Pular para o conteúdo principal

ISOLADOS, MICHEL TEMER E ALIADOS PROPÕEM "INDIRETAS JÁ". JÁ O POVO...


O presidente Michel Temer anda apavorado.

Perdeu quatro partidos políticos da base aliada: PSB, PPS, PTN e PHS. Embora partidos de médio ou pequeno porte, a perda já é um recado para o temeroso governante.

Temer tenta ganhar tempo, pedindo troca de relator do Tribunal Superior Eleitoral, para ver se adia a cassação do caso da chapa Dilma-Temer de 2014.

Temer, por uma estratégia política, trocou o ministro da Justiça.

Saiu Osmar Serraglio (PMDB-PR), que não tinha influência sobre a Polícia Federal e ainda foi citado na fracassada Operação Carne Fraca, que tentou incriminar a JBS e a concorrente BRF, através de boatos.

Em seu lugar, entrou Torquato Jardim, que era ministro da Transparência. Torquato estava nesta pasta depois que o antigo titular, Fabiano Silveira, foi envolvido em um escândalo de corrupção.

Ele dava orientações sobre esquema de corrupção ao então presidente do Senado, Renan Calheiros, e ao ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o mesmo da famosa conversa com o senador Romero Jucá.

E Silveira foi pego criticando a Procuradoria-Geral da República e a Operação Lava Jato.

A ideia inicial era que Serraglio voltasse ao mandato da Câmara dos Deputados, afastando do cargo seu suplente, o conterrâneo peemedebista Rodrigo da Rocha Loures, acusado de receber propina do grupo J&F, controlador da JBS.

Loures, então, perderia o foro, mas talvez perdesse também os benefícios da delação premiada, segundo informou o ex-ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff, Eugênio Aragão.

No entanto, Serraglio acabou mesmo é trocando pasta com Torquato.

Serraglio deixou a Justiça para ir à Transparência, no caminho inverso de Torquato.

Temer ainda tem importantes partidos aliados, como seu PMDB, o PSDB e DEM defendendo seus interesses e os da plutocracia.

No caso de saída de Temer, seus aliados defenderão a sucessão por eleição indireta.

Os opositores desta medida ironizam dizendo que é o movimento das "Indiretas Já".

Os defensores das indiretas vêm até com um dado irônico.

Eles tanto gostam de mexer na Constituição, mas querem deixar intato o item que prevê, em caso de saídas como a que Temer pode sofrer, pela cassação de seu mandato, votação de seu sucessor pelos membros do Congresso Nacional (deputados federais e senadores).

Eles parecem fortes, mas estão isolados.

O povo quer que a sucessão de Temer se dê por eleições diretas, o que significaria a criação de uma emenda constitucional.

A plutocracia tenta empurrar a coisa com a barriga, dizendo que fazer uma emenda para as diretas é "complicado". É, mas para terceirização e congelamento de gastos públicos, eles aceitam qualquer "complicação".

Houve uma grande manifestação pelas eleições diretas em Copacabana.

Vários atores, de Vagner Moura ao veterano Antônio Pitanga, participaram pedindo que se dê ao povo brasileiro a decisão de dizer quem vai suceder o temeroso presidente da República.

Outros nomes, como Emanuelle Araújo, Fábio Assunção, Gregório Duvivier, Lúcio Mauro Filho, e artistas como Caetano Veloso, Maria Gadu, Criolo, Teresa Cristina, Otto, Mart'nália e Milton Nascimento também participaram.

Ativistas como Vagner Freitas, da CUT, e Guilherme Boulos, do MTST, também estiveram presentes.

A presença de manifestantes foi imensa, e as apresentações musicais foram apenas de MPB, coisa que se pôde inserir no contexto.

Muito diferente dos "amigos da onça" da Furacão 2000, que tentaram abafar os gritos dos que queriam salvar o mandato de Dilma Rousseff.

É certo que será um mandato curto, até 2018.

Mas não custa o povo brasileiro ser consultado duas vezes.

Até porque o voto indireto será dado por parlamentares que, em maioria, estão envolvidos em esquemas de corrupção e comprometidos com pautas antipopulares.

É verdade que, diante disso, ainda se tem uma pressão para tirar Lula de qualquer corrida eleitoral.

Neste caso, temos que ainda ficar apreensivos, ainda.

A solução será a pressão das ruas, para que assim possamos neutralizar os projetos da plutocracia.

As esquerdas ainda precisam rever muitos métodos, depois que deixaram Dilma Rousseff ser expulsa do poder.

O momento é de reflexão e ação, mas acima de tudo de muita criatividade e prudência.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

GOVERNO TEMER E A REVOLTA DOS UMBIGOS

A "revolta dos umbigos" que surgiu nas mídias sociais achou que tinha o poder pleno nas mãos.

Lutaram para ter Michel Temer no lugar de Dilma Rousseff para realizar uma agenda mais conservadora para o Brasil.

Essa agenda é um misto do programa eleitoral derrotado de Aécio Neves em 2014 com as "pautas-bombas" do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Primeiro, os "revoltados" na Internet se escondiam nas mídias sociais, se limitavam a trolar assuntos culturais ou coisa próxima e fingiam serem progressistas.

Depois, deixaram a máscara cair e iniciaram uma campanha para derrubar Dilma Rousseff.

Conseguiram o que fizeram, pois faziam parte de uma "frente ampla" às avessas, que clamavam por retrocessos políticos sob a desculpa do "combate à corrupção".

Estavam junto dos empresários em geral e, em parte, os que controlam a grande mídia.

Foram animadores juvenis de uma campanha que ludibriou a sociedade inteira, que passou …

ESTUPRO COLETIVO DERRUBA MITO DA "LIBERDADE DO CORPO"

O vergonhoso caso do estupro coletivo desmascarou uma situação que a intelectualidade "bacana" sempre abafou com falso relativismo.

O mito da "liberdade do corpo" num país do combate ao assédio abusivo.

O terrível caso ocorreu num bairro popular, na região de Jacarepaguá.

33 homens afoitos cercando uma moça de 16 anos, dopando a menina, depois a estuprando sob o registro da câmera do celular e depois publicando na Internet.

Um episódio de pura truculência, mas condicionado pela ilusão de liberdade sexual que a intelectualidade "bacana", que apostava num Brasil brega, queria para as classes pobres.

Mesmo mulheres aparentemente ativistas, dentro dessa intelectualidade, davam dois pesos e duas medidas.

Elas reclamavam contra a imagem caricatural que as mulheres, de classe média, recebiam dos comerciais de TV.

Mas consentiam que a mesma imagem fosse impunemente abordada sob o rótulo do "popular".

Reclamavam quando a imagem da mulher de classe média…

A GAFE MUNDIAL DE GUILHERME FIÚZA

Há praticamente dez anos morreu Bussunda, um dos mais talentosos humoristas do país.

Mas seu biógrafo, Guilherme Fiúza, passou a atrair as gargalhadas que antes eram dadas ao falecido membro do Casseta & Planeta.

Fiúza é membro-fundador do Instituto Millenium, junto com Pedro Bial, Rodrigo Constantino, Gustavo Franco e companhia.

Gustavo Franco, com sua pinta de falso nerd (a turma do "cervejão-ão-ão" iria adorar), é uma espécie de "padrinho" de Guilherme Fiúza.

O valente Fiúza foi namorado da socialite Narcisa Tamborindeguy, que foi mulher de um empresário do grupo Gerdau, Caco Gerdau Johannpeter.

Não por acaso, o grupo Gerdau patrocina o Instituto Millenium.

Guilherme Fiúza escreveu um texto na sua coluna da revista Época em que lançou uma tese debiloide.

A de que o New York Times é um jornal patrocinado pelo PT.

Nossa, que imaginação possuem os reaças da nossa mídia, que põem seus cérebros a serviço de seus umbigos!

Imagine, um jornal bastante conhecido nos…

O CASO SURREAL DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO DE JAIR BOLSONARO

Por breves momentos, o governo Jair Bolsonaro quase conseguiu minimizar sua tragicomédia de erros, a menos de dez semanas de se iniciar.

Cogitou-se a escolha de Mozart Neves, ligado a Vivianne Senna, irmã de Ayrton Senna e responsável pelo instituto com o nome do falecido corredor, que tinha um perfil mais técnico.

Por ser contrário a Escola Sem Partido, a trevosa proposta pedagógica a ser votada no Congresso Nacional na próxima quinta-feira, Mozart foi descartado.

E aí foi escolhido o colombiano naturalizado brasileiro, Ricardo Veléz Rodriguez, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, da cidade onde, ironicamente, o presidente eleito sofreu um atentado.

Isso porque ele é anti-marxista convicto, ultraconservador de carteirinha e que pretende proibir o debate sobre "ideologia de gênero" nas escolas em geral.

Dois dados surreais.

A exemplo do "diplomata" Ernesto Araújo, o lunático futuro ministro das Relações Exteriores que disse que o aquecimento global é…

A PROPAGANDA 'FUCKER & SUCKER' DA PETROLEIRA TOTAL

Há quatro anos, um comercial passava na televisão, pelo menos a Rede Globo, com uma dublagem tosca.

O comercial, em si, é sofisticado, mas é estrangeiro. Transmitido no Brasil, passou com uma dublagem tipo "Fucker & Sucker".

Para quem não sabe, "Fucker & Sucker" era um quadro do Casseta & Planeta que, tal como o Bruce Kane de Chico Anysio, tirava sarro com as dublagens que não conseguiam sincronizar as palavras da tradução brasileira com os movimentos labiais dos personagens dos vídeos originais.

O comercial é da petrolífera Total, então desconhecida dos brasileiros, e cuja sede é na França.

A peça publicitária seria uma tentativa de, no mundo inteiro - ela foi transmitida em vários países - melhorar a imagem institucional na companhia, abalada no mundo capitalista.

Via o comercial durante o desjejum enquanto meus pais viam o Bom Dia Brasil, noticiário matinal da Globo.

A Total tinha presença discreta no Brasil, mas hoje eu coloco esta postagem porque …

O GOVERNO BOLSONARO É UM CAMINHO SEM VOLTA?

Fiquei doente quando, da volta de uma caminhada, refleti com aflição diante da promessa de que o governo Jair Bolsonaro será um "longo reinado".

Foi vendo a primeira página do Jornal do Brasil impresso, nas bancas de Niterói, e vendo a chamada da coluna de Teresa Cruvinel.

Tossi, tive febre, fiquei de repouso, e ontem não pus postagem no blogue. Sério.

É uma aflição muito grande, porque o país ruma para tantos retrocessos.

Jair Bolsonaro é apenas o showman do espetáculo, mas conta com muitos articuladores.

O principal de seus três filhos políticos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, tornou-se um articulador político ambicioso, a comandar o movimento Cúpula Conservadora.

Ela será o extremo oposto do Foro de São Paulo, que foi o movimento de nações progressistas latino-americanas que permitiu as experiências na Venezuela, Bolívia e Brasil.

Hoje há um desmonte em tudo isso, de um ritmo assustador.

A arrogância dos extremo-direitistas quer até que se sacrifique a realidade e…

SOLTEIRAS, NO BRASIL, SÃO INDUZIDAS PELO CORONELISMO MIDIÁTICO A OUVIR MÚSICAS DE VALOR DUVIDOSO

O gosto musical do "popular demais" não é livre. Ele é induzido pelo coronelismo midiático local, que determina o que o "povão" deverá ouvir.

É claro que não estamos aqui fazendo "teoria hipodérmica", tendência crítica da Teoria da Comunicação que via na manipulação do poder midiático algo simplório e bruto.

Teorias posteriores revelaram que existem mecanismos de persuasão do receptor de uma mensagem comunicativa, que envolve o conhecimento das fraquezas emotivas do público.

Neste momento de "lavagem de roupa suja" depois do ridículo "combate ao preconceito" brega que só gerou mais preconceitos - que culminaram na eleição de Jair Bolsonaro - , o coronelismo radiofônico deve ser discutido também sob o âmbito do "popular demais".

A "cultura" brega-popularesca que transformou o povo pobre em caricatura de si mesmo e promoveu mais consumismo que cidadania causou estragos diversos na população.

A intelectualidade "…

"POPULAR DEMAIS" REUNIU CULTURALISMO CONSERVADOR E ECONOMICISMO

A INTELECTUALIDADE "BACANA" TENTOU "GUEVARIZAR" O CANTOR BREGA-ROMÂNTICO JOSÉ AUGUSTO. MAS ELE DECLAROU VOTO A JAIR BOLSONARO.

É verdade que a poeira da campanha pró-brega da intelectualidade "bacana" anda se dissolvendo, que talvez não precisemos lançar tantos questionamentos como antes.

Mas algumas coisas precisam ser explicadas, diante desse cenário em que o "popular demais", ou o brega-popularesco, aderiu com peso ao bolsonarismo.

Fico imaginando como uma parcela de intelectuais "bacanas", sob o consentimento de blogueiros de esquerda, tentou "guevarizar" nomes diversos da bregalização, mesmo José Augusto e Latino, usando como desculpa o grande público.

Recentemente, os dois declararam explicitamente o voto em Jair Bolsonaro.

E o "sertanejo", em que intelectuais "bacanas" manobravam as palavras para, como quem vê cabelo em ovo, atribuir a ele um inimaginável esquerdismo?

O vexame do caso Zezé di Camarg…

O BRASIL NOS CINQUENTA ANOS DO AI-5

ATENTADO EM UMA IGREJA CATÓLICA DE CAMPINAS, QUE CAUSOU CINCO MORTES.

No dia em que se lembra dos 50 anos do AI-5, num contexto em que nos preparamos para encarar o governo ultraconservador de Jair Bolsonaro, incidentes graves vêm à tona.

O quinto ato institucional da ditadura militar a tornava mais rígida, levando adiante o cenário autoritário iniciado em 1964, só que de maneira mais agressiva.

E aí temos o "período 1964" redivivo em Temer e o "AI-5" de Bolsonaro, botando o país à deriva.

Alguns incidentes, então, vêm para trazer reflexão.

Um é a acusação do "médium" João Teixeira de Faria, o João de Deus, latifundiário e charlatão - se dizia curandeiro mas era incapaz de se auto-curar de um câncer - de ter feito assédio sexual contra várias mulheres.

As denúncias de assédio começaram no programa Conversa com Bial, da Rede Globo, uma pauta que surgiu por acaso.

A roteirista e jornalista Camila Appel foi para Abadiânia, Goiás, para convidar o "médium…

GÍRIA "BALADA" FOI TESTE PARA CAMPANHA DE JAIR BOLSONARO

TUTINHA, O VERDADEIRO REI DA "BALADA".

Como havia escrito, tive um incidente no Orkut por ter criticado a gíria "balada", por reacionários que eram membros da comunidade "Eu Odeio Acordar Cedo".

Esses caras anteciparam, em uma década, a ação furiosa dos bolsomínions de hoje. Fizeram valentonismo digital (cyberbullying) e tive que desfazer de minha conta.

Eu já notava um caráter agressivo, autoritário, debiloide e intransigente.

Entendo como essas pessoas, tão reacionárias, tinham que se apoiar numa gíria idiota - que tentou subverter as naturais condições de efemeridade e grupo de uma verdadeira gíria, se impondo "acima dos tempos e das tribos" - pois tinham que usar o aparato "moderno" de um colóquio.

A gíria "balada" virou um símbolo da mídia venal no seu processo de influenciar os jovens.

A gíria não tem pé nem cabeça. Subverte o sentido de outra "balada", aquela palavra que significa música lenta ou história tri…