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HENRIQUE ALVES E REFORMA TRABALHISTA NO DIA DE JULGAMENTO DA CHAPA DILMA-TEMER

EX-MINISTRO DE TEMER, HENRIQUE ALVES, PRESO HOJE DE MANHÃ.

Hoje é o dia do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral da chapa Dilma-Temer, no qual se destaca o esforço do temeroso presidente em sair inocentado da situação.

O julgamento avalia as irregularidades da campanha eleitoral da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014.

O dia começou desfavorável a Michel Temer.

O ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, que também esteve no governo Dilma no mesmo cargo, foi preso hoje de manhã pelo desdobramento da Operação Lava Jato chamado Operação Manus.

Alves, do PMDB potiguar, era um dos homens de confiança do governo Temer.

Sua prisão se deu quatro dias após a prisão de outro homem de confiança de Temer, o ex-deputado Rodrigo da Rocha Loures, o "homem da mala".

O apelido de Loures se deve a um vídeo em que ele correu com uma mala cheia de dinheiro. Ele era intermediário de acordos de corrupção entre executivos da JBS e o governo Temer.

Alves é acusado de receber propinas envolvendo a construção do estádio Arena das Dunas, em Natal, destinada à Copa de 2014, num valor estimado em R$ 77 milhões.

A prisão de um ex-ministro de Temer, hoje de manhã, é um fator que compromete e agrava o desgaste do governo.

Temer tenta ganhar tempo, com seus advogados de defesa tentando salvar seu mandato.

O presidente pediu aos ministros do TSE tempo para Temer elaborar as respostas para as 82 perguntas que a Polícia Federal fez para o governante. O prazo foi ampliado para esta sexta-feira, 09.

Foram anunciadas 84 perguntas, mas verificou-se depois que a lista tinha apenas 82.

O advogado de defesa de Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, já afirmou que seu cliente poderá não responder todas as perguntas.

Foi revelado o teor da pergunta 47, a mais misteriosa do questionário.

"Vossa Excelência tem alguém chamado ‘Edgar’ no universo de pessoas com quem se relaciona com certa proximidade?", diz a delicada questão.

A mesma questão prossegue: "Se sim, identificar tal pessoa, mencionando a atividade profissional, eventual envolvimento na atividade partidária, descrevendo, ainda, a relação que com ela mantém".

"Edgar" é citado numa conversa entre Ricardo Saud, executivo da JBS, e Rodrigo Rocha Loures, um dos homens de confiança de Temer e intermediário dos acordos do presidente com o grupo empresarial.

Se "Edgar" não for revelado por Michel Temer - é possível que ele se recuse a revelar - , Loures poderá esclarecer o mistério numa possível delação.

COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS DO SENADO APROVA TEXTO DA REFORMA TRABALHISTA DO GOVERNO TEMER.

O dia do julgamento de Temer teve votação na Comissão de Assuntos Econômicos que aprovou o texto da reforma trabalhista.

Na prática, a reforma trabalhista, que na prática inutiliza a Consolidação das Leis Trabalhistas, atuará no sentido de dar mais direitos aos patrões e menos aos empregados.

Houve aprovação do texto e, depois, haverá duas votações da terrível proposta.

Fora isso, temos a denúncia da Procuradoria-Geral da República de que um de seus membros, Ângelo Goulart Villela, teria praticado crime de corrupção.

Ele teria sido financiado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, no valor de R$ 50 mil, para acompanhar os rumos da Operação Greenfield.

A Operação Greenfield é uma investigação do Ministério Público Federal sobre um rombo milionário nos maiores fundos de pensão existentes no Brasil.

Villela teria se infiltrado como informante de Joesley, e foi cooptado para tal função pelo advogado da JBS, Willer Tomaz, profissional muito conhecido no seu meio.

Os dois já estão presos e a PGR solicitou a permanência deles nesta situação.

Há também a avaliação da representação movida pelo senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) e por deputados do PSOL contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), acusado de quebra de decoro parlamentar. Eles pedem a cassação do tucano.

Randolfe e os deputados do PSOL afirmaram que, pelo fato de Aécio ser acusado de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e obstrução da Justiça, não tem condições de continuar o mandato.

Empossado hoje, o presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza, senador pelo PMDB maranhense, ainda vai apreciar o caso e dará uma posição dentro de dois dias.

Enfim, são fatos relacionados à crise que atinge um grupo político que tomou o poder há pouco mais de um ano.

E muitos imaginavam que todos eles iriam salvar o Brasil...

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