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O JUDICIÁRIO CONFUSO, SELETIVO, TENDENCIOSO E POUCO CONFIÁVEL


Temos um Judiciário e um Ministério Público pouco confiáveis.

Partidarizados, tendenciosos, que interpretam a lei de forma superficial e confusa, que condenam de forma seletiva suspeitos de alguma alegada corrupção.

Não dá para confiar em Sérgio Moro, diante de sua atuação bastante irregular.

Ele é festejado pela mídia, tratado como se fosse "herói da nação", tem um grande fã-clube e comunidades solidárias nas mídias sociais e é tido como um dos "dez mais influentes do mundo".

Mas isso não garante que ele seja um juiz confiável, competente e correto.

Sérgio Moro é duro demais para políticos do PT. Já está montando sua coleção de réus petistas da Operação Lava Jato.

Mas, conforme disse Marcelo Odebrecht, apresentando provas documentais, os grupos políticos de Eduardo Paes (PMDB-RJ) e Geraldo Alckmin (PSDB-SP) montaram seus esquemas de propinas.

E nada de investigação da Lava Jato.

Aécio Neves foi citado por quatro delatores, há provas sobre esquemas de corrupção do senador tucano mineiro, casos graves de corrupção.

E Aécio Neves nem para depor chega a ser convocado, pelo menos para tentar provar sua inocência.

O próprio Michel Temer é enquadrado em denúncias da Lava Jato e também não foi chamado a depor.

Há a supremacia do "domínio do fato", um termo de Direito sistematizado pelo jurista alemão Claus Roxin e distorcido pela Lava Jato.

A ideia de Roxin consistiu que a criminalização de uma ilegalidade priorize os fatos visando buscar punições severas para chefes e subordinados envolvidos num esquema de corrupção.

A Lava Jato deturpou o conceito para que, na falta de evidência das denúncias, os fatos sejam considerados sem precisar de provas documentais.

É aquela coisa: "não ter provas, mas convicções".

E aí o que se observa é a perseguição de suspeitos só por causa de um partido político.

Primeiro foram José Dirceu e José Genoíno, que praticamente foram rebaixados de sobreviventes históricos da luta contra a ditadura a figuras execráveis do imaginário político conservador.

Recentemente, Dilma Rousseff, Lula, Antônio Palocci, Guido Mantega, Gleisi Hoffman e Paulo Bernardo estão sendo condenados ao ocaso político.

E todos eles com suspeitas que nunca foram devidamente investigadas.

A Justiça encontrou os "culpados" e desistiu de procurar pela "culpa".

Enquanto isso, a plutocracia mostra seus verdadeiros culpados, que se livram de qualquer enrascada.

E temos as Organizações Globo (Rede Globo, O Globo, Globo News, Época, CBN), sonegadora de impostos, sendo endeusada como se fosse a paladina da democracia e da cidadania.

A mídia reacionária monopoliza a narrativa oficial dos fatos, distorcendo a realidade.

As narrativas alternativas, mais próximas da realidade e da coerência dos fatos, estão à margem e nunca são consideradas pelo grande público comum.

Vivemos uma situação difícil.

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