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FORA DA BARBÁRIE, HÁ OPÇÕES ATÉ PARA ANTI-PETISTAS


Começo esta postagem lendo, do Diário do Centro do Mundo, que o partido Alternative Führ Deutchland (Alternativa para a Alemanha), maior partido de ultra-direita alemã, não quer apoiar Jair Bolsonaro porque quer distância de extremismos.

Vergonha total, porque o trabalhador médio brasileiro, em várias regiões, quer votar em Jair Bolsonaro achando que será moleza sobreviver com salários menores.

É muito surreal. Creio que o pessoal anda vendo WhatsApp demais. Daqui a pouco vai haver fake news através de supostos documentários dizendo o quanto é o máximo saltar no abismo.

O debate de ontem da Rede Globo de Televisão, por ironia, teve a esquerda se destacando.

O maior destaque foi de Guilherme Boulos, aparentemente "apagado" na disputa esquerdista.

Leia-se "aparentemente" pelo fato de que a mídia hegemônica não querer difundir as atividades de candidatos considerados "menos favoritos".

O UOL, por exemplo, de Luís Frias, hoje o principal dono do Grupo Folha, após a morte do irmão Otávio Frias Filho, parece ficar na torcida de Jair Bolsonaro, embora se diga que a Folha de São Paulo, a princípio, não defenda o candidato do PSL.

Matérias do UOL pareciam eufóricas quando descreviam, meio que de forma falaciosa, que Bolsonaro "crescia" em adesão de mulheres, negros, pobres, jovens e até ex-eleitores de Lula.

Coisa absurda.

Jair Bolsonaro corria por fora, ausente do debate da Globo mas com entrevista gravada rolando na Record TV, lembrando Dick Vigarista pegando atalho para ultrapassar os rivais nos episódios da Corrida Maluca (Wacky Races), famoso seriado de animação de Hanna-Barbera.

No debate da Rede Globo, tivemos Fernando Haddad elegante, Ciro Gomes simpático e Guilherme Boulos mais corajoso.

Ele lembrou da experiência histórica da ditadura militar que envolveu um sogro seu, preso político, para fazer o seu lamento diante do risco fascista que ameaça o Brasil.

"Não dá para a gente fingir que está tudo bem. Nós estamos há meses fazendo uma campanha que está marcada pelo ódio. Faz 30 anos que esse país saiu de uma ditadura", afirmou o candidado do PSOL à Presidência da República.

Ele acrescentou: "Muita gente morreu, muita gente foi torturada, tem mãe que não conseguiu enterrar seu filho até hoje. Faz 30 anos, mas eu acho que a gente nunca esteve tão perto disso que aconteceu naquele momento".

A Constituição Federal completou 30 anos ontem, mas corre o risco de ser morta antes de completar 31 anos, pelo projeto de nova Constituição outorgada pelos "notáveis" do governo Bolsonaro.

É bastante surreal e estranho que justamente o "voto popular" ameace jogar o Brasil numa aventura fascista.

Mas isso é uma série de deseducações que se acumularam por, pelo menos, quatro décadas.

Da deseducação promovida pelas religiões que foram beneficiadas pela ditadura militar (as seitas evangélicas "pentecostais" e o Espiritismo igrejeiro dos "médiuns" midiáticos brasileiros) à precária educação pública (por falta de investimentos) e privada (pela "pedagogia" voltada ao mercado).

E isso inclui também o proselitismo midiático, que produz, por consequência, reacionários que atuam na Internet, com fachada moderníssima e ideias medievais. Tipo um Mamãe Falei da vida.

Por isso a ameaça de barbárie, na qual envolve atos de vandalismo de livros históricos na Universidade de Brasília, outro destruindo uma placa em homenagem à saudosa Marielle Franco, e ainda as ameaças de "cidadãos de bem" bolsonaristas a quem discorda de seus pontos de vista.

A situação que o Brasil vive hoje é assustadora.

Mas se o pessoal prestar atenção no último debate da Rede Globo, há até opções mais seguras para os anti-petistas, que não precisam da aventura suicida de Jair Bolsonaro.

À centro-esquerda, temos Ciro Gomes, que no debate evitou atacar os petistas.

À centro-direita, temos Marina Silva, que deveria ter uma chance e até foi esforçada no último debate.

Mas mesmo os insossos Henrique Meirelles e Álvaro Dias seriam, sem dúvida alguma, menos perigosos que Jair Bolsonaro.

Se é para provocar crise em projetos neoliberais ou ultraliberais, um Álvaro Dias causaria menos danos que Bolsonaro, que promete uma "privataria" daquelas, por meio de seu "posto Ipiranga" Paulo Guedes, que vai arrasar com o Brasil.

Ao povo pobre, aos oprimidos da classe média, aos trabalhadores médios, pedimos para que pensem duas vezes antes de votar em Bolsonaro, para depois não se arrependerem.

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