Pular para o conteúdo principal

MICHEL TEMER PROPÕE A PEC 241, A PEC DA CATÁSTROFE

DARCÍSIO PERONDI, RELATOR DA PEC 241.

Esta semana entra em votação a Proposta de Emenda Constitucional 241, que irá determinar o teto de gastos sociais do Governo Federal.

O relator, Darcísio Perondi (PMDB-RS), deputado federal que representa a iniciativa do próprio presidente Michel Temer, pretende se mobilizar para aprovação da temerosa medida.

Serão congelados recursos públicos destinados à Educação e à Saúde, para um prazo de 20 anos, e também investimentos como a licitação dos concursos públicos serão cada vez mais raros.

A proposta, já conhecida como a PEC da Maldade ou a PEC da Catástrofe,  foi concebida por Michel Temer e pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, um dos "heróis" do governo temeroso.

Como se trata de emenda constitucional, o quórum de votação é mais rigoroso.

Ela precisa de três quintos dos votos das casas legislativas, ou seja, 308 deputados e 49 senadores.

É um quorum difícil de ser atingido, mas, mesmo assim, pode ser alcançado sem problemas.

Para os parlamentares que expulsaram Dilma Rousseff a partir da votação de 17 de abril na Câmara dos Deputados, até a votação do Senado Federal em 31 de agosto último, isso é moleza.

Afinal, foram 367 votos de deputados e 61 de senadores.

A medida tem o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Temer quer evitar gastos sociais para ter mais dinheiro para pagar a dívida pública ao "mercado".

Ele quer Estado mínimo, e provavelmente entregará parte do ônus dos gastos sociais à iniciativa privada.

Segundo seus defensores, a PEC 241 "não irá cortar gastos públicos", mas "evitar o aumento descontrolado".

É uma alegação bastante tecnocrática, algo como usar um argumento técnico e racional para justificar uma perversidade.

Os gastos públicos são imprevisíveis e deveriam ser flexíveis, para minimizar os danos vividos pelas classes populares diante de tantos problemas.

Mas infelizmente a visão do governo Temer é ultraliberal, já um recuo em relação ao neoliberalismo que, com toda a sua voracidade mercantilista, ainda sinalizava algum interesse social.

O governo Temer veio com apetite redobrado para impor retrocessos pessoais pesados.

Temer tenta desmentir isso, mas é como reza a cartilha do PMDB em sua ala mais conservadora.

Primeiro se desmente alguma ação nociva, depois implanta essa medida e ela se torna difícil de ser revogada.

Temer ainda quer testar esta votação para ver se consegue ter sucesso nas reformas previdenciária e trabalhista, previstas para o ano que vem.

A "pinguela para o passado" já está aí para promover o prejuízo do Brasil e transformá-lo num capacho do capitalismo dos EUA.

Lamentável o pessoal fazer tanta passeata para a entrada desse governo calamitoso.

E ainda há gente feliz com esse governo, acreditam?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ESTUPRO COLETIVO DERRUBA MITO DA "LIBERDADE DO CORPO"

O vergonhoso caso do estupro coletivo desmascarou uma situação que a intelectualidade "bacana" sempre abafou com falso relativismo.

O mito da "liberdade do corpo" num país do combate ao assédio abusivo.

O terrível caso ocorreu num bairro popular, na região de Jacarepaguá.

33 homens afoitos cercando uma moça de 16 anos, dopando a menina, depois a estuprando sob o registro da câmera do celular e depois publicando na Internet.

Um episódio de pura truculência, mas condicionado pela ilusão de liberdade sexual que a intelectualidade "bacana", que apostava num Brasil brega, queria para as classes pobres.

Mesmo mulheres aparentemente ativistas, dentro dessa intelectualidade, davam dois pesos e duas medidas.

Elas reclamavam contra a imagem caricatural que as mulheres, de classe média, recebiam dos comerciais de TV.

Mas consentiam que a mesma imagem fosse impunemente abordada sob o rótulo do "popular".

Reclamavam quando a imagem da mulher de classe média…

GOVERNO TEMER E A REVOLTA DOS UMBIGOS

A "revolta dos umbigos" que surgiu nas mídias sociais achou que tinha o poder pleno nas mãos.

Lutaram para ter Michel Temer no lugar de Dilma Rousseff para realizar uma agenda mais conservadora para o Brasil.

Essa agenda é um misto do programa eleitoral derrotado de Aécio Neves em 2014 com as "pautas-bombas" do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Primeiro, os "revoltados" na Internet se escondiam nas mídias sociais, se limitavam a trolar assuntos culturais ou coisa próxima e fingiam serem progressistas.

Depois, deixaram a máscara cair e iniciaram uma campanha para derrubar Dilma Rousseff.

Conseguiram o que fizeram, pois faziam parte de uma "frente ampla" às avessas, que clamavam por retrocessos políticos sob a desculpa do "combate à corrupção".

Estavam junto dos empresários em geral e, em parte, os que controlam a grande mídia.

Foram animadores juvenis de uma campanha que ludibriou a sociedade inteira, que passou …

CRIMINALIZAÇÃO DO "FUNK" É UMA PROPAGANDA ÀS AVESSAS

Um abaixo-assinado na página do Senado atingiu, anteontem, a marca de 20 mil assinaturas, diante de uma causa bastante controversa, a de criminalização do "funk".

A proposta é de autoria do empresário paulista Marcelo Alonso, que se declara pai de família e afirma estar tentando "salvar a juventude".

Deu um tiro no pé, porque a proposta acabou estimulando mais o natural coitadismo do "funk", tido como "vítima de preconceito".

A repressão policial transformou um ritmo musicalmente medíocre em "canção de protesto".

A presença de "bailes funk" em noticiários policiais transformou os ricos empresários-DJs, ávidos por dinheiro, em supostos ativistas culturais.

A criminalização transformou medíocres MCs de vozes esganiçadas em pretensos militantes.

Da mesma forma, a criminalização do "funk" fez um mero ritmo dançante e comercial virar, durante anos, um pretenso paradigma de folclore popular.

Enquanto rolava o discurso de…