Pular para o conteúdo principal

CIRO OU NÃO CIRO, EIS A QUESTÃO


A saída do jurista Joaquim Barbosa da corrida presidencial mexeu com o jogo político de tal forma que, agora, começa-se a desenhar uma polarização provável.

É a disputa entre o tucano Geraldo Alckmin, que deixou o governo de São Paulo para disputar o cobiçado cargo do Executivo federal, e o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes.

Apesar de ser um político cearense, Ciro Gomes tem uma curiosidade: é conterrâneo de Alckmin.

Isso significa que poderá dar Pindamonhangaba, a cidade do interior paulista onde os dois nasceram, na disputa final da Presidência da República.

Geraldo Alckmin é a provável aposta do presidente Michel Temer, que pela sua impopularidade crônica e tragicômica, desistiu de ser candidato à reeleição.

Já Ciro Gomes tornou-se um fenômeno que, no momento, tem uma representatividade curiosa.

Ele se tornou, ao mesmo tempo, a aposta para os órfãos de Luciano Huck e Joaquim Barbosa e para uma parcela dos que não têm esperanças em ver Lula livre para disputar as urnas este ano.

O que causa muita controvérsia é que Ciro Gomes virou uma aposta problemática para o conjunto das esquerdas.

Ele é uma das três correntes das esquerdas, hoje tão divididas, quanto à corrida presidencial de 2018.

Há uma corrente que aposta em Lula como candidato, sem outra alternativa mais consistente, e ela é defendida pela cúpula do Partido dos Trabalhadores.

Ela se baseia na tese de que Lula, por ter sido preso por um crime que não cometeu, tem chances jurídicas para ser solto a tempo para disputar mais um mandato presidencial.

A tese, bem intencionada e baseada em garantias legais, não procede porque boa parte da nossa Justiça não está aí para o cumprimento da lei.

Há uma corrente que aposta em outras alternativas, ainda que sob o preço de pulverização das esquerdas, e que aposta nas opções progressistas: Manuela d'Ávila (PC do B) e Guilherme Boulos (PSOL).

Embora cada um dos dois, ainda que não sejam do PT, estejam mais próximos do projeto progressista de Lula, ao lado do qual chegaram a posar, prestando solidariedade, há um grande problema dos dois.

Emergentes, Manuela e Boulos não têm muitas chances de vencer nas urnas e, se forem presidentes, terão dificuldades de enfrentar a pressão dos opositores políticos.

Aí surge a terceira tese. A de Ciro Gomes.

Ciro Gomes tem a vantagem aparente de ser veterano, articulador, ter muita visibilidade e ser conciliador entre as elites e as classes trabalhadoras.

Mas essa conciliação é uma faca de dois gumes. Pode representar, como muitas vezes foi, uma tendência a colocar os interesses do mercado acima dos interesses sociais populares.

Ciro é famoso por adotar posições ambíguas ultimamente, seja em relação ao golpe político contra Dilma Rousseff, seja a prisão, não menos golpista, de Lula.

Tenta agradar os golpistas de 2016, dizendo que o que foi feito foi de acordo com a legalidade, mas tenta agradar as esquerdas com críticas ao projeto político praticado pelos mesmos golpistas.

Ciro tem no seu pano de fundo político o fato de ter iniciado carreira no PDS, ser um dos fundadores do PSDB e não ser uma pessoa vinculada ou identificada com as classes populares.

Ciro é ligado ao tucano Tasso Jereissati, de uma grande família empresarial.

Neste sentido, a História já registrou a trajetória de um grande fazendeiro naturalmente identificado com as classes populares, o gaúcho João Goulart.

Ou um rico empresário naturalmente ligado às causas progressistas, Mário Wallace Simonsen (favor não confundir com o conservador Mário Henrique Simonsen), da empresa aérea Panair e da TV Excelsior.

Mas nem todo mundo é assim e Ciro Gomes tem ainda um dado suspeito: quer ter como vice o empresário e banqueiro Benjamin Steinbruch, filiado ao Partido Progressista, um dos artífices do golpe político de 2016.

Steinbruch é dono do Grupo Vicunha e vice-presidente da Federação da Indústria do Estado de São Paulo, FIESP, que financiou os protestos de 2016 a ponto de criar uma mascote, um pato de borracha que ficou conhecido como o "Pato da FIESP".

Steinbruch também é amigo do ex-prefeito de São Paulo, João Dória Jr., que dispensa comentários.

Ciro, embora a princípio tenha dito que revogará todas as reformas do governo Temer, tende a fazer o contrário e dizem que o político cearense tende a "privatizar tudo que restou" do temeroso governo.

O que chama a atenção é que Ciro Gomes não incomoda os barões da grande mídia, está afinado com o mercado financeiro e expressa claramente o protótipo do político yuppie, como se soasse um "Luciano Huck mais à esquerda", aos olhos do público.

Ciro, pelo menos, ensina aos esquerdistas o problema das pessoas "de fora" que supostamente alegam solidariedade ao esquerdismo, mesmo com procedimentos e passado tipicamente plutocrático.

É o que, há tempos, andamos alertando, no âmbito da imprensa cultural, de figuras como Pedro Alexandre Sanches, e, da mídia em geral, do baiano Mário Kertèsz.

Sanches foi um jornalista da Folha de São Paulo, surgido no calor do Projeto Folha (que baniu o esquerdismo das redações do periódico dos Frias), e nunca foi um esquerdista de verdade, impondo ideias de "livre mercado" na Música Popular Brasileira dissimuladas em agendas LGBT, étnicas etc.

O "filho da Folha" que ultimamente tentava caprichar na pose de "bom esquerdismo", nunca produziu textos originais de ideias de esquerda, apenas copiando ideias dos outros e fazendo pretensa concordância a tudo, sem analisar como e por quê.

Já o astro-rei da Rádio Metrópole FM, de Salvador, foi um político surgido na ARENA, e, como prefeito, pelo MDB, da capital baiana, desviou uma grande soma de dinheiro para obras de infra-estrutura para montar seu pequeno império midiático.

Kertèsz teve que desfazer de parte desse patrimônio, além de ter contribuído para o assassinato do Jornal da Bahia, histórico periódico progressista de Salvador.

Apesar desse amargo pano de fundo e do fato de Kertèsz ser machista, conservador e amigo da aristocracia baiana (tão estúpida que se limita a macaquear as elites de São Paulo), o dublê de radiojornalista quer ser o "dono das esquerdas" na Bahia.

Ele tentou várias vezes obter protagonismo nacional entrevistando o ex-presidente Lula e querendo parecer "bem na fita" nos blogues e outros espaços da mídia esquerdista nacional.

Kertèsz barra a regulação da mídia em Salvador e tenta controlar os movimentos sociais ou, ao menos, vinculá-los à sua imagem personalista.

Mas quer bancar, no plano nacional, o "bom amigo" dos defensores da redemocratização dos meios de Comunicação. Kertèsz tenta desmentir que seja barão da grande mídia ou que sua Rádio Metrópole é tendenciosa, mas esse desmentimento é, na prática, desmentido pelos fatos.

Os baianos podem, de certa forma, entender os problemas de Ciro Gomes como possível candidato das esquerdas através da experiência radiofônica de Mário Kertèsz, um sub-Bóris Casoy que pensa ser Mino Carta e que age como se fosse um sub-Ricardo Boechat mais populista.

Quando Boechat falou da grosseria de comparar Dilma Rousseff a uma prostituta, oferecida de biquíni junto a um banquete ao presidiário Lula, fico pensando nas cantadas que Kertèsz fazia às funcionárias da Rádio Metrópole.

Por ironia, o golpe político está ensinando as forças progressistas a ver quem realmente são amigos da causa ou não.

E não se sabe se Ciro Gomes poderá ser um novo Juscelino Kubitschek. Creio que não.

O problema é a validade ou não da candidatura Ciro Gomes num cenário vulnerável como o Brasil.

Ao nível do esquerdismo, Ciro é uma figura perigosa. Porém há o risco Bolsonaro, e aí pode haver também o dilema de optarmos entre o ultraliberalismo de verniz progressista e o fascismo.

Ainda está muito cedo para definir que rumo as forças progressistas deverão seguir. O que se sabe é que será difícil elas recuperarem o protagonismo político de antes.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

GOVERNO TEMER E A REVOLTA DOS UMBIGOS

A "revolta dos umbigos" que surgiu nas mídias sociais achou que tinha o poder pleno nas mãos.

Lutaram para ter Michel Temer no lugar de Dilma Rousseff para realizar uma agenda mais conservadora para o Brasil.

Essa agenda é um misto do programa eleitoral derrotado de Aécio Neves em 2014 com as "pautas-bombas" do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Primeiro, os "revoltados" na Internet se escondiam nas mídias sociais, se limitavam a trolar assuntos culturais ou coisa próxima e fingiam serem progressistas.

Depois, deixaram a máscara cair e iniciaram uma campanha para derrubar Dilma Rousseff.

Conseguiram o que fizeram, pois faziam parte de uma "frente ampla" às avessas, que clamavam por retrocessos políticos sob a desculpa do "combate à corrupção".

Estavam junto dos empresários em geral e, em parte, os que controlam a grande mídia.

Foram animadores juvenis de uma campanha que ludibriou a sociedade inteira, que passou …

ESTUPRO COLETIVO DERRUBA MITO DA "LIBERDADE DO CORPO"

O vergonhoso caso do estupro coletivo desmascarou uma situação que a intelectualidade "bacana" sempre abafou com falso relativismo.

O mito da "liberdade do corpo" num país do combate ao assédio abusivo.

O terrível caso ocorreu num bairro popular, na região de Jacarepaguá.

33 homens afoitos cercando uma moça de 16 anos, dopando a menina, depois a estuprando sob o registro da câmera do celular e depois publicando na Internet.

Um episódio de pura truculência, mas condicionado pela ilusão de liberdade sexual que a intelectualidade "bacana", que apostava num Brasil brega, queria para as classes pobres.

Mesmo mulheres aparentemente ativistas, dentro dessa intelectualidade, davam dois pesos e duas medidas.

Elas reclamavam contra a imagem caricatural que as mulheres, de classe média, recebiam dos comerciais de TV.

Mas consentiam que a mesma imagem fosse impunemente abordada sob o rótulo do "popular".

Reclamavam quando a imagem da mulher de classe média…

JAIR BOLSONARO E AS TRÊS ADESÕES DECLARADAS NA ÚLTIMA HORA

De repente, ficou normal ser bolsonarista, nesses dias em que o ex-capitão se torna presidente da República.

E isso quando eu, que nasci em Florianópolis, faço aniversário no mesmo dia do "mito", sou filho de militar e xará de Alexandre Frota, prefiro ficar na oposição ao governo Bolsonaro.

Nesse ano louco que se começa, há a marca de três adesões ao cenário bolsonarista declaradas em última hora.

Digo declaradas, porque talvez essas posturas tenham sido adotadas na campanha eleitoral. Mas aqui não cabe dizer quem aderiu ou não em última hora.

Vamos começar pelo lado mais óbvio, que é a do meu xará Alexandre Correa, empresário e marido da apresentadora Ana Hickmann, que fez postagens tipicamente bolsonaristas.

No seu perfil nas redes sociais, Correa fez uma advertência irônica às petistas Gleisi Hoffman, senadora paranaense, e Maria do Rosário, deputada gaúcha, por sinal grandes desafetas do "mito", sobretudo a segunda, que brigou com ele duas vezes e contra o qua…

O POPULISMO MARQUETEIRO DE JAIR BOLSONARO E COMPANHIA

Bem que eu desconfiei dessa campanha toda que empurrava a "cultura" brega-popularesca para o esquerdismo.

Sob a desculpa do "combate ao preconceito", forçava-se, nas esquerdas, a aceitação de formas preconceituosas de suposta expressão popular.

Uma retórica de "cultura das periferias", do mito da "pobreza linda", da utopia da "favela feliz", da "prostituição empoderada" e outras bizarrices.

Acreditou-se em tudo isso durante uma década inteira. A intelectualidade "bacana" não tinha contraponto para seu "livre debate" sobre a tal "provocatividade" da "cultura transbrasileira".

Os intelectuais "bacanas" estavam sozinhos. Os microfones abertos eram só para eles. Quem podia se contrapôr a seu discurso não tinha visibilidade, era barrado dos banquetes acadêmicos já nas primeiras inscrições para o mestrado.

Os intelectuais "bacanas", hoje, choram a vitória de Jair Bolsonar…

A GAFE MUNDIAL DE GUILHERME FIÚZA

Há praticamente dez anos morreu Bussunda, um dos mais talentosos humoristas do país.

Mas seu biógrafo, Guilherme Fiúza, passou a atrair as gargalhadas que antes eram dadas ao falecido membro do Casseta & Planeta.

Fiúza é membro-fundador do Instituto Millenium, junto com Pedro Bial, Rodrigo Constantino, Gustavo Franco e companhia.

Gustavo Franco, com sua pinta de falso nerd (a turma do "cervejão-ão-ão" iria adorar), é uma espécie de "padrinho" de Guilherme Fiúza.

O valente Fiúza foi namorado da socialite Narcisa Tamborindeguy, que foi mulher de um empresário do grupo Gerdau, Caco Gerdau Johannpeter.

Não por acaso, o grupo Gerdau patrocina o Instituto Millenium.

Guilherme Fiúza escreveu um texto na sua coluna da revista Época em que lançou uma tese debiloide.

A de que o New York Times é um jornal patrocinado pelo PT.

Nossa, que imaginação possuem os reaças da nossa mídia, que põem seus cérebros a serviço de seus umbigos!

Imagine, um jornal bastante conhecido nos…

ITÁLIA NÃO DEIXOU CESARE BATTISTI SERVIR DE TROFÉU PARA DIREITA BRASILEIRA

O rebelde italiano e radical de esquerda, Cesare Battisti, foi preso no último sábado, dia 12 de janeiro de 2019, na Bolívia, depois de ser considerado foragido no Brasil, desde 14 de dezembro.

Ele residiu no Brasil clandestinamente durante anos. Era acusado de atos terroristas nos anos 1970 e de ter matado quatro pessoas.

Cesare Battisti era um dos "animais de caça" preferidos pela direita brasileira, que o acusava de ser "amigo" do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

O general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Nacional do governo Jair Bolsonaro, chegou a negociar a vinda de Battisti ao Brasil.

Provavelmente haveria exposição oficial à imprensa, talvez uma ligeira entrevista coletiva, cobertura na Globo News e artigos furiosos contra o "terrorismo de esquerda" etc.

Battisti seria servido como um "troféu" do bolsonarismo e recuperaria um pouco a baixa reputação que Jair e sua turma andam causando com sua série de confusões …

COMO SOBREVIVER NO BRASIL GOVERNADO POR JAIR BOLSONARO?

Está bem, Michel Temer completou o mandato, rindo do "Fora Temer" que não conseguiu tirá-lo do poder, e Jair Bolsonaro tornou-se presidente da República.

Agora, temos que encarar a situação com cabeça fria. Foi perdendo a cabeça que a oposição fez com que a ditadura militar decretasse o AI-5, há 50 anos.

Bolsonaro pretende eliminar o que ele entende como "doutrinação ideológica" nas escolas, que devem retomar as antigas relações hierárquicas entre professor e aluno.

Ele divulgou o novo salário mínimo, abaixo da expectativa. Em vez de R$ 1.006, R$ 998.

Na véspera da posse, ele anunciou ainda que vai decretar leis facilitando o porte de arma do cidadão comum "sem antecedentes criminais".

Isso causará uma espécie de holocausto a varejo. O Partido dos Trabalhadores já encomendou estudos para comprovar o desastre da medida e impedir sua regulamentação (ou desregulamentação, melhor dizendo, porque será o caos).

Jair Bolsonaro ainda falou da "libertação&qu…

OS ANOS 90, A DÉCADA PERDIDA QUE NÃO TERMINOU, RECEBE REVIVAL

A década de 1990 foi, no Brasil, a década perdida, uma versão tardia da década de 1980 dos EUA, que virou paradigma para a década oitentista ser considerada lixo pela crítica especializada.

Foi uma década que misturava hedonismo, pragmatismo, catarse e imbecilização, e um período que forneceu as condições mentais que culminaram na vitória de Jair Bolsonaro, hoje presidente da República.

Afinal, Bolsonaro é um "filho dos anos 90", pois foi aí que ele começou sua vida política.

Os anos 90 foram tão estranhos, tão bizonhos que, no Brasil, não houve uma despedida da década, mesmo sendo também fim de século e fim de milênio.

Pelo contrário, as coisas se seguiram como se os anos 2000 fossem uma continuidade da década de 1990.

Ou seja, importantes efemérides mundiais eram ignoradas pela mídia brasileira. Não houve aviso prévio do fim, respectiva, despedida, ninguém fechou para balanço. A década de 1990 se seguiu no raiar de 2000.

E ela seguiu quase incólume no Brasil, radicalizada…

A IRONIA DO NOME DA BANDA INDONÉSIA ATINGIDA POR MAREMOTO

É muito triste e chocante ver o maremoto (tsunami) atingir tão de repente o palco onde uma banda se apresentava na ocasião, na Indonésia.

A banda Seventeen era uma das mais populares entre o público jovem daquele país asiático.

O vocalista, Riefian "Ifan" Fajarsyah, foi o único sobrevivente. Alguns músicos e membros da equipe técnica ainda estão desaparecidos.

O maremoto foi causado por uma erupção do vulcão Krakatoa, que causou um deslizamento que caiu no mar, causando as ondas gigantes.

Ifan anunciou o fim da banda, em mensagem publicada nas redes sociais. A tragédia comoveu o país.

Ficamos solidários com todos que foram atingidos direta ou indiretamente por essa tragédia. Embora eu nunca ouvi falar da banda, reconheço o quanto é triste essa ocorrência que abala e traumatiza muita gente, como um terrível pesadelo.

Agora, uma irônica curiosidade envolve o nome. Seventeen é "dezessete" em português, o conhecido número 17 que se tornou o número eleitoral de Jair Bo…

FIM DO VÍDEO SHOW E O FUTURO FIM DO "BV" DA REDE GLOBO

SOPHIA ABRAHÃO E JOAQUIM LOPES, NA FASE FINAL DO VÍDEO SHOW. AO LADO, ALEXANDRE FROTA NOS TEMPOS DE ROQUE SANTEIRO, QUANDO ELE ERA ATOR DA REDE GLOBO.

Num governo confuso como o de Jair Bolsonaro, que inclui até mesmo nepotismo com a nomeação do filho do vice Antônio Hamilton Mourão, escrevo uma postagem relacionada à Rede Globo.

Muito ocupado hoje com Brasil Temeroso 2, já em fase de finalização, vale uma citação ligeira sobre o "filho de Mourão".

O filho tem o mesmo nome do pai, Antônio Hamilton Mourão, mas entre esses dois sobrenomes, o pai é Martins e o filho, Rossell.

Rossell Mourão, aliás, é quase o mesmo sobrenome de um juiz carioca que inocentou um conhecido "médium espírita" - o que depois usou peruca e foi endeusado com a ajuda da mídia venal - que usurpou criminosamente a memória do escritor Humberto de Campos.

Como um Lula ao avesso, o "médium" teve ações negativas cheias de provas - como participação em fraudes de materialização - , mas foi b…