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O "PATROCÍNIO" DO "POSTO IPIRANGA" ESTÁ BOMBANDO


É muito estranho o "favoritismo" de Jair Bolsonaro. Muito, muito estranho.

A sua "grande vantagem" nas pesquisas se compara a de um doping olímpico, quando um atleta medíocre e muito fraco passa a ser, de repente, veloz demais e ganhar todas.

Jair só fez m**** na sua campanha e se torna um "favorito irrecuperável". Isso é assustador.

O #EleNão repercutiu positivamente em todo o país mas, estranhamente, as pesquisas indicam Bolsonaro crescendo até entre o eleitorado feminino.

Nem ensinar criança pequena a fazer gesto de atirador conseguiu abalar a posição. Bolsonaro, sem propostas consistentes a não ser algumas ideias retrógradas e nocivas para os brasileiros, tem um favoritismo que seria mais típico a um Nobel da Paz.

As esquerdas devem ser criticadas porque elas embarcam nesse riélite chou a que se transformaram as pesquisas eleitorais.

Discute-se uma falsa realidade plantada por um punhado de supostos dois mil entrevistados.

Criam-se análises, crônicas, produzem-se ciência política a partir de uma mera ficção, opiniões de umas duas mil ou mil e quinhentas pessoas que nem se sabe se realmente foram consultadas e, no entanto, ditam o que deve ou não refletir nas urnas.

A narrativa das pesquisas eleitorais é como no Big Brother Brasil. Tudo é ficção, e isso preocupa, porque a ficção quer se impor à realidade.

Jair Bolsonaro tem seguidores fake que artificialmente "aumentam" sua legião de adeptos. Esses fakes são heterônimos de um mesmo punhado de internautas, que usam diferentes computadores para "diversificar" o protocolo de Internet (espécie de RG de um computador).

Seus factoides repercutem devido à divulgação por "robôs" (programas de Informática) que, através de algoritmos, fazem "aumentar" ainda mais a projeção do candidato do PSL nas redes sociais.

E há a graninha do "posto Ipiranga", o economista Paulo Guedes, que paga os institutos de pesquisa "comprando" o favoritismo de Bolsonaro, roubando as porcentagens de Ciro Gomes, Marina Silva e Geraldo Alckmin.

Isso porque não há uma razão lógica para Bolsonaro crescer. Não creio que uma considerável parcela de brasileiros queira transformar a urna eletrônica em saco de vômito.

Ainda mais quando se observa que, mesmo depois de incidentes ruins, Bolsonaro "continua crescendo".

Isso ainda vai dar revelação no decorrer do tempo. Vão afirmar que as pesquisas eleitorais foram "compradas" e que boa parte das porcentagens de Jair eram, na verdade, roubados dos demais candidatos.

Em circunstâncias normais, teríamos provavelmente Ciro Gomes como segundo colocado depois de Fernando Haddad. Marina Silva e Geraldo Alckmin disputariam o terceiro lugar, em modestas porém expressivas porcentagens.

Lembremos que pouca gente conhecia as manobras que fizeram o Jornal Nacional noticiar de maneira fraudulenta o debate final dos candidatos à Presidência da República, em 1989.

Sem a popularização da Internet (então um experimento restrito a universitários nos EUA), houve quem achasse que o JN mostrou o debate de maneira profundamente honesta.

Só depois a farsa, que eu já percebi naquela época, 18 anos (com corpinho de 13) e começando a faculdade, foi amplamente divulgada.

Hoje é até um fato histórico negativo. Como será, em breve, a farsa das pesquisas eleitorais que, pelo jeito, apostam no lema "Ultraliberalismo acima de tudo, Bolsonaro acima de todos".

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