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ISTO É PODE SE "QUEIMAR" COM SUA MANIA DE DENUNCISMO


Existe uma grande diferença entre fazer oposição ao Partido dos Trabalhadores e caluniar.

Pode-se até dizer que o governo do PT não é de agrado de determinado cidadão.

Que este cidadão não se sente representado por Lula, Dilma e o que vier de petista, que não concorda com seu projeto político e tudo o mais.

Mas o que se faz com os petistas é difamação barata, ofensas gratuitas.

Um manifestante apareceu, na Praia de Icaraí, em Niterói, quando Dilma ainda não havia sido afastada do cargo, um idoso com um cartaz que mostrava a presidenta com corpo de gorila.

O que se fez de xingações a Lula não se faz sequer a um desafeto mais odiado.

E a grande mídia contribuiu para que crescesse essa sociedade psicopata.

Quando Dilma ainda estava no governo, os oposicionistas despejavam comentários grotescos e rancorosos contra ela e Lula.

Depois que ela foi afastada, ainda que provisoriamente, e o retrógrado Michel Temer foi posto no poder, o pessoal se sossegou.

Foi para as mídias sociais falar de cachorrinho, de passeio de mountain bike, de bolo de laranja, de visitas à titia, de selfie na praia.

Mas a "vigilante" grande mídia ainda dispara seu arsenal até o fim de agosto, quando a plutocracia espera derrubar a presidenta de vez.

E aí se lançam fofocas de supostos escândalos, para pressionar a opinião pública e fazer Judiciário e Legislativo expulsarem a presidenta "dilma vez".

Isto É lançou uma reportagem que, de tão mentirosa, mais parece uma "reporcagem".

Sendo matéria de capa, a revista lança um texto sobre as supostas mordomias ilegais de Dilma e seus familiares, como a filha e o genro da presidenta afastada.

Isso causou indignação a Dilma, que já pensa a forma de como processará a revista Isto É, na pessoa do repórter Sérgio Pardellas, da direção da revista e da Editora Três.

Segue aqui a nota divulgada pela Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff:

Nota à imprensa

A respeito da revista IstoÉ, que veicula neste sábado, 16 de julho, a matéria "As mordomias ilegais da família de Dilma", a Assessoria de Imprensa da Presidenta Dilma Rousseff anuncia:

1. Serão tomadas as medidas legais cabíveis na Justiça contra o repórter, a direção da revista e a Editora Três. Mais uma vez, IstoÉ comete mau jornalismo e tenta provocar comoção na opinião pública atacando a honra da Presidenta Dilma Rousseff e seus familiares.

2. Não se pode expor de maneira desonesta e vil a honra de pessoas. Ainda mais aquelas que, ao contrário da Editora Três, não travam a luta política e partidária. IstoÉ continua a praticar ficção e romper a fronteira da legalidade em nome da liberdade de imprensa. O resultado é mau jornalismo.

3. Diante disso, a Assessoria de Imprensa da Presidenta Dilma Rousseff esclarece: ao contrário do que informa IstoÉ, a segurança dos presidentes da República no Brasil, assim como de seus familiares, é assegurada por determinação legal.

4. Dilma Rousseff e família – assim como o vice-presidente e seus familiares – têm segurança fornecida pelo Estado brasileiro em obediência ao disposto no inciso VII do artigo 6º da Lei 10.683, de 28 de maio de 2003. Além disso, o artigo 5º do Decreto 6.403 regula o uso de transporte institucional por parte dos familiares da presidenta e do vice-presidente da República.

5. Portanto, não há ilegalidade alguma no uso de carros ou escolta de segurança pela família da Presidenta Dilma Rousseff.

6. Mesmo sendo alvo de um processo de impeachment – sustentado em argumento inexistente, como apontou na última semana o Ministério Público Federal –, a Presidenta Dilma Rousseff mantém prerrogativas como Chefe de Estado. Ela pode residir no Palácio da Alvorada, locomover-se em veículos oficiais e receber segurança para si e sua família. Ela é a presidenta da República, eleita em 2014 por mais de 54,5 milhões de votos.

7. É estarrecedor que nem o repórter nem a revista IstoÉ tenham ouvido as pessoas envolvidas nos fatos – requisito básico de quem faz jornalismo ético. Por má fé ou negligência, a revista omitiu o conteúdo do ato de comunicação do Senado ao Vice-Presidente Michel Temer acerca do afastamento da Presidenta Dilma Rousseff. Nenhuma referência, sequer, ao parecer jurídico da Casa Civil do governo interino que analisa as prerrogativas presidenciais que devem ser mantidas no período de afastamento.

8. A leitura de ambos deixa claro que, neste período, a segurança da Presidenta e de seus familiares deve ser mantida, observando-se "as diretrizes traçadas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI)". Ou seja: ao contrário do que sugere IstoÉ, não são os familiares da presidenta que definem as regras da sua segurança em relação ao transporte, mas o GSI.

9. Assim, ao divulgar a rotina da família da presidenta, tornando públicos detalhes como locais frequentados e horários das atividades habituais de sua filha e de seus netos, IstoÉ coloca em risco a segurança dos parentes da Presidenta da República. A revista terá de responder civil e criminalmente na Justiça por tal conduta. Inclusive por eventuais atos ofensivos e danosos que decorram da divulgação irresponsável de informações que possam vir a eventualmente prejudicar, a partir de agora, a segurança das pessoas mencionadas pela revista.

10. A Presidenta da República estuda medidas administrativas e judiciais cabíveis contra o Gabinete de Segurança Institucional por violação de regras de segurança e vazamento de informações sobre hábitos e rotina da família Rousseff.

11. Apesar do esforço de parte da mídia, diante da ausência de indícios ou provas apontando crime ou dolo praticado por Dilma Rousseff em toda a sua vida pública, a verdade permanece: a Presidenta da República é uma mulher honesta.

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