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REVOLUÇÃO SOCIALISTA OU REVOLUÇÃO BURGUESA?

 LULA É O PAPAI NOEL DA FARIA LIMA?

Os erros de Lula, que até 2020 era uma figura admirável, mas depois foi seguir seus impulsos instintivos cometendo contradições e equívocos sérios, só para obter vantagens eleitorais e políticas, só são aceitos cegamente por uma parcela de brasileiros que acabou sendo desmascarada: a elite do atraso que, repaginada, virou a elite do bom atraso.

É um pessoal que não chega a ter a fortuna dos banqueiros, mas quando ganha dinheiro demais, é para curtir, consumir, desperdiçar, deixar a grana dormindo ou gastar dinheiro com futilidades. É comprar muita comida para jogar boa parte dela no lixo, após algumas garfadas. É agendar viagens ao exterior, menos para conhecer tais lugares do que para contar façanhas para os amigos. É transformar a casa num canil, criando cachorros em excesso. É fazer festa todo fim de semana e colecionar cigarros e cervejas.

Diante de uma realidade em que, por outro lado, sem-tetos falam sozinhos reclamando da vida, uns gritando e bravejando irritados, no seu justo desespero, e pessoas nem tão pobres assim veem o dinheiro acabar e as dívidas crescerem, sem receberem uma única ajuda, a elite do bom atraso prefere o alpinismo social, na esperança de "reinventar" a classe dos super-ricos, tornando-a mais "legal" e "admirável", sem aquele cheiro de paletó do Roberto Campos Neto nem o gosto de raiva dos bolsolavajatistas.

Neste Brasil de contos de fadas, essa elite se disfarça de "pessoas comuns" para passar a perna no povo e abocanhar vantagens nababescas, sendo uma "bolha" de 30% do povo que não só quer obter privilégios diante dessa falsa prosperidade do país do Lula 3.0 como quer mandar no mundo.

Gente que passa o fim de semana quase todo tomando cerveja em bares da moda vomitando arrogância quando chamam de "vagabundos" as pessoas endividadas que veem seu dinheiro desaparecer e por isso pedem ajuda. Gente com talento e esforço que, nas entrevistas de emprego, foram passadas para trás por espertalhões "divertidos" e, nos concursos públicos, foram passadas para trás por "atletas de provas" ranzinzas que passam nas provas objetivas de olhos vendados e depois que assumem o cargo público, ficam reclamando do trabalho nas redes sociais.

É um Brasil desigual cuja elite do bom atraso clama por "mais amor" como um eufemismo para a condescendência coletiva, evitando o senso crítico e o questionamento para que, assim, o Brasil entrasse fácil no Primeiro Mundo apelando para o jargão maquiavélico "os fins justificam os meios". E isso com o próprio Lula traindo seus princípios para obter vantagens, como foi o caso da "frente ampla" da campanha eleitoral e as aproximações com o Centrão e com super-ricos como Jorge Paulo Lemann.

Isso faz com que a dualidade bolsonarismo versus lulismo tivesse mais a ver com o contraste entre Absolutismo versus Revolução Francesa no Seculo XVIII. O protagonismo lulista tem mais a ver com a Revolução Burguesa da França de 1789, que prometia humanismo e democracia, mas acabou dando privilégios apenas a uns privilegiados do dinheiro e do poder.

Nada de Revolução Socialista. As melhoras que ocorreram, direta ou indiretamente, durante o governo Lula, são muito pequenas e não alcançam todo mundo. Alcançam a elite do bom atraso, a burguesia que, em Carnaval permanente, se fantasia de "povo", que aproveita para comer mais carne, beber mais cerveja, torrar o dinheiro transformando suas casas em canis, enquanto os filhos que nelas moravam ganham direito a cursar faculdades no exterior, como era a prática de seus tataravós fidalgos do Brasil dos séculos XVII e XVIII.

Lula mostrou que não governa mais à esquerda. E seu governo acaba sendo a república dos bacharéis, dos tecnocratas, dos políticos fisiológicos, dos magnatas oportunistas, dos religiosos assistencialistas, dos bregas culturais, ou seja, essa "multidão" de arrivistas sociopolíticos que vivia feliz durante o "milagre brasileiro", mas hoje quer parecer "esquerdista de carteirinha" para ficar bem na fita, na foto e nas redes sociais.

Enquanto isso ocorre, o Brasil que está fora da bolha social ainda espera pela reconstrução do país.

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