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MOVIMENTO ‘NO KINGS’ SERVE DE LIÇÃO PARA O BRASIL


Nos EUA, a sociedade organizada está envolvida na campanha No Kings, protestando não só contra os arbítrios do presidente Donald Trump como também sua continuidade no poder. Vários famosos já estão divulgando o manifesto No Kings nas redes sociais. 

O movimento foi inaugurado por grandes protestos ocorridos em 14 de junho deste ano, dia dos 250 anos do Exército estadunidense e também dia de aniversário de 79 anos de Donald Trump. Um número estimado de cinco a onze milhões de pessoas teriam participado de 2100 manifestações em todo o território dos Estados Unidos. E o dia de hoje é marcado por novas manifestações contra o presidente estadunidense.

Aqui, todavia, temos o presidente Lula anunciando que pretende ficar 20 anos no poder. Ele diz isso de maneira indireta, mas facilmente compreensível. Primeiro, ele diz que tem “disposição para enfrentar cinco eleições”. Segundo, ele diz que ‘só disputa para ganhar”. Ou seja, a democracia de um homem só pode se tornar um império.

A mediocridade gritante do terceiro mandato de Lula se demonstrou quando, no momento em que os brasileiros mais queriam tê-lo por perto, no começo do governo corrente, o chefe do Executivo decidiu viajar para uma desnecessária ênfase na política externa.

Nota-se que Lula deseja apenas exercer o poder, sia obsessão demonstra isso. Diferente dos mandatos anteriores, as medidas sociais são só um detalhe e o caráter fabuloso dos relatórios dos “recordes históricos” da série “Efeito Lula” traz uma desconfiança, sobretudo quanto ao emprego, pois o que cresceu foram as mesmas profissões dos mesmos padrões precários do governo Michel Temer.

O pouco caso de Lula em resolver os problemas sociais de verdade, mostrando trabalho antes de divulgar os supostos resultados, já mostra o desperdício que foi o terceiro mandato, que só causou empolgação para a sociedade bem de vida que desesperadamente quer reeleger o presidente, quantas vezes for.

Lula, nos momentos em que criticava duramente Donald Trump, antes dos dois desenvolverem uma “química incrível”, chamava ele de “imperador”, sem olhar para si mesmo. Lula querendo governar por mais vonte anos também é ser imperador.

A situação da geopolítica está complicada e a ostentação do Brasil sob Lula só piora as coisas. Ainda há as convulsões sociais dos tempos do golpe de 2016 e as crises em níveis tão catastróficos que fazem o Brasil ser incapaz de ser sequer o pior dos países desenvolvidos.

Precisamos repensar o país, evitando que a democracia seja monopolizada por um homem que só vai ostentar um Brasil precário para o resto do mundo, sob uma cosmética de supostas realizações que não encontram respaldo na realidade. 

É necessário haver humildade e ver que o nosso país está em crise e não será Lula que vai resolver, mas a derrubada de um sistema de valores que representa zonas de conforto para muita gente. E Lula não vai resolver porque ele, querendo mais cinco mandatos, fará um império que ele critica quando é no caso de Trump mas que mostra o quanto a ideia de democracia periga se concentrar nas mãos de uma só pessoa.

Agora é fazer o No Kings brasileiro.

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