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A AÇÃO FASCISTA CONTRA O PROTESTO E O DEBATE NAS UNIVERSIDADES


Uma amostra de como poderá ser o governo Jair Bolsonaro anda sendo servida à população.

Aliás, não uma amostra, mas um monte de amostras.

E isso vem desde a ditadura, com suas convulsões sociais, feminicídios, pistolagem rural e suburbana, conflitos de terra etc.

São coisas que apenas serão "institucionalizadas" na hipótese do "mito" vencer as eleições. E, acreditem, nem os bolsonaristas mais fiéis escaparão de serem vítimas dessa tragédia.

Basta só discordar de alguma coisa feita pelo "mito" que o pessoal vai "dançar", na "ponta da praia" (alusão a um local onde opositores eram exterminados).

Nas universidades, houve desde invasão policial a universidades até proibição de realização de palestras e debates.

Houve repressão em várias cidades: Dourados, Campina Grande, Petrópolis, Serrinha, Uberlândia, Fortaleza, Rio de Janeiro, entre tantas outras, em diversos Estados do Brasil.

Em uma das faculdades, um debate envolvendo Tarso Genro e Guilherme Boulos foi cancelado por imposição do Tribunal Superior Eleitoral.

Em outra faculdade, policiais invadiram uma aula depois de uma aula bolsonarista dedurar o evento.

Em mais outra, um monte de capim foi jogado no chão, enquanto uma carta de conteúdo nazista era deixada na mesa.

Eram proibidas aulas sobre fake news nas faculdades. Material de aula e manifestos eram apreendidos.

A estranha onda de repressões às universidades, que lembra o pesadelo dos anos 1960 e 1970, foi feita sob o pretexto de "evitar propaganda eleitoral".

É uma pressão política semelhante à que fez o reitor da UFSC, Luiz Carlos Chancelier, se matar ao entrar num shopping center em Florianópolis, arrasado com o assassinato de reputação da qual foi vítima por conta de supostas investigações sobre corrupção.

Por outro lado, o TSE não age, por exemplo, quando a Rede TV!, através de denúncia divulgada no Diário do Centro do Mundo, teve gravação do SuperPop, talk show apresentado por Luciana Gimenez, comemorando "por antecipação" a vitória de Jair Bolsonaro.

Isso é um crime eleitoral explícito, escancarado, uma ilegalidade sem tamanho, uma ofensa ao direito dos eleitores de escolherem seu voto.

Mas nada é feito. Não há sequer suspensões de transmissão, que deixariam a Rede TV! fora do ar por um dia.

Quando a propaganda envolve Bolsonaro, tudo é permitido. Há ilegalidades aberrantes. Instituições policiais e religiosas se comportam como se fossem comitês de campanha.

Bolsonaro anda perdendo vantagem, desde que seu filho falou em fechar o Supremo Tribunal Federal. Como o órgão está associado ao "combate à corrupção", o brasileiro médio passou a se indignar.

Foi como o "imposto de renda" que derrubou o mafioso Al Capone, pois nada fazia Bolsonaro ser derrubado. Nem os protestos massivos do #EleNão.

É claro que, a dois dias das votações, a situação está instável e delicada. Só em última hora, Fernando Haddad ganhou adesões e apoios, alguns críticos, em última hora.

Haddad começa a liderar as pesquisas em colégios eleitorais fortes como São Paulo. Lidera no Nordeste e cresce no Norte.

Mas é preciso que isso se confirme nas urnas. Pesquisas eleitorais só são palpites. E já foram terríveis as pressões bolsonaristas na campanha ilegal do WhatsApp.

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