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O MUNDO NÃO É PETISTA QUANDO QUESTIONA O GOVERNO TEMER


O mundo todo está questionando o governo de Michel Temer ou, pelo menos, a forma como ele foi instaurado.

Um governo que mais parece uma versão piorada do governo de Ernesto Geisel - um general da ditadura! - teve origem confusa e se pauta pelo que há de mais retrógrado nas propostas para o país.

400 intelectuais fizeram abaixo-assinado para banir o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um dos entusiastas do atual governo, de uma palestra sobre democracia na América Latina.

Jornalistas conceituados e não necessariamente esquerdistas estão estarrecidos com o que aconteceu com o Brasil.

Publicações do nível do Washington Post e The Economist admitem que Temer participou da articulação do golpe que resultou no governo interino que se proclama "efetivo".

Cientistas políticos também de notável reputação também ficam perplexos com o governo instaurado no Brasil.

O estadunidense Ian Bremmer, consultor de risco político do mundo, embora duvide da hipótese de golpe, admite que o governo Temer é mais estranho do que o projeto político proposto por Donald Trump.

O linguista e também cientista político, Noam Chomsky, admitiu que o governo Temer foi resultado de um "golpe brando" contra a presidenta Dilma Rousseff.

A comunidade científica também se sente apreensiva com o governo da "Ponte para o Futuro".

A revista Science, renomada publicação científica, afirmou que os cortes do governo Temer aos investimentos em políticas ambientais e de pesquisa científica poderão trazer danos para o Brasil.

Na Espanha, 34 deputados do parlamento europeu fazem campanha para que não se faça acordos com o governo Temer, cientes da natureza golpista do mesmo.

Tantas e diversas personalidades não consideram legítimo o governo Michel Temer.

Difícil acreditar que todos eles sejam simpatizantes do PT.

Nem todo mundo é petista.

Há simpatizantes de Lula e Dilma, mas seria ridículo dizer que é uma inclinação formal ao PT.

O que há é uma identificação com governos progressistas e democráticos. legalmente consolidados pelo voto.

Além disso, a grande mídia cria um bode expiatório para essa má imagem do governo Temer no exterior.

É o jornalista Glenn Greenwald.

Seria simplório e equivocado dizer que Glenn é que espalha, como se numa epidemia do zyka vírus, toda uma campanha para desmoralizar o governo Temer.

Simplório, porque seria impossível um único jornalista espalhar uma visão contrária ao governo Temer, sobretudo diante de situações e abordagens tão diversas.

Equivocado, porque Glenn não é um jornalista de calúnias, mas um jornalista sério que tem um compromisso com a honestidade da informação e a fidelidade dos fatos.

E é risível que justamente Glenn Greenwald, um jornalista realmente investigativo, seja visto como "caluniador" por uma classe que, esta sim, publica calúnias.

Jornalistas da Globo News se desequilibrando emocionalmente.

Estavam irritados no dia em que foi revelada a gravação de Romero Jucá e Sérgio Machado.

Estavam com cara de choro quando chegou-se a anular a votação do impeachment de Dilma, naquele tragicômico 17 de abril.

Mas isso não se compara com a Veja, que é só ódio por dentro.

É admissível que os jornalistas reaças do Brasil pensem da forma como pensam.

Com toda certeza, é compreensível.

O problema é que eles querem impor essa visão para o mundo.

Mesmo que seja com uma ajudinha atrapalhada do ministro das Relações Exteriores, José Serra.

Só que sabemos que essa "grande imprensa" está isolada do mundo.

Tenta resumir a visão contestatória do mundo inteiro à ação de um único correspondente.

A grandiloquente imprensa brasileira não tem condições de dizer para o mundo o que é a realidade.

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