CARNE PODRE FOI APENAS O MIMIMI DA OPERAÇÃO CARNE FRACA?


A gente fica pensando se a grande imprensa se nivelou às páginas de fake news.

Afinal, no episódio da Operação Carne Fraca, falou-se na carne podre embalada com papelão ou coisa parecida.

Carne com prazo de validade vencido e que seria adulterada para estar em bom estado, havendo até uso de substância para disfarçar o odor de podre.

Mas nada foi encontrado.

Muita gente acreditou no rumor. Até nós deste blogue tínhamos considerado alguma possibilidade neste sentido. Mas tivemos que voltar atrás.

Ficou aquela sensação do indivíduo que, dentro de um cinema lotado, sem que houvesse um incêndio no local ele passa a gritar "Fogo!", causando pânico entre os presentes.

Assim que a mídia venal noticiou o boato, houve um pânico geral.

Outros países passaram a boicotar a carne produzida no Brasil.

Marcas veteranas como Seara, Perdigão e Sadia - cuja empresa chegou a ter uma companhia aérea com o mesmo nome e logotipo - saíram desmoralizadas.

Dois aspectos estranhos foram depois notados no caso da "carne podre".

A Operação Carne Fraca estava com dois anos de investigação, tempo demais para se divulgar tal "constatação".

Se fosse identificada alguma podridão num alimento, ela seria divulgada imediatamente.

Outra coisa é que a podridão foi anunciada sem provas pelos noticiários "sérios".

Foi assim, na cara dura, nos fazendo lembrar que há muito a grande imprensa perdeu seu profissionalismo.

Marcelo Rubens Paiva comparou o caso com o da Escola Base, em 1994.

Na época, um boato de suposto assédio sexual e outras acusações infundadas desmoralizou vários professores da Escola Base, em São Paulo, criando traumas e outros prejuízos.

A estória da "carne podre" foi muito mal contada, mais parecendo fofoca para assustar os cidadãos comuns que compram comida todos os dias.

Podem haver até supostos esquemas de corrupção envolvendo as fabricantes de carne JBS e BRF.

Mas até isso cabe identificação isenta, o que não parece ser o forte do nosso Judiciário, que atua de forma tão seletiva.

A estória da "carne podre" foi muito indigesta e a mídia venal deve ter sofrido uma diarreia ao vomitar esse rumor.

Se deixou valer por sua credibilidade entre os brasileiros comuns para veicular algo vago que teve força de notícia apenas pela ideia chocante que sugere.

Mas faltou averiguação e o caso só fez a grande imprensa se queimar mais uma vez.

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