Pular para o conteúdo principal

NO PRIMEIRO ANO SEM DILMA, PLUTOCRACIA AUMENTA O TOM DA FÚRIA

GRANDE MÍDIA AGORA TENTA JOGAR A FALECIDA MARISA LETÍCIA CONTRA O PRÓPRIO MARIDO, O EX-PRESIDENTE LULA.

Depois do depoimento do ex-presidente Lula, a grande mídia aumentou sua fúria.

Agora, aproveitando que a Justiça quebrou o sigilo das delações do casal de marqueteiros Mônica Moura e João Santana, tudo será feito para barrar Lula na corrida de 2018.

O casal é acusado de receber, no Brasil e no exterior, propinas que seriam equivalentes aos contratos da Odebrecht com a Petrobras e a empresa de investimentos Sete Brasil e ao "esquema de propina" da empreiteira baiana, neste caso sem relação com a petrolífera estatal brasileira.

A mídia usa as delações dos dois marqueteiros para desmoralizar Lula.

Mas a imprensa plutocrática também manobra tendenciosamente os fatos para reforçar essa campanha difamatória contra o ex-presidente.

E isso quando o governo Dilma Rousseff completa um ano de extinção.

Michel Temer, com seu discurso oficial, voltou a falar em "pacificação" e disse que seu governo "está no caminho certo".

Com a mesma maneira vaga e falsa de sempre, Temer disse que a reforma trabalhista "vai manter todos os direitos dos trabalhadores".

Nem para explicar como isso se daria ele fez. Afinal, no caso de flexibilizar os acordos trabalhistas, como imaginar um equilíbrio no aparente diálogo entre ricos empresários e trabalhadores mal remunerados, sem a intermediação da lei?

Temer tenta dar a impressão de tranquilidade, e mais uma vez disse não se importar com a popularidade.

E, diante disso, o Sul e Sudeste demonstram o reacionarismo da sociedade, com muitas pessoas esculhambando o ex-presidente Lula.

As empresas, vivendo o "alto astral" da Era Temer, também dão suas eventuais alfinetadas.

Desta vez, é a rede de lojas de roupas Marisa, homônima à falecida ex-primeira dama.

Aproveitando o momento em que a grande mídia, interpretando mal uma declaração de Lula, está jogando a sua saudosa esposa contra o ex-presidente, as lojas Marisa vieram com uma campanha irônica.

A campanha encerrava com o bordão: "Se sua mãe ficar sem presente, a culpa não é da Marisa".

É um trocadilho com a suposta informação de que Marisa Letícia queria morar no triplex do Guarujá, cidade do litoral paulista.

Lula, sabemos, nunca quis morar na propriedade.

Quanto às lojas Marisa, a rede é acusada de exploração de trabalho escravo.

A propósito, hoje é dia da Lei Áurea, que fez o trabalho escravo deixar de ser oficialmente instituído, algo que pode ser definitivamente revertido pelo governo Temer.

Em 2010, fiscais do trabalho de São Paulo flagraram imigrantes trabalhando em condições sub-humanas nas empresas terceirizadas que fornecem roupas à rede Marisa.

Um dos imigrantes era ainda menor de idade e tinha a mesma degradante rotina.

A rede  recebeu da Justiça Federal 43 autos de infração, totalizando R$ 633,6 mil em multas, sendo R$ 394 mil referentes à sonegação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Além disso, a rede teve que rescindir os contratos com os empregados e pagar os direitos trabalhistas deles.

A ação é reincidente, porque a rede de lojas Marisa foi flagrada explorando trabalho escravo em 2007. Ela havia assinado um termo de compromisso prometendo encerrar a prática e não estabelecer parcerias com empresas terceirizadas que exploram trabalho escravo. Não cumpriu esse acordo.

Apesar de tudo isso, a rede de lojas Marisa, como a Riachuelo, McDonalds e tantas outras, continuam numa boa, mesmo explorando esse padrão degradante de trabalho.

São tempos muito sombrios.

Voltando a Lula, as revistas de informação geral já começam a montar sua munição contra o depoimento do ex-presidente na última quarta-feira.

A Veja já publicou a capa de sua nova edição, com a moldura com a foto de Marisa Letícia e seguindo a tática de jogar a ex-primeira-dama contra seu viúvo.

O Jornal Nacional já havia editado as declarações de Lula, revivendo 1989.

Lula aparecendo apenas "nervoso" e "enérgico", diante de um "calmo" e "tranquilo" Sérgio Moro.

Toda a pressão para evitar a vitória eleitoral de Lula, se possível o impedimento de sua candidatura.

2018 ainda está relativamente distante, mas a plutocracia tenta fazer com que ela esteja cada vez mais próxima de maio de 2016.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ESTUPRO COLETIVO DERRUBA MITO DA "LIBERDADE DO CORPO"

O vergonhoso caso do estupro coletivo desmascarou uma situação que a intelectualidade "bacana" sempre abafou com falso relativismo.

O mito da "liberdade do corpo" num país do combate ao assédio abusivo.

O terrível caso ocorreu num bairro popular, na região de Jacarepaguá.

33 homens afoitos cercando uma moça de 16 anos, dopando a menina, depois a estuprando sob o registro da câmera do celular e depois publicando na Internet.

Um episódio de pura truculência, mas condicionado pela ilusão de liberdade sexual que a intelectualidade "bacana", que apostava num Brasil brega, queria para as classes pobres.

Mesmo mulheres aparentemente ativistas, dentro dessa intelectualidade, davam dois pesos e duas medidas.

Elas reclamavam contra a imagem caricatural que as mulheres, de classe média, recebiam dos comerciais de TV.

Mas consentiam que a mesma imagem fosse impunemente abordada sob o rótulo do "popular".

Reclamavam quando a imagem da mulher de classe média…

GOVERNO TEMER E A REVOLTA DOS UMBIGOS

A "revolta dos umbigos" que surgiu nas mídias sociais achou que tinha o poder pleno nas mãos.

Lutaram para ter Michel Temer no lugar de Dilma Rousseff para realizar uma agenda mais conservadora para o Brasil.

Essa agenda é um misto do programa eleitoral derrotado de Aécio Neves em 2014 com as "pautas-bombas" do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Primeiro, os "revoltados" na Internet se escondiam nas mídias sociais, se limitavam a trolar assuntos culturais ou coisa próxima e fingiam serem progressistas.

Depois, deixaram a máscara cair e iniciaram uma campanha para derrubar Dilma Rousseff.

Conseguiram o que fizeram, pois faziam parte de uma "frente ampla" às avessas, que clamavam por retrocessos políticos sob a desculpa do "combate à corrupção".

Estavam junto dos empresários em geral e, em parte, os que controlam a grande mídia.

Foram animadores juvenis de uma campanha que ludibriou a sociedade inteira, que passou …

CRIMINALIZAÇÃO DO "FUNK" É UMA PROPAGANDA ÀS AVESSAS

Um abaixo-assinado na página do Senado atingiu, anteontem, a marca de 20 mil assinaturas, diante de uma causa bastante controversa, a de criminalização do "funk".

A proposta é de autoria do empresário paulista Marcelo Alonso, que se declara pai de família e afirma estar tentando "salvar a juventude".

Deu um tiro no pé, porque a proposta acabou estimulando mais o natural coitadismo do "funk", tido como "vítima de preconceito".

A repressão policial transformou um ritmo musicalmente medíocre em "canção de protesto".

A presença de "bailes funk" em noticiários policiais transformou os ricos empresários-DJs, ávidos por dinheiro, em supostos ativistas culturais.

A criminalização transformou medíocres MCs de vozes esganiçadas em pretensos militantes.

Da mesma forma, a criminalização do "funk" fez um mero ritmo dançante e comercial virar, durante anos, um pretenso paradigma de folclore popular.

Enquanto rolava o discurso de…