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O IMPÉRIO MIDIÁTICO GUIADO POR UM TOSCO POWER POINT


Tinha que ser.

A mídia plutocrática dando crédito a um tosco Power Point.

Embora com alguns calunistas fazendo críticas, pegando carona no Gilmar Mendes dizendo que o Power Point iria favorecer a defesa de Lula, mesmo assim a lambança foi aceita.

Foi a partir desses gráficos toscos, que mais parecem trabalhos de primário, que a grande mídia passou a considerar Lula o "comandante máximo da corrupção".

Foi uma grande jogada psicológica, dentro de uma palestra desastrosa e fora dos padrões que deveriam ser de conduta de um procurador.

Serviu mais para produzir a catarse dos reaças de plantão.

Tudo para banir Lula de concorrer às eleições presidenciais de 2018.

As revistas de informação já embarcam nos fatos políticos puxados pelo procurador Deltan Dallagnol.

Veja mostra uma imagem de Lula "derretendo", sem trazer mais um texto. É daquelas manchetes sensacionalistas, como o eletrocardiograma do PT se extinguindo.

A Isto É colocou Fernando Henrique Cardoso na capa, como se ele fosse um "sábio" com as soluções para a crise do país.

O mesmo FHC cujo esquema de privatizações resultou num desvio de dinheiro arrecadado com os leilões, enviado para as contas pessoais dos tucanos.

Fernando Henrique tem uma solução para a crise do Brasil que ele se recusa a admitir.

É devolver para os cofres públicos os vários trilhões de reais do montante obtido com as privatarias.

E não se fala do "esquema" do Aécio Neves, que deve ter uma boa grana depositada.

Voltando às revistas, a Época preferiu apostar no Power Point e na possibilidade de "provas" a partir das convicções de Dallagnol.

Se montarmos uma "linha do tempo" só com as três capas das revistas da grande imprensa, teremos o seguinte.

Época vem primeiro, com a "legitimação" das "convicções" de Deltan Dallagnol de que Lula é o "maestro", o "general" e o "comandante máximo" da corrupção da Petrobras.

Veja vem depois, dizendo que Lula e o PT "tiveram seu fim definitivo, melancólico e vergonhoso".

E aí vem a Isto É ("Quanto É" para os íntimos) recorrendo a FHC para dizer como se resolverá a crise do Brasil e qual vai ser o futuro do país.

Se ele devolver, pelo menos, os R$ 500 bilhões de dólares de parte da privataria, como começo de pagamento da dívida do PSDB para o povo brasileiro, quem sabe nosso país possa realmente andar.

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