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EM ÉPOCA DE CRISE DA ÁGUA, AMAZÔNIA SOFRE ENCHENTE


O Brasil que acha com condições de ser "potência mundial" não consegue aprender sequer consigo mesmo. Em época de crise de água e campanhas de racionamento, a água transborda na região Amazônia.

Época de chuvas intensas na Região Norte, as águas de diversos rios inundam cidades e criam situações de emergência em várias localidades, uma prova que não falta água como recurso natural de nosso país.

O Brasil é capaz de canalizar gás até da Bolívia, mas não consegue ter uma política que possa transferir o excesso de água para irrigar o Sul e Sudeste e nem o agreste nordestino, marcado pelo histórico de regiões secas cujo solo frágil influi em terremotos e tremores de terras.

Enquanto os anti-dilmistas ficam mais preocupados em tirar Dilma Rousseff do poder, incapazes que foram de convencer a opinião pública a não votar novamente na presidenta e imprudentes diante do perfil de Michel Temer, ligado a um projeto político sem pé nem cabeça do PMDB, como possível sucessor, conforme prevê nossa Constituição de 1988, o Brasil sofre com ou sem água.

O racionamento de água atinge até mesmo minha casa, já que o apartamento tem eventuais problemas de fornecimento desse líquido conhecido pela fórmula H²O - que os desmiolados pensam ser fórmula para refrigerante com leve sabor de fruta - , que se decidiu que a água seria reciclada para descarga em vasos sanitários para amenizar os gastos.

Enquanto isso o governo do Estado de São Paulo constrói reservatórios novos que pouco adiantarão, quando poderia muito bem melhorar o meio-ambiente e fazer um reflorestamento que faria com que uma maior presença das árvores contribuísse para melhorar a umidade e permitir que a Natureza renove as reservas de água com as chuvas.

No Rio de Janeiro, isso também deveria ser feito, com a desfavelização e um projeto radical de urbanização. mas como nossas autoridades são incompetentes e os cariocas submetidos a uma vontade "bovina", defendida por uns e seguida forçosamente por outros, tudo fica como está, com uma triste paisagem que são os complexos do Alemão e da Maré no caminho do Galeão para o Centro. E ainda tem a Rocinha, na Zona Sul.

Ninguém faz para recuperar o ambiente e ainda uns intelectuais patetas pregavam que a favela era "arquitetura pós-moderna" e criaram um "ufanismo de periferia" que só fez piorar as coisas e nada adiantou para resolver os problemas de nossos pobres.

Resolver a questão ambiental resolveria muito mais os problemas da água e da energia elétrica do que construir mais reservatórios e hidrelétricas que só pioram os problemas ambientais, destruindo áreas indígenas e sacrificando ecossistemas, além de, num momento ou em outro, criarem mais problemas de abastecimento de água nas grandes cidades.

Não existem políticas de recuperação ambiental nem de aproveitamento do excesso de água de um lugar para outro. As madeireiras clandestinas agem impunemente e ainda mandam matar quem obstrui seus caminhos, agindo pela degradação ambiental com a derrubada não-sustentada de árvores para o comércio ilegal de madeira e borracha.

Enquanto isso, não há políticas de renovação de mananciais, irrigação de terrenos áridos nem outras medidas criativas para redistribuição e renovação dos recursos hídricos. Fora algumas iniciativas pontuais, as autoridades parecem indiferentes a tais soluções.

E pensar que os povos do Egito Antigo eram capazes de resolver os problemas de falta de água no deserto do Saara, há séculos e séculos atrás...

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