A ELITE QUE PENSA SER "MAIS POVO QUE O POVO", EM TRAJES DE GALA. Este ano foi marcado pela consolidação do poder de uma elite que até foi sempre a classe dominante no nosso país. Mas somente agora essa elite exerce seu poder em tempos de paz e de forma bastante dissimulada, permitindo que os privilegiados de hoje possam fingir serem pobrezinhos dançando com sacos de arroz e feijão nos supermercados ou segurando a mangueira do combustível em postos de autoatendimento. Netos de uma geração que derrubou João Goulart em 1964, essas pessoas compõem a burguesia ilustrada, a elite festiva e lúdica que hoje domina as redes sociais. Enquanto seus avós, tendo a tiracolo os rosários do padre Patrick Peyton e os artigos do IPES-IBAD, pediam o fim do “governo da aventura” a que julgavam ser a gestão de Jango, seus netos, já com um padrão de sociedade brasileira preparado durante a ditadura militar, podem até se passar por “esquerdistas”, pois o presidente Lula não oferece risco ao grande ...