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MAIORIA DOS FEMINICÍDIOS CONJUGAIS ENVOLVE CASAIS QUE SE CONHECERAM EM BOATES


Juntamente com as mídias sociais, as boates são os ambientes onde mais se formam casais que terminam de forma trágica, com mulheres assassinadas pelos seus namorados tomados quase sempre de ciúme doentio.

Um levantamento de várias notícias de mulheres mortas pelos namorados nos últimos cinco anos revela que a maior parte desses casais tragicamente dissolvidos se conheceu em alguma casa noturna, seja bar ou boate, naquilo que o establishment midiático chama de "balada".

Tidos erroneamente como ambientes sociais confiáveis, as boates são muito visadas pelo consumo de álcool e drogas, pelos instintos e pelos jogos de conquistas em que a sinceridade é o que menos importa. Por isso, muitos homens considerados atraentes acabam sendo inimigos em potencial.

Certamente, a periculosidade não se manifesta de início, mas nota-se que as festas noturnas nem de longe são redutos de pessoas disposta a uma amizade intensa e profunda. Na maioria dos casos, as relações apenas se formam por causa de afinidades momentâneas ou devido à descontração ocasional de homens e mulheres, permitida pelo contexto da situação.

Não há uma consciência exata de afinidades naturais nem uma perspectiva de rotina a dois. As relações se formam pelo impulso do momento, através de afinidades provisórias que se relacionam mais a hábitos de consumo do que a valores morais e culturais.

O problema é quando a empolgação do momento passa e os casais, com a rotina, deixam de ter a afinidade provisória da diversão em comum e os homens, no seu machismo, deixam de amar as mulheres por verem elas como "troféus" a "enfeitar" as vaidades pessoais deles.

Daí que, no caso de desavenças, ciúmes, discussões e ameaças de rompimento, tais crimes acontecem. E a falsa cumplicidade desses casais que se conhecem na noitada é desmascarada pelos trágicos incidentes que não raro chocam familiares e a sociedade em geral.

A grande mídia exalta as boates, os bares e seus agitos noturnos como meios de realização da vida amorosa. Mas isso não passa de propaganda enganosa que só serve mesmo para alimentar o lucro dos donos desses estabelecimentos.

Além disso, os feminicídios deveriam servir de alerta para as mulheres que fazem campanha contra paqueras nas ruas (como o "Chega de Fiu-fiu"), mas não se previnem com os futuros inimigos mortais que parecem dóceis durante as rodadas de cerveja e outras drogas. As noitadas parecem contos de fadas, mas depois da ilusão noturna podem resultar num grande pesadelo.

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