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A PEQUENEZ MESQUINHA DO PRESIDENTE MICHEL TEMER

FOTO COMPARATIVA DE DILMA E TEMER NA REUNIÃO DO G-20. TEMER APARECE DEIXADO DE ESCANTEIO.

Dilma Rousseff, derrotada, foi encarar com coragem e firmeza um Senado Federal em maioria oposicionista fazendo um tribunal de exceção.

Michel Temer, vitorioso, correndo de medo para não ser vaiado nas Olimpíadas de 2016.

Não bastasse isso, fotos comparativas da reunião do G-20, grupo dos vinte países mais industrializados do mundo, mostra o quanto vale Dilma e o quanto vale Temer.

Na foto de 2015, na reunião realizada na Turquia, Dilma Rousseff aparece destacada e integrada junto às demais autoridades.

Na fotode 2016, na reunião realizada na China, Michel Temer aparece afastado, deixado em escanteio, permitindo até que se edite a foto cortando a imagem para ele não aparecer.

Temer estava ansioso em viajar para a China, a primeira viagem na condição de presidente efetivo.

E, mais uma vez, ele mostrou a que veio, como presidente impopular que é.

Comprou um par de sapatos de couro, desses que os homens sisudos usam até para ir a um cineminha ver uma tola comédia romântica, constrangendo o mercado de sapatos brasileiro, que sofre crise.

E comprou um robô para dar de presente ao filho Michelzinho, constrangendo o mercado brasileiro de brinquedos, também em situação delicada.

Enquanto isso, protestos intensos já ocorrem no Brasil.

E as pessoas que festejaram o "Fora, Dilma", como os jornalistas do Correio da Manhã que festejaram a queda de Jango e se indignaram com a ditadura militar, começam a se indignar com o golpe político, jurídico e midiático de hoje.

A equipe de Michel Temer já está sentindo o gosto amargo da impopularidade.

O ministro da Cultura, Marcelo Calero, foi vaiado no Festival de Cinema de Petrópolis, se irritou e discutiu com a plateia. Não pôde fazer o seu discurso e foi embora depois de tantas vaias e xingações de golpista.

Pouco antes, foi Cristovam Buarque, o outrora admirável educador, depois convertido num reacionário de carteirinha, xingado de golpista e vaiado numa cerimônia.

Nas redes sociais, Geddel Vieira Lima, que afirmou que é "gostosa" a sensação de assumir um cargo sem o voto popular, discutiu com internautas e chamou um deles de imbecil.


E o povo nas ruas do Brasil, protestando contra Michel Temer e pedindo novas eleições para presidente.

A imagem de Temer no G-20 é ilustrativa, mostrando a pequenez mesquinha do presidente.

Ele aparece um tanto distanciado, quase afastado daquele grupo de autoridades do evento.

Muito diferente da Dilma que aparece "dentro" do grupo, como uma chefe de Estado participativa e atuante.

Quem visse a foto do evento com Temer tem a impressão de que o presidente não via a hora de sair daquela reunião pela porta dos fundos.

Enquanto isso, Geraldo Alckmin já dá uma "ajudinha" a Temer reprimindo os protestos contra o presidente Temer na capital paulista.

Usam PMs que aplicam o método Alexandre de Moraes de resolver os protestos de rua.

Meu lamentável xará, antes de ser ministro temeroso da Justiça, foi secretário de Justiça do governador paulista ligado à medieval Opus Dei.

Vários jovens foram presos, alguns claramente sem qualquer participação nos atos de vandalismo.

Uma manifestante, Deborah Fabri, de 19 anos, que protestava pacificamente, perdeu a visão do olho esquerdo depois de ser ferida por uma bomba jogada pela PM.

Muitos manifestantes estavam no local e foram detidos e espancados por uma polícia truculenta e intolerante. 26 foram presos e assistidos, do lado de fora das celas, por familiares e ativistas políticos.

Só ontem à noite, o Tribunal de Justiça de São Paulo resolveu soltar os 18 detidos maiores de 18 anos de idade e analisar a situação de outros oito, menores apreendidos por participarem dos protestos.

Um repórter da BBC Brasil, o correspondente paulista Felipe Souza, foi agredido por policiais, não só recebendo advertências como "Sai da frente! Vaza, vaza" e "Sai, lixo!".

O repórter ainda sofreu um ferimento na perna por causa de bombas de gás lacrimogêneo atiradas pela polícia de Geraldo Alckmin, que não tinha motivos para praticar a brutalidade que cometeu.

Dá medo essa repressão, porque o ministro Alexandre de Moraes age como se fosse um truculento delegado de polícia.

Daí para criar um novo DOI-CODI é um pulo.

Talvez os manifestantes tenham que usar mais inteligência que sarcasmo para enfrentar esse governo temeroso.

Para evitar os erros de 1968, quando os oposicionistas da ditadura perderam a cabeça e os militares reagiram com o AI-5.

Vivemos um período delicado, porque, apesar da falta de apoio popular, Temer tem o mercado e setores da Justiça e da mídia ao seu lado.

Cabe fazermos a diferença e mostrarmos mais serenidade e humor nos protestos, para deixarmos Temer e seus séquitos transtornados.

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