Pular para o conteúdo principal

SEM QUERER, ED MOTTA ACABOU "FAZENDO PROPAGANDA" DO MEU LIVRO


Que relação tem Ed Motta com o meu livro? É certo que eu terminei o livro antes de ocorrer a famosa polêmica, pois na ocasião eu já estava fazendo o trabalho de revisão, mas o caso tem muito a ver com o tema escrito no livro.

Sim, sabemos que muita gente nem acredita que a cultura brasileira está em crise. Seus ídolos lotando plateias, uma série de anônimos ficando famosos sem esforço, um monte de ídolos medíocres cheios de informações de Internet, MTV, Facebook, WhatsApp e tudo o mais, todo mundo hiperconectado, supermoderno, descolado etc etc. E ainda se ofende quando alguém fala em crise.

Mas a crise ocorre porque esses aspectos "legais" são apenas quantitativos. Cultura é qualidade, é transmissão de conhecimentos e valores, e não a produção, em doses industriais, de um monte de fetiches musicais sem criatividade.

Fazer o quê? O internauta médio acredita que um refrão como "Ô-ouô-ouô-ouô-o-o" é o mais belo verso da História da poesia em língua portuguesa em todo o mundo, considerando essa "pérola" uma das maravilhas da expressão artística e linguística dos países lusófonos, e ele é capaz de criar blogues ofensivos quando é contrariado por alguém diante da "genial" tese. Surrealismos do Brasil de hoje.

Mas quem não compartilha com o pensamento desses "coxinhas" e sabe muito bem da polêmica com Ed Motta percebe que o incidente revela a crise na cultura brasileira, no fato de que o público de música brasileira hoje está mais acostumado em consumir sucessos do que música de qualidade.

O livro MÚSICA BRASILEIRA E CULTURA POPULAR EM CRISE, portanto, analisa as raízes e as condições que propiciaram esse quadro lamentável, que pouca gente percebe porque os sucessos radiofônicos são produzidos em série e a "turminha simplória" que existe até nos colegiados de pós-graduação das faculdades - a intelectualidade "bacaninha" - sai aprovando.

Em vez de aceitar bovinamente a ideia de que o sucesso da cultura se restringe aos êxitos quantitativos - muitos ídolos, muito lucro, muito espetáculo - , que tal comprar o livro e saber por que existe crise na cultura brasileira?

Com uma abrangência comparável à dos intelectuais estrangeiros que analisam a "cultura de massa", MÚSICA BRASILEIRA E CULTURA POPULAR EM CRISE lança questões e esclarece os leitores com um histórico sobre a formação da cultura brasileira. E isso com um preço mais em conta e um sistema de pagamento e entrega dos mais simples.

Nada como entrar nesse linque para adquirir o livro e, assim que receber, começar uma boa leitura.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ESTUPRO COLETIVO DERRUBA MITO DA "LIBERDADE DO CORPO"

O vergonhoso caso do estupro coletivo desmascarou uma situação que a intelectualidade "bacana" sempre abafou com falso relativismo.

O mito da "liberdade do corpo" num país do combate ao assédio abusivo.

O terrível caso ocorreu num bairro popular, na região de Jacarepaguá.

33 homens afoitos cercando uma moça de 16 anos, dopando a menina, depois a estuprando sob o registro da câmera do celular e depois publicando na Internet.

Um episódio de pura truculência, mas condicionado pela ilusão de liberdade sexual que a intelectualidade "bacana", que apostava num Brasil brega, queria para as classes pobres.

Mesmo mulheres aparentemente ativistas, dentro dessa intelectualidade, davam dois pesos e duas medidas.

Elas reclamavam contra a imagem caricatural que as mulheres, de classe média, recebiam dos comerciais de TV.

Mas consentiam que a mesma imagem fosse impunemente abordada sob o rótulo do "popular".

Reclamavam quando a imagem da mulher de classe média…

GOVERNO TEMER E A REVOLTA DOS UMBIGOS

A "revolta dos umbigos" que surgiu nas mídias sociais achou que tinha o poder pleno nas mãos.

Lutaram para ter Michel Temer no lugar de Dilma Rousseff para realizar uma agenda mais conservadora para o Brasil.

Essa agenda é um misto do programa eleitoral derrotado de Aécio Neves em 2014 com as "pautas-bombas" do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Primeiro, os "revoltados" na Internet se escondiam nas mídias sociais, se limitavam a trolar assuntos culturais ou coisa próxima e fingiam serem progressistas.

Depois, deixaram a máscara cair e iniciaram uma campanha para derrubar Dilma Rousseff.

Conseguiram o que fizeram, pois faziam parte de uma "frente ampla" às avessas, que clamavam por retrocessos políticos sob a desculpa do "combate à corrupção".

Estavam junto dos empresários em geral e, em parte, os que controlam a grande mídia.

Foram animadores juvenis de uma campanha que ludibriou a sociedade inteira, que passou …

CRIMINALIZAÇÃO DO "FUNK" É UMA PROPAGANDA ÀS AVESSAS

Um abaixo-assinado na página do Senado atingiu, anteontem, a marca de 20 mil assinaturas, diante de uma causa bastante controversa, a de criminalização do "funk".

A proposta é de autoria do empresário paulista Marcelo Alonso, que se declara pai de família e afirma estar tentando "salvar a juventude".

Deu um tiro no pé, porque a proposta acabou estimulando mais o natural coitadismo do "funk", tido como "vítima de preconceito".

A repressão policial transformou um ritmo musicalmente medíocre em "canção de protesto".

A presença de "bailes funk" em noticiários policiais transformou os ricos empresários-DJs, ávidos por dinheiro, em supostos ativistas culturais.

A criminalização transformou medíocres MCs de vozes esganiçadas em pretensos militantes.

Da mesma forma, a criminalização do "funk" fez um mero ritmo dançante e comercial virar, durante anos, um pretenso paradigma de folclore popular.

Enquanto rolava o discurso de…