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RENAN FICA E OS TRABALHADORES VÃO SE APOSENTAR MAIS TARDE


O Senado Federal derrubou a liminar do Supremo Tribunal Federal acatando ação da Rede Sustentabilidade para afastar Renan Calheiros da presidência da casa legislativa e de todo o Congresso Nacional.

Com isso, Renan volta à função a que foi afastado.

Isso criou um conflito entre o Legislativo e o Judiciário, agravando a crise no Brasil.

Renan virou a "vidraça" da vez, alvo de protestos da sociedade conservadora no último domingo.

Sabe-se que Renan Calheiros é um político fisiológico, presidiu a votação do impeachment definitivo do final de agosto passado e era um dos aliados do governo Michel Temer.

Mas como queria aprovar o pacote anticorrupção que previa punição a abusos de juízes, promotores, procuradores etc, a sociedade reaça resolveu protestar contra o senador.

É como se, de repente, criasse um maniqueísmo entre o "herói" Sérgio Moro e o "vilão" Renan Calheiros.

Certamente seria melhor que Renan fosse afastado. Ele é o Eduardo Cunha da vez.

É estranho ele virar o "vilão" de setores reacionários da sociedade, mas isso não o faz um herói.

Até porque os mesmos reaças que o atacam hoje o toleravam bovinamente meses atrás.

Havia a votação definitiva do impeachment que encerrou prematuramente o governo Dilma Rousseff, e Renan presidiu a seção.

Havia ações para cancelar o impeachment sob diversas formas, e elas não foram acatadas.

Dilma Rousseff saiu do poder, primeiro de forma interina e depois definitiva, porque, respectivamente, Eduardo Cunha e Renan Calheiros comandaram o processo.

E a sociedade que vai protestar nas ruas com camiseta da corrupta CBF pedindo "fim da corrupção" aceitou Cunha e Calheiros no Legislativo, quando convinha.

Hoje eles aceitam Michel Temer no governo. Proibiram o "Fora Temer" nas passeatas de 04 de dezembro último.

Enquanto isso, a reforma da previdência começa a andar, assim como a venda da BR Distribuidora, barrada, por enquanto, por uma liminar da Justiça de Sergipe, que alegou que o processo estava sendo feito sem licitação.

Já se determinou a idade mínima de 65 anos, mas já se fala em prorrogar para 67 anos.

E isso justamente ocorre numa época em que pessoas na faixa dos 60 anos precisam relaxar e reviver o prazer das horas de lazer.

É necessário o ócio na meia-idade e na velhice para as pessoas mais velhas poderem refletir e pensar sobre a juventude e a jovialidade.

A qualidade de vida melhora e nossos "coroas" e idosos já têm mais saúde e vitalidade do que antes. Nem todos, nem a maioria, mas uma parte significativa.

Mas isso não significa que se vá prorrogar a aposentadoria até os benefícios só permitirem pagar o funeral.

Sem falar que, nas classes mais pobres, as pessoas não chegam sequer aos 60 anos de idade, às vezes morrendo aos 49.

Que aposentadoria essas pessoas terão?

Os tecnocratas acham que seus valores são "modernos", mas a ideia deveria ser manter a idade de aposentadoria nos padrões anteriores ao da reforma.

O que se precisa é estimular o lazer e a jovialidade para os mais velhos.

Pelo colapso de valores sociais nas últimas décadas, nossos "coroas" e idosos têm muito o que aprender, mais até do que ensinar, na vida.

Mesmo médicos e empresários de seus 62, 64 anos precisam pensar constantemente na juventude que nunca vivenciaram.

E a classe política e jurídica na casa dos 60, 70 anos? Gente com cabelos brancos ou cinzas, se comportando como se fossem crianças birrentas!

A reforma da previdência impedirá nossos grisalhos de poderem rejuvenescer.

Até porque temos um Brasil que precisa rever seus valores, até porque anda repetindo vícios políticos e administrativos de 45 anos atrás.

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