A CONFUSÃO IMPERDOÁVEL DO PRESIDENTE MICHEL TEMER


O presidente Michel Temer foi viajar para a Europa para contatos políticos e empresariais.

Normal. Mesmo em crise, é salutar, pelo menos em tese, que um presidente da República vá buscar parcerias políticas e empresariais.

Mas, em se tratando de Michel Temer, a coisa já perde sua validade.

Um presidente sem voto - os brasileiros que votaram em Dilma Rousseff, quase todos, viam o então vice com indiferença - e sem o menor carisma.

Um presidente que teve apenas seus poucos meses de quase popularidade, pelo menos aos olhos da sociedade coxinha-plutocrática que assumiu o poder.

E um presidente comprometido com os retrocessos que trarão prejuízos às classes trabalhadoras, mediante a liberação dos abusos do patronato.

Além disso, é também um presidente afeito a gafes.

Daí uma que ocorreu durante a viagem à Noruega.

Temer se encontrou com a primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, e disse que visitaria o "parlamento brasileiro" e depois se encontraria com o "rei da Suécia".

E, evidentemente, tentou dizer que nenhuma crise ocorre no cenário sócio-político do Brasil.

A declaração de Temer sobre o parlamento e a Suécia foi uma grande gafe, principalmente diante de países escandinavos, considerados de alto desenvolvimento social.

Este é apenas um tempero menor diante da crise que Temer vive no Brasil.

E a edição da revista Veja mostra uma montagem com Michel Temer transformado em um anão, com o terno folgado, os sapatos grandes e a faixa presidencial maior.

A delação da JBS foi homologada pelo Judiciário, que afirmou que a gravação da conversa não foi editada.

Isso complica ainda mais a situação de Michel Temer, que, segundo pesquisas eleitorais, está em torno de 7% de aprovação.

A crise brasileira continua, o país está à deriva e o legado de Temer agora está nas mãos do Legislativo.

Os direitos trabalhistas podem ser cortados mesmo após a saída do temeroso governante.

As intragáveis reformas já haviam aberto mão da marca do ex-deputado Eduardo Cunha. Farão o mesmo com Michel Temer.

Seria preciso uma pressão popular maior do que a que já existe, e manifesta de maneira pacífica, porém ativa e enérgica, para barrar as reformas trabalhista e previdenciária e reverter os estragos das medidas já aprovadas e legalizadas.

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