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PARA PESSOAS DO COMEÇO DOS 60, LOLLAPALOOZA É MAIS BARATO QUE BAILES NO COPACABANA PALACE


Boa oportunidade para os homens e mulheres que começam a viver os 60 anos arejarem os ouvidos e modernizarem sem medo a trilha sonora. Pesquisa pela Internet indica que, por mais caros que sejam, festivais de música jovem são bem mais baratos do que bailes nostálgicos como os do Copacabana Palace.

Um baile do Copacabana Palace, conforme um balanço feito no último carnaval, os preços variavam entre R$ 1.800 até quase R$ 3 mil. Para 2015, não deve ser diferente. Já um festival como o Rock In Rio, a ser realizado em setembro de 2015, os preços anunciados variam entre R$ 160 e R$ 320, aproximadamente um décimo do baile de carnaval do "Copa".

O Lollapalooza 2015, a ocorrer em março próximo, o preço anunciado para um dia é de R$ 290. Dois dias de evento custam, portanto, R$ 580, um terço do preço mais barato cobrado no "baile do Copa" no ano que se encerra.

Isso significa que custa muito caro pessoas dos 60 anos, nascidas na primeira metade da década de 60, apreciarem a trilha sonora do tempo de seus pais e avós. É muito mais barato eles ouvirem uma trilha sonora dos anos 80 aos nossos dias.

E tudo isso se leva em conta o preço normal, mas sabendo que os que têm 60 anos podem ter descontos de 50% em vários eventos joviais, a vantagem econômica se torna bem maior. E ainda não se conta, por exemplo, as viradas culturais que são de graça. Nunca ficou tão barato e acessível a turma grisalha conhecer sonoridades mais modernas.

Mesmo sendo empresários, médicos, advogados, engenheiros e economistas, os eventos juvenis para pessoas no começo dos 60 anos são bem mais vantajosos economicamente, porque sobrará dinheiro para viagens, investimento em empresas ou no aperfeiçoamento profissional, para as mesadas dos filhos e outras coisas mais.

Para os sessentões de primeira viagem que ainda têm mania de parecer mais velhos, vale mais saber a diferença entre um rock pós-punk e um popinho infantilizado dos anos 80, bem menos complicado do que explicar a diferença entre um jazz e um standard romântico de Hollywood. Não é um Luiz Orlando Carneiro que surge de bandeja em consultórios e escritórios.

Esses sessentões não precisam ir a esses eventos para pegar carona com os filhos, prática muito comum (imagine, adultos com poder de decisão depender dos filhos para se divertirem de forma moderna), mas irem mesmo sozinhos, por conta própria, dar uma revigorada nos seus ouvidos, corações e mentes.

Músicas agitadas, descontraídas, climas joviais, tudo isso fará com que os sessentões esqueçam o estresse do dia-a-dia com sons mais movimentados, porém revigorantes. Tirar o mofo dos corações e mentes e misturar seus cabelos grisalhos com um multicolorido da alma, das roupas joviais, dos tênis masculinos e das sapatilhas. Ainda mais quando se animar tornou-se mais barato.

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