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DEPUTADO QUE APOIOU AÉCIO EM 2014 PROPÕE "DIA DO FUNK"

ANDRÉ LAZARONI - "Funk" e tucanos no mesmo embalo.

"Funk" não veio de Marte. Veio da Globo.

"Funk" não quer dizer Dilma nem Lula. "Funk" é Temer. Está no Google Tradutor.

O portal Ego, das Organizações Globo, lançou a notícia de tem um projeto de lei comemorado o "Dia do Funk", que irá fortalecer comercialmente o ritmo.

A novidade já causa burburinho no meio.

O portal popularesco da famiglia Marinho até comemorou a iniciativa, através do seguinte comentário.

"O deputado André Lazaroni (PMDB) é o autor do projeto, que pretende oficializar a data em comemoração a um dos ritmos mais característicos e queridos do Rio de Janeiro em todo segundo domingo de setembro", diz a notícia.

Sim. Isso mesmo. Um deputado do PMDB, ex-secretário de Esportes da gestão de Eduardo Paes. Lazaroni, deputado estadual, é líder do partido na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ).

Um político do partido de Michel Temer, o PMDB. Portanto, não é PT nem PC do B nem PSOL.

A intelectualidade "bacana" deve ter ficado vermelha, não de esquerdismo, mas de vergonha, pela impossibilidade de "bolivarizar" a notícia lançada por um portal da Globo.

Para quem tem esperança de ver em André Lazaroni um peemedebista da linha de Roberto Requião, pode desistir.

Segundo o portal da Governo do Estado do Rio de Janeiro, André Lazaroni assistiu à reinauguração do Maracnã, em 03 de junho de 2013, acompanhado de ninguém menos que Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso.

"Ao lado do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes, o secretário André Lazaroni assistiu ao jogo na Tribuna de Honra do estádio juntamente com Aécio Neves e o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso", diz a nota publicada no portal do governo fluminense.

Nas campanhas eleitorais de 2014, André Lazaroni, de acordo com informação na Rede Brasil Atual, sobre denúncia de "caixa dois" na campanha de Aécio no Rio de Janeiro, foi incluído no grupo do "Aezão".

Como o PMDB foi dividido entre dilmistas e aecistas na campanha fluminense, o grupo que apoiou Aécio Neves foi apelidado de "Aezão", apoiando Luiz Fernando Pezão para governador e o hoje senador tucano para a Presidência da República.

A iniciativa de Lazaroni é mais um fato de que o suposto esquerdismo do "funk" é "caô" (gíria dos subúrbios cariocas que quer dizer "mentira").

A Furacão 2000 que fingiu apoiar Dilma Rousseff no 17 de abril da famosa votação pela abertura do processo de impeachment, mostrou seus aspectos neste sentido.

A "mãe loura" Verônica Costa é do mesmo PMDB de Eduardo Cunha que foi criticado pelo ex-marido da parlamentar, Rômulo Costa.

Além disso, o mais recente "embaixador do funk" designado pela Furacão 2000 foi ninguém menos que o apresentador Luciano Huck.

Huck é amigo de Aécio Neves a ponto de ensinar a este seu estilo de interação com o público.

Sabe-se que o tucano fala bem parecido com Huck no seu programa.

E Huck, por sua origem paulistana, também é amigo do futuro prefeito de São Paulo, João Dória Jr..

Pela relevância que os funqueiros trataram o apoio de Luciano Huck ao gênero, eles adotaram a gíria "é o caldeirão" para definir algo que "é o máximo", inspirada no nome do programa Caldeirão do Huck.

Até parece que o tucano é mascote do "funk", mesmo de forma indireta com o apoio do PMDB.

E o "funk" parece sobreviver bem diante do fracasso das esquerdas nos últimos meses.

O "funk" lembra Cabo Anselmo, que nos tempos da crise de João Goulart, era o "bom esquerdista" amigo das forças progressistas, mas, depois, revelando-se agente da CIA, entregou amigos e ex-namorada para serem mortos pela repressão militar.

Periga de o "funk", agente da Rede Globo e da CIA (é apoiado por instituições financiadas pela Fundação Ford e pela Soros Open Society), deixar a máscara de pseudo-esquerda cair.

É questão de tempo.

Com certeza, "funk" não quer dizer Dilma. "Funk" quer dizer Temer.

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