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EMPRESARIADO QUER NOME DO JUDICIÁRIO NA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA


Segundo informou o noticiário político do jornal carioca O Dia, um poderoso grupo composto pelos maiores empresários do país quer um nome do Judiciário na Presidência da República.

O grupo, constituído de industriais e banqueiros mas também com alguns executivos de mídia, se reuniu em São Paulo para esta finalidade.

Eles apostam na queda de Michel Temer e na substituição de um nome que tenha boas relações no meio político e nas altas cortes do Judiciário.

A princípio, cogitam o nome da ministra Carmen Lúcia, a presidente do Supremo Tribunal Federal.

Mas ela diz que pretende terminar a carreira no Judiciário.

Há a opção de Joaquim Barbosa, que se colocou à disposição, embora a questão não havia sido fechada.

Há também a opção de Eliana Calmon, magistrada baiana, primeira mulher a compor o Superior Tribunal de Justiça e que tentou uma vaga no Senado Federal em 2014, não conseguindo vitória.

A lógica do empresariado é experimentar alguém ligado ao Judiciário para governar o Executivo federal.

A República brasileira teve vários experimentos na Presidência da República.

Um político emergente relativamente jovem (Collor), um sociólogo e acadêmico (Fernando Henrique Cardoso) e um ex-operário (Lula).

Quanto a este último, infelizmente há uma campanha para barrá-lo da corrida eleitoral de 2018.

As delações de Joesley Batista, recentemente divulgadas, têm como alvo principal o presidente Michel Temer.

Mas Temer também comprou a briga e ele entra em processo, esta semana, contra o empresário da JBS. Serão ações civil e penal, incluindo indenização financeira ao presidente.

O ponto controverso é quando Joesley Batista cita que o PT "institucionalizou a corrupção".

Algumas fontes dizem que Joesley foi duro demais com Temer e leve demais com o PT.

Mas Joesley acusou o ex-ministro da Fazenda do governo Lula, Guido Mantega, de intermediar contatos da JBS com o então governo.

Joesley disse que o PT "criou um modelo de corrupção" que foi "reproduzido por outros partidos".

"Houve essa criação de núcleos, com divisão de tarefas entre os integrantes, em Estados, ministérios, fundos de pensão, bancos, BNDES. O resultado é que hoje o Estado brasileiro está dominado por organizações criminosas", declarou o empresário.

Estamos próximos do fim do prazo para alegações finais sobre o caso Lula na Operação Lava Jato.

O juiz Sérgio Moro, a não ser que algum imprevisto ocorra, dará a sentença final nesse dia.

Ao que tudo indica, a plutocracia arrumará um jeito para tirar Lula da corrida de 2018.

É uma manobra que, sabemos, tem o apoio até do Departamento de Estado dos EUA.

Desde 2016, as elites pressionam para que um representante delas governe o Executivo federal.

Podem até mesmo empurrar eleições indiretas, e será preciso mais pressão popular para reverter isso.

E o membro do Judiciário é o fator novidade que as elites vão defender e lutar para vencer.

Infelizmente, eles têm todo o dinheiro para defender suas causas.

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