O SALÁRIO MÍNIMO DE R$ 1.621 MAL DÁ PARA AS PESSOAS POBRES DEIXAREM AS DESPESAS EM DIA E OBTER UMA ALIMENTAÇÃO DIGNA.
Pode soar estranho, mas com o inexpressivo aumento do salário mínimo para R$ 1.621, quem ganha mais dinheiro terá que gastar menos para não prejudicar o orçamento dos mais pobres, afetados pelas limitações econômicas que os que ganham menos são obrigados a enfrentar.
Muita gente vai reclamar com esta constatação, achando que isso é agir contra a liberdade de consumo, mas a cadeia econômica tem uma explicação muito simples, a de que quem gasta demais acaba influindo no aumento de preços.
Embora os lulistas festejem o salário mínimo de R$ 1.621 como “aumento real”, ele traz restrições sérias no poder aquisitivo dos pobres da vida real, sobretudo devido aos preços caros. E para que os preços não aumentem, os mais prósperos devem evitar comprar por impulso, evitar adquirir produtos caros e abrir mão do prestígio da marca, colocando a qualidade em primeiro lugar.
Isso significa que a euforia consumista pós-pandemia deve ser contida o máximo possível, evitando o supérfluo e pensando no próximo. A “sociedade do amor” deveria ao menos fazer jus ao nome e investir numa generosidade menos paliativa, em vez de usar o “amor” como pretexto para a abusiva festa dos instintos sem controle e dos desperdícios sem escrúpulos.
Cigarros deveriam ser banidos e cervejas deveriam ser reduzidas, e o dinheiro que deveria ser gasto com essas drogas deveria ser para ajudar os pobres a adquirir mais alimentos e roupas melhores. Apesar da aparente opulência, cabe a quem tem mais dinheiro uma dose maior de responsabilidade e não acumular demais nem gastar dinheiro com bobagens.
O baixo índice de reajuste salarial deveria, portanto, reeducar a sociedade para redistribuir renda e evitar gastos exagerados que forcem os aumentos de preços das mercadorias. Caso contrário, o ônus dos que tem demais será pago pelos assaltos que estes sofrerão, como um preço a ser cobrado pela ganância e egoísmo da “gente bem”.
O momento é de menos festa e badalação e mais qualidade de vida. Se o Brasil insistir em ser um parque de diversões, com pessoas se "afogando" felizes em oceanos de cerveja e gastando o que seus instintos cegos mandarem, os preços irão disparar e a "boa" sociedade vai pagar a conta pelo agravamento da pobreza da população.
Se é para ter um salário mínimo de R$ 1.621, que seja para aqueles que têm mais deixarem de gastar o supérfluo e o nocivo (como cigarros e bebida alcoólica) e ajudar mais o próximo, sem as ações paliativas de certas religiões hipócritas. Manter o egoísmo sob o pretexto da liberdade e do prazer só vai prejudicar o país e a "sociedade do amor" é a que mais terá que arcar com o prejuízo do povo pobre.
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