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O FALSO FEMINISMO DE GEISY ARRUDA, MULHER MELÃO E COMPANHIA


Só mesmo no Brasil para se apostar num suposto feminino de mulheres objetificadas e que se felicitam com o papel de "brinquedos sexuais" do imaginário (ou da falta de imaginário, pois tudo já nasce "pronto" para ser consumido) masculino.

É verdade que mesmo muitas feministas não entendem essa questão, e só agora talvez entendam o que suas supostas colegas da intelectualidade "bacana" - sim, dela vieram as "feministas" que pregavam que o "verdadeiro feminismo" era o da bunda feminina - lhes pregavam.

Era o proselitismo da intelectualidade pró-brega, que jogou muitas fezes nas mentes das forças progressistas, com o objetivo de forçar o apoio à idiotização cultural que vitimava as classes populares, desviadas do foco dos movimentos sociais.

Neste contexto, vieram "musas" que desempenham um único papel: o de objetos sexuais simbólicos, expressões de uma sensualidade tão obsessiva que soa forçada.

É uma sensualidade que força a barra, ignorando contextos, situações, necessidades, condições.

É tudo tão forçado, tão compulsivo, que não estimula mais o imaginário dos homens.

Para que imaginação, se tudo sai pronto: o traseiro empinado, as caras e bocas, os bustos apertados, a pouca roupa, por sinal também apertada?

A "mercadoria feminina" chega pronta. Não há margem para imaginação, o que não faz diferença para os bolsomínions que se excitam até com batida de carro num poste e ejaculam rápido demais numa transa.

Creio que os êxtases dos bolsomínions sejam mais controlados e duradouros quando assistem ao futebol e a ejaculação se dá a cada gol do time de sua preferência.

Em 22 de outubro de 2019, fez dez anos de um factoide ocorrido num campus da Universidade Bandeirantes (UNIBAN), em São Paulo.

Uma moça chamada Geisy Arruda, bonitinha mas pouco atrativa, foi vaiada porque entrou no campus com trajes apelativos, um vestido rosa curto.

Sua única "façanha", num mundo de subcelebridades, foi de superar até mesmo muita sub-musa lançada pelo Big Brother Brasil.

Embora menos grotesca que a Mulher Melão e a Solange Gomes e menos politicamente correta do que Valesca Popozuda, Geisy Arruda, mesmo assim, não está fora desse cenário de objetificação do corpo feminino.

É uma "liberdade do corpo" que mais parece uma escravização de mentes femininas, que não se esforçam em oferecer um diferencial além das temáticas sexuais.

Há uma grande confusão que favorece a rotulação dessas mulheres como "feministas".

Em primeiro lugar, nota-se a ausência simbólica de um homem, pois aparentemente essas mulheres se apresentam como "solteiras incuráveis".

Em segundo lugar, porque elas tratam o Instagram como se fosse o quarto de suas casas.

Elas dizem que "fazem o que querem", e por isso se acham "no direito de sensualizar como e quando quiserem", confundindo o fato de que, com sua ostentação, elas não estão exibindo a si mesmas, mas a machões afoitos que estão nas redes sociais.

Terceiro, porque existe uma grande diferença entre "sensualizar demais" e "sensualizar de vez em quando".

É só observar o caso de Emma Watson, ativista feminista do movimento #HeForShe.

A atriz revelada pela saga Harry Potter se sensualiza, sim. Já "pagou calcinha", já exibiu roupas justas, e apareceu muito sexy de biquíni.

Mas ela faz isso eventualmente. Não é rotineiro. E ela não faz isso visando ser um "brinquedo sexual".

Já uma Mulher Melão é uma aberração. Ela é a tradução da mulher-objeto. Mas, enrustida, ela chegou a atrapalhar uma manifestação de toplessaço que seria organizado para fins de esclarecimento sobre os problemas enfrentados pelas mulheres.

O toplessaço, ocorrido no Rio de Janeiro, não tinha fins eróticos, mas a presença da Mulher Melão melou o evento, desviou a atenção da imprensa, inclusive estrangeira, e não houve mais eventos parecidos que tenha alguma repercussão.

A situação no Brasil é grave. Faltam mulheres que, solteiras, se destaquem por personalidade e ideias interessantes.

De maneira proposital, a mídia venal, aqui, trabalha pela idiotização da mulher solteira, estimulando a proliferação de "solteironas trash" que existem aos montes nas redes sociais.

São mulheres que confundem idiotização com liberdade, porque assim quiseram o sorriso cheio de dentes do Senor Abravanel e o ambicioso nariz do Incrível Huck.

E isso fora as vontades dos "coronéis" das mídias regionais que se escondem no controle oculto das rádios "populares demais" que ditam o que as "solteironas trash" devem ouvir.

Quando se observa, com o coração partido, que musas como Didi Wagner estão bem casadas, não se está maldizendo essas relações, em si, mas porque falta equivalentes dela que estivessem solteiras.

Até as "genéricas" da Didi Wagner, a Rita Lobo e a Heleninha Bordon, também são casadas. Todas com empresários, a Heleninha com um mais específico, o banqueiro.

O grande problema é que com a ideologia da "solteira trash", até quando aparecem moças próximas de algum perfil mais interessante, sempre aparece alguma derrapada.

É um gosto musical horrível, é um fanatismo religioso e futebolístico doentio, é o corpo "rabiscado" de tatuagens, como se o corpo feminino fosse uma folha de papel entregue a uma criança.

E isso com um agravante: são outros homens, os tatuadores, que rabiscam nos corpos das mulheres. Mas também existem tatuadoras que também contribuem para borrar os corpos das "minas".

Mas, mesmo sem tatuagem, as mulheres que mais ficam facilmente solteiras decepcionam em algum aspecto.

Regiane Alves, por exemplo, emendava um casamento atrás do outro. Quando decidiu ficar solteira, se envolveu naquele embuste cinematográfico do "médium" farsante que disse que Sérgio Moro era "enviado do Plano Superior Divino". Foi uma decepção total.

Faltou uma educação melhor para a maioria das brasileiras que, passando ou não por casamentos, estão atualmente solteiríssimas.

Faltou apresentá-las coisas interessantes, que não fossem canastrões musicais lotadores de plateias, e não fazê-las meras integrantes submissas do gado humano.

E há um contraste, nesse contexto de idiotização cultural, das solteiras que têm "consciência de gado" das casadas que apresentam algo mais diferenciado.

Isso prejudica o futuro da nossa sociedade, sobretudo se sabemos que a "solteirice trash" traz oculto um perverso mecanismo de evitar que as mulheres das classes econômicas C, D e E tenham filhos, condenadas a uma solteirice viciada.

E isso com a figura do pai estar praticamente ausente, evitando o complemento masculino na criação dos filhos, dentro de um ambiente selvagem e hostil que são subúrbios, sertões, roças e mesmo os bairros de classe trabalhadora (chamada de "classe média" antes dos estudos de Jessé Souza).

Comparemos uma moça atraente e casada, abastada, preocupada como um hipotético divórcio dela e de seu marido irá afetar seu trio de filhos. É seu direito pessoal ter tais preocupações.

Mas vamos lembrar da mulher pobre que não tem marido e tem quinze filhos para cuidar, forçada a cancelar a infância da criançada, jogada para um trabalho precarizado desde cedo.

Com idade de quem inicia o ensino fundamental, já tem criança pobre trabalhando só para reduzir as dívidas e pendências da família no lar.

As causas LGBTQ e as mães solteiras devem ser válidas e respeitadas como experiências sociais, mas elas devem ser vistas com cautela nas classes mais pobres.

Infelizmente, a idiotização da mulher solteira, no Brasil, é um processo muito influente nas moças pobres que já são desnorteadas diariamente pela imagem pejorativa que recebem do homem pobre na imprensa marrom.

Elas são desestimuladas a namorar até seus vizinhos e colegas de escola e trabalho de maior confiança.

Isso não só evita que elas se tornassem mães. Evita também a solidariedade conjugal que ensinaria a consciência comunitária na infância.

Desse modo, dispersam-se as classes populares, evitando a mobilização, e é isso que a mídia venal e sua cultura popularesca quer com a idiotização da mulher solteira.

Uma idiotização movida a muitos glúteos e peitos siliconados, a uma sensualidade obsessiva que perde muito a graça, porque não há um "algo mais".

E tudo isso num pretenso feminismo que nem de longe ameaça o poder machista.

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