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RADIALISTA GAÚCHO QUE DERRUBOU RÁDIO DE ROCK SUGERIU CUSPIR EM LULA


O Diário do Centro do Mundo noticiou o caso do radialista Alexandre Fetter, da Rede Atlântida FM de Porto Alegre, que despejou um comentário caluniador e imbecil contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, em seu programa de humor "Pretinho Básico", espécie de genérico do "Pânico da Pan". A Atlântida é do Grupo RBS, parceiro das Organizações Globo no setor televisão.

Fetter havia despejado um desses comentários típicos do "direito à calúnia" que setores influentes da sociedade despejam contra o PT, sobretudo Lula e Dilma, confundindo direito de oposição com capacidade de ofender e caluniar. Hoje mesmo eu vi, na Praia de Icaraí, em Niterói, um homem que chamava a presidenta Dilma Rousseff de "gorila".

O comentário de Fetter foi este: "Ninguém cospe no Lula, velho? Que troço desesperador, isso é desesperador. Ninguém dá uma cuspida no Lula? Um sujeito desses é digno de uma cusparada". Ele foi dado na última sexta-feira.

Ele depois deu um pedido de desculpas, dizendo que o Grupo RBS tem um "rígido código de ética" etc. Mas foi como o antiquário João Pedrosa, que ofendeu Chico Buarque e depois tentou desculpar, sendo uma tentativa de se livrar de um processo judicial movido pelo cantor. Neste caso, o processo foi mantido.

Fetter é uma figura conhecida do rádio FM gaúcho. Ele empastelou a antiga rádio de rock Felusp FM, iniciando o desmonte de rádios de rock na capital gaúcha - que, em tese, tinha uma cultura rock sólida, mas hoje sofre a concorrência voraz da "tchê music", espécie de genérico do "sertanejo universitário" que veio antes deste - , que culminou no ano passado com o fim da Ipanema FM.

Como coordenador, Alexandre Fetter primeiro transformou a Felusp num engodo chamado Pop Rock FM, que de início fazia aquele gênero "rádio pop que toca rock" - como os cariocas hoje têm a oportunidade de ver através da Rádio Cidade, embora a propaganda (enganosa) tente definir esta última como "rádio de rock séria" (fala sério!!! Com Hora de Perdidos e tudo?) - e depois virou pop de vez, e há cerca de três anos a rádio virou uma afiliada da Mix FM.

Quanto ao reacionarismo ideológico nas rádios jovens, isso é uma realidade que não existe só na Jovem Pan FM, que se destaca com comentaristas reaças como Reinaldo Azevedo e Marco Antônio Villa. O reacionarismo existe em outras rádios, na Rede Transamérica, na 89 FM de São Paulo, na Rádio Cidade do Rio de Janeiro, na Rede Atlântida FM de Santa Catarina e Rio Grande do Sul etc.

Vejo rapazes sintonizando na Rádio Cidade, pelas ruas de Niterói e Rio de Janeiro, com o mesmo semblante carregado, ao mesmo tempo casmurro e mal-humorado, como se estivessem de mal com a vida. Um comportamento que, potencialmente, lembra o de "coxinhas" prestes despejar seus surtos contra o PT.

Um embrião dos Revoltados On Line teria surgido nos fóruns de ouvintes da dita "rádio rock" carioca. A Rádio Cidade foi uma das pioneiras em estimular a trolagem na Internet, sobretudo entre 2002 e 2005. Dizem rumores que a emissora carioca era politicamente favorecida pelos subsídios que recebia do governo Fernando Henrique Cardoso.

Mas mesmo "comediantes" como Alexandre Fetter, Emílio Surita, Tatola Godas ou Danilo Gentili, também têm o mesmo apetite reaça de Reinaldo Azevedo e Rodrigo Constantino. São pessoas que acham que podem ridicularizar qualquer um,

É como os idiotas de direita, que criam mitos como o "Batman do Leblon", o "Japonês da Federal", o "Pixuleco" (boneco que parodia Lula vestido de presidiário) e Kim Kataguiri. Pessoas que são histéricas na oposição ao PT, que se acham no direito de caluniarem, ofenderem e humilharem o partido e seus personagens, achando até que se pode rasgar a Constituição para tirar Dilma do poder.

Paciência. Eu não sou sectário do PT, mas temos que respeitar Dilma Rousseff pelo fato dela ter sido eleita democraticamente. A direita teve um bom tempo para mostrar seus candidatos, mas agiu com muita estupidez. Agora eles pedem até o terceiro turno, o impeachment sem causa etc. E, de tão estúpidos, acabam se mostrando uma oposição exageradamente grosseira e fútil.

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