Sanches pegou do "transnacional" de Fernando Henrique Cardoso, colega de partido de Geraldo Alckmin, Beto Richa e Aécio Neves - é que é ser "o verdadeiro brasileiro"?

"FUNK" É QUE É COLONIZADO

E a própria autora do texto, Natália Lausch, que comete uma série de incoerências que mal conseguem caber nesta postagem, desconhece que o "funk" é que é colonizado, e, se não é "eurocêntrico", sofre a mais escancarada influência dos Estados Unidos da América, no seu mais explícito e evidente capitalismo consumista.

Vejamos, ela diz que "o Brasil é 'modificado' para ser vendido para fora e recebe, em troca, toda a bagagem que eles trazem consigo. Isso até lembra a nossa colonização: nos exploram, humilham e desculturalizam". E aí a autora faz sua choradeira dizendo que o "funk" é vítima da "colonização" e "desculturalização". Ahn?!

Ela não deve ter ouvido falar de miami bass, de mercado mafioso por trás daquele "funk" deturpado que não segue James Brown, nem Afrika Bambattaa nem coisa alguma, e que enriqueceu aqueles empresários que, dizem as más línguas, recolhem prostitutas para gravarem discos imitando a Madonna e ameaçam gerentes de FM com revólver para tocarem os sucessos do ritmo.

O "funk carioca" pegou o que havia de pior e mais abjeto do miami bass. O ritmo, que os intelectuais "bacaninhas" querem insistir ter brotado de raízes exclusivamente brasileiras, sempre foi uma reprodução escancarada do que se fazia na Flórida, E ainda não assumem que o "funk" sempre se valeu desse estereótipo da "periferia legal".

E todo esse discurso socializante, choroso, repetitivo e maçante, querendo criar polêmica num copo de água, desconhece que o "funk" é na verdade trabalhado por um empresariado feito de DJs e agenciadores de famosos bastante poderosos, com dinheiro para adquirir pelo menos três latifúndios, mas que a intelectualidade "bacana" os considera "tão pobres" quanto um engraxate de rua.

"FEMINISMO" CONTRADITÓRIO

Quanto ao caráter machista, o "funk" é machista por DNA, seu receituário sempre foi machista e as mulheres sempre desempenharam um papel "sensual", de "mulheres-objeto", próprio do machismo. Sentimos muito pelo horrendo crime que vitimou a Amanda Bueno, mas ele é um efeito da ideologia machista que faz parte do gênero. Isso nada tem de feminismo.

A própria intelectualidade "bacana" não consegue se explicar. Se as mulheres "da periferia" (entenda-se "periferia legal") "sensualizam mais" do que as mulheres de classe média, elas usam a desculpa do "direito ao corpo" para atribuir falso feminismo. E isso vindo de ativistas mulheres que adotam visões contraditórias sobre direitos das mulheres.

Elas falam mal da imagem caricata das mulheres feita pelos comerciais de TV, mas não pensam um segundo sequer se a imagem da "mulher da periferia" de corpo siliconado e anabolizado e rosto plastificado não seria também caricata.

Da mesma maneira, essas mulheres reclamam o "Chega de Fiu-fiu" para as moças de classe média, mas ao mesmo tempo defendem a prostituição e o ato de "mostrar demais" às mulheres simbolicamente vinculadas ao pretexto do "popular", justamente quando essa "sensualidade" compulsiva é que estimula muito mais a ação de assediadores baratos, tarados e estupradores.

O machismo é que cria, nas periferias, as "popozudas" e os milicianos que, num dado momento, são unidos pelas circunstâncias. A intelectualidade "bacana" que só passou a conhecer o povo pobre do Brasil através de documentários britânicos é que não consegue ver a raiz machista do "funk", sobretudo de empresários que se tornam "descobridores" dessas "musas" siliconadas.

CRIANÇADA

Outra contradição se dá no artigo do Farofafá. feito pela antropóloga Adriana Facina. Embora evoque a "preocupação" da intelectualidade com a "sexualização precoce" das crianças, o texto tenta definir como um "mal menor" esse fenômeno, e tenta culpar somente a mídia pela sucessão de mensagens sexuais trazidas pela publicidade, filmes e programas de entretenimento.

O caso foi trazido pelo fato da funqueira mirim MC Melody, filha do também funqueiro MC Betinho, ter gravado números com letras claramente pornográficas, o que chamou a atenção do Ministério Público que está investigando o caso.

O texto menciona os casos de É O Tchan e Xuxa Meneghel, como exemplos de "adultização" das meninas. No caso de Xuxa, essa "adultização" eu já analisava nos meus 16 anos, em 1987. Mas a intelectualidade "bacana" parece creditar os dois casos, sobretudo o É O Tchan, como "casos passados".

Isso se deve porque os dois casos não permitem mais a blindagem intelectual, pelo fato de Xuxa ter sido durante anos estrela da Globo e pelo fato de que é impossível reabilitar com êxito o grupo baiano, hoje restrito ao relativo sucesso comercial na Bahia.

Mas a blindagem em torno do "funk" permite a "pérola" descrita por Adriana Facina: "Um dos grandes méritos do funk como arte e manifestação cultural é trazer essas contradições que ninguém quer ver e que nossa sociedade prefere enfrentar apoiando a redução da maioridade penal".

Quer dizer, a antropóloga alega que a pornografia do "funk" é "provocativa", feita para "criar debate". E empurra com a barriga a questão da sexualidade precoce das funqueiras - acho que pegou mal botar tudo na conta de Gregório de Matos, falecido há mais de 300 anos - , preferindo falar de maioridade penal para crimes cometidos por pessoas entre 16 e 17 anos.

A "URUBOLOGIA" AGRADECE

Essa intelectualidade "bacana", tida como "de esquerda" mas com clara formação neoliberal, que se diz "sem preconceitos" mas é muito preconceituosa na sua imagem espetacularizada e caricata das classes populares, não apresentou a menor coerência de ideias nesses artigos que só foram feitos para fazer publicidade do "funk", através do coitadismo de sempre.

É essa ação de intelectuais "admiráveis", que ocultam seu elitismo etnocêntrico se achando "mais povo do que o próprio povo", que permitiu a ascensão de intelectuais do outro lado, mais reacionários e que agora falam em "melhorias na educação", com uma "solidariedade" às classes populares fingida.

Sim, graças a Pedro Alexandre Sanches e companhia é que temos Rodrigo Constantino, Rachel Sheherazade, Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi, Eliane Cantanhede, Lobão, Luiz Felipe Pondé, Marco Antônio Villa e até Olavo de Carvalho empolgando as massas descontentes e se passando por "progressistas" à sua maneira.

É graças a essa intelectualidade que defende a bregalização do país, que tenta salvar o "funk", que temos Beto Richa batendo em professores em greve, pessoas militando pelo "Fora Dilma" e "Fora PT" e por gente comemorando serenamente os 50 anos da Rede Globo, apoiada até por internautas que fingem odiarem a emissora.

A "urubologia" agradece alegremente aos intelectuais "bacanas" por permitir a ascensão da turma reacionária que finge estar "no lado do povo". O quilo de farinha "pra fazer farofa-fá" acaba se tornando um poderoso alimento para fortalecer e fazer crescerem os urubus da grande mídia.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

PORQUE OS 'BEST SELLERS' DE FICÇÃO CUSTAM MAIS CARO?

Vamos combinar que o livro Esses Intelectuais Pertinentes...  é desprezado por muitos porque, aparentemente, custa caro. US$ 7,50 no preço do livro físico, US$ 1,20 no livro eletrônico. Descontando frete, equivalem mais ou menos a R$ 38 e R$ 6. Aí as pessoas dão preferência aos livrinhos de bonecos de Minecraft, livros para colorir, ficções com cavaleiros medievais e vampiros estudantis, porque "custam mais barato". Balela. Eu dei uma pesquisa nas livrarias e posso enumerar a média desses livros. Primeiro, que eles são livros com cerca de 230 páginas. As fontes seguem tamanho 12. O espaçamento das linhas, de um e meio. A maioria são séries de romances. Os preços padrões estão em torno de R$ 40, aproximadamente, talvez até menos. Suponhamos que sejam R$ 40 reais um livro de 230 páginas, com fontes tamanho 12, espaçamento de linhas de um e meio, com várias páginas em branco ou com ilustrações de capítulos e outras figurinhas. Em muitos casos, esses livros têm, na verdade, de VI...

APRESSADO COME CRU

QUERER QUE O BRASIL SEJA DESENVOLVIDO AGORA É COMO OFERECER CARNE DE SEGUNDA CRUA E DIZER QUE É UMA PICANHA BEM PASSADA. O Brasil não tem condições de ser um país desenvolvido. Ainda vivemos sob a hegemonia de uma ordem social que tomou o poder em 1964 e se consolidou durante o “milagre brasileiro”. Querer desenvolver o Brasil seria romper de forma brusca com muitos valores vigentes na sociedade, o que irritaria muita gente. Em uma entrevista recente a dois canais, Não Inviabilize e As Cunhãs, Lula fez promessas de que o Brasil atingiria, nim possível quarto mandato, "alto nível de desenvolvimento: "Isso me leva a pensar o que fazer num quarto mandato. Eu sou candidato a presidente da República porque acho que temos que dar um salto de qualidade no Brasil. Quero levar o Brasil ao padrão dos países altamente desenvolvidos. E começa pela educação. Não há exemplo no mundo de qualquer país que tenha se desenvolvido sem antes investir na educação. Investir muito na engenharia, em ...

A TRÍPLICE ALIANÇA EM PROL DE UM ÍDOLO RELIGIOSO

Sabemos que a Record TV é propriedade da Igreja Universal do Reino de Deus e, portanto, é veículo de pregação dos valores de Edir Macedo, um dos maiores líderes neopentecostais do Brasil. As seitas neopentecostais se tornaram o paradigma do obscurantismo religioso oficial. No entanto, engana-se a sociedade quando acredita que o obscurantismo religioso se limita a essas seitas evangélicas. O Espiritismo brasileiro se torna outra seita obscurantista que, embora sob o disfarce de “ecumenismo racional e futurista”, não é mais do que uma reciclagem do velho Catolicismo medieval - que vigorou no período colonial brasileiro - , só que com nova fachada institucional e nova identidade jurídica. O Catolicismo medieval redivivo, que leva o rótulo de “kardecismo” que não se observa na prática, está sendo blindado por três grandes grupos de mídia: Globo, Folha e Abril. Outros grupos midiáticos eventualmente pegam carona, mas são as três corporações que comandam a empreitada de apoiar a fé obscurant...

O PREÇO COBRADO PELO EMPRESARIADO PARA INVESTIR NA CULTURA ROCK

OS VERDADEIROS FÃS DO FAITH NO MORE NÃO PODEM VER A BANDA AO VIVO POR CAUSA DOS INGRESSOS CARÍSSIMOS, COMO EM TODO SHOW DE ROCK NO BRASIL.   Nos anos 1990 e 2000, oportunistas metidos a donos da verdade falavam que a cultura rock deveria receber investimentos empresariais, gerar renda e lucro, para viabilizar suas carreiras e sua produção musical. Muita balela foi defendida, seja pelo radialismo rock, seja pela formação de bandas de rock, que nunca passou de uma logística empresarial que muitos acreditam ser a receita de sucesso. Já houve bandas que, antes de formar repertório, pensaram em ter um empresário. E sempre surgiram chatos,nos fóruns de Internet, falando que rock tem que gerar renda, viabilizar a economia etc. Parece um circo, não o Circo Voador dos primórdios nem o Rock’n’roll Circus, mas desses circos de hoje em dia, corretos na sua oferta de atrações, mas meramente comerciais. Existe até consultorias de bandas de rock, lideradas por críticos musicais, que acabam compro...

A INVESTIDA DA FARIA LIMA NO ROCK É MAIS PREOCUPANTE DO QUE SE IMAGINA

A overdose de shows internacionais com ingressos caríssimos e máquina publicitária predatória da 89 FM A Rádio Rock (feller) mostra a ganância voraz da Faria Lima em investir na cultura rock que, debilitada no Brasil, só serve para ser uma usina de super-ricos que arrancam dinheiro da juventude. As pessoas não percebem a gravidade do caso porque está envolvida num cenário hipnotizante de pão e circo com guitarras que se vende como um sonho dourado que impulsiona muita gente a comprar ingressos caros para ver eventos e shows que,nos bastidores brasileiros, esconde sistemas de exploração perversa do trabalho precarizado e ofertas ruins de lanches nada saudáveis nesse supermercado de entretenimento oferecido ao som de guitarras.  E cada vez mais os jovens reclamam de não poder ir a shows de rock, com ingressos de valores elevados e preços de alimentos ruins que valem uma fortuna. E isso num mercado geral de shows tão cruel que uma jovem fã de Taylor Swift, que não é roqueira, morreu d...

LULA PRIORIZA AGENDAS INTERNACIONAIS, VISANDO SUA CONSAGRAÇÃO PESSOAL

Um erro que Lula cometeu no seu programa de governo é propor a reformulação da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Que sentido tem colocar essas propostas para um projeto feito para o eleitorado brasileiro? Nenhum, diga-se de passagem. Que soberania é essa que é feita mais para turista chinês ver? Observa-se que Lula prioriza agendas internacionais, fora os temas nacionais que refletem na sua consagração pessoal. E aí sentimos apreensivos em ver Lula querer enfatizar mais uma vez a política externa em vez dos assuntos ligados à vida cotidiana do povo brasileiro. Os lulistas têm como equívoco internalizar assuntos externos. A causa da Palestina é quase um assunto comunitário, de bairro, como se o projeto de uma nação do Oriente Médio fosse algo de interesse direto dos moradores da Zona Leste de São Paulo, por exemplo. Do mesmo modo, o tarifaço de Donald Trump é entendido erroneamente como um assunto da economia interna do Brasil e todos os assun...

DOLLY PARTON E A DIFICULDADE DE HAVER UM ESTILO COUNTRY BRASILEIRO

Anteontem faleceu de câncer, aos 80 anos, a cantora, compositora e atriz Dolly Parton, um dos maiores ícones da história da música country estadunidense. Dolly, pela sua força artística, era aliás um dos mais admiráveis nomes da música dos EUA em geral, com seis décadas de carreira e uma enorme porção de grandes sucessos, entre os quais “Jolene” e “I’ll Always Love You”, esta mais conhecida pelo público brasileiro pela versão de Whitney Houston. A morte de Dolly Parton comoveu os EUA e várias personalidades, não só da nação norte-americana, mandaram mensagens de pesar. Paul McCartney foi um deles e o músico britânico adorou a interpretação da cantora para “Let it Be”. Também há a informação de que Brian Wilson, falecido no ano passado, era também um grande fã de Dolly. A cantora foi marcada por um talento próprio e imenso, pela sua personalidade forte e afável e pela integridade artística profunda e versátil. Isso a fez exercer um poder social agregador na cultura pop dos últimos 50 an...

A NECESSIDADE DA TERCEIRA VIA SE TORNA URGENTE, ATÉ NA DOBRADINHA PARA O SEGUNDO TURNO

AS OPÇÕES DA TERCEIRA VIA. Tudo indica que a campanha presidencial vai resultar no segundo turno. Lula e Flávio Bolsonaro chegaram ao limite de suas bases de apoio e não têm condições de conquistar uma maioria esmagadora para uma vitória em primeiro turno. Atualmente os dois candidatos da polarização estão sendo alvos de denúncias na mídia e nas redes sociais. Flávio Bolsonaro não consegue se descolar de Daniel Vorcaro, o seu “grande irmão” do Banco Master. Lula comete gafes nos discursos e está associado a estragos no seu governo, como impostos e juros altos, aumento da pobreza e da população de rua, preços caros, falência de empresas e rombo de quase 11 trilhões de reais. Apesar de, a princípio, Lula se impor como o candidato mais vantajoso, levianamente autoproclamado “competitivo” - apesar do medo explícito de encarar os debates presidenciais - , e dos lulistas celebrarem o clima de “já ganhou”, outros candidatos começam a ter maior visibilidade.  Não vai colar o discurso do “v...

A BURGUESIA ILUSTRADA SE ACHA “DONA” DO POBRE

O fenômeno Lula tornou-se surreal. Ele se tornou um político pelego, ou seja, que compactua com as classes dominantes e acaba oferecendo pouco para as classes populares. Na campanha para o seu terceiro mandato, Lula se aproximou da burguesia “democrática”, criando uma frente ampla demais para conseguir passar pelo torniquete político das urnas. A política salarial de Lula é um exemplo desse peleguismo. Salários que anualmente se reajustam só com R$ 90 ou R$ 100 de acréscimo, enquanto o petista deixa aumentar os juros da dívida pública, deixa reajustar os preços dos combustíveis e pouco faz para contar os aumentos dos preços. Aliás, os alimentos caros viraram pivô de um processo movido pela campanha de Lula contra a campanha de Flávio Bolsonaro, que teria enviado uma série de vídeos com roteiro padronizado, embora narrado por vários influenciadores. O que será que um assunto desses chamou a atenção de Lula, que alerta para a “desinformação”sobre os preços dos alimentos. Mas, em que pese...

A ARROGÂNCIA EXTREMA DE LULA E DOS LULISTAS

LULA AGIU COM GROSSERIA DIANTE DA PERGUNTA DE RENATA VASCONCELLOS QUE INCOMODOU O PRESIDENTE. A sabatina de Lula no Jornal Nacional foi festejada pelos lulistas que, em clima de carnaval, falaram muita bobagem. Os fatos mostram que o êxito de Lula, supostamente vencedor na sabatina da Globo, como na sabatina da Record e, de forma “invisível”, no debate presidencial da Band, são apenas vitórias do marketing, mas não “realizações” do presidente em busca de reeleição. Na verdade, Lula não saiu vitorioso no dia em que foi sabatinado pelos jornalistas Renata Vasconcelos e César Tralli, no Jornal Nacional da última quinta-feira, com repercussão celebrada no dia seguinte. O presidente só “sextou” para as mentes férteis dos arrogantes lulistas, tão arrogantes quanto seu ídolo e candidato. Mas na sexta-feira os noticiários mostraram que o desconhecimento do presidente da lobista Roberta Luchsinger, envolvida em suposto esquema de corrupção de Fábio Luís Lula da Silva foi uma mentira. Fotos fora...