Presa nas redes sociais e no “jornalismo de escritório” da mídia empresarial - tanto pode ser a Folha, Globo ou Estadão como os “novinhos do clube” como Oeste, DCM, Forum, Carta Capital e O Antagonista - , ocupada principalmente em procurar “paraísos” no Brasil, pouca gente consegue ter uma visão de mundo que se aproximasse da complexidade de nossa realidade. Se temos “chocolates” sem cacau, mas somente com gordura e açúcar, se temos café sem café, mas com cevada e impurezas, se nossos sorvetes não passam de banha açucarada, nosso jornalismo “imparcial” é uma mistura de marketing, estatística e contos de fadas, e não se está falando do bolsolavajatismo. Com nossa imprensa e nossas redes sociais, o Brasil tem dificuldade de perceber a realidade conforme os fatos. O que se vê, de forma preocupantemente vergonhosa entre os adultos, é uma defesa de visões agradáveis, e tudo tem que estar de acordo, pois se a realidade desagrada, pode ser o fato mais verídico que a pessoa não aceita admiti-...
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