Pular para o conteúdo principal

JUNTO À "PEQUE DO TETO", VENDA DO PRÉ-SAL EMPOBRECERÁ O BRASIL


Duas graves catástrofes são anunciadas pelo governo Michel Temer, com uma animação sádica e triunfalista.

Uma é a PEC 241, a "peque do Teto", que cortará gastos públicos, por mais que Temer e companhia tentem desmentir.

Afinal, só o fato de impor um "teto" de investimentos já vai reduzir gastos de forma devastadora.

O "teto" vai cortar empregos, sucatear hospitais e escolas e matar aposentados.

Isso porque os gastos públicos são de uma complexidade muito grande que requer aumentos imprevistos para permitir a amplitude de soluções e correção de imprevistos.

O "crescimento" que Temer quer com a retenção de dinheiro público é uma falácia.

É aquele papo do "Brasil ir bem e o povo ir mal" que a ditadura tanto adorava.

Para completar o "crescimento do país" sem que o povo seja beneficiado com isso, se tem a proposta de quebra do monopólio da Petrobras na exploração do pré-sal.

Tendo sido o legado do ministro temeroso das Relações Exteriores, José Serra, quando ainda era senador, o projeto de lei foi aprovado e já se prepara a entrega do petróleo aos estrangeiros.

Temer já está loteando as reservas de petróleo, não só o pré-sal, para ser vendida a empresas estrangeiras, mesmo aquelas escondidas em consórcios ou subsidiárias brasileiros.

Sabe o que isso significa?

Que toda a arrecadação que se tinha com as reservas de petróleo será mandada para o exterior.

Não haverá o uso de verbas para a Saúde, Educação e outros fins sociais.

O regime de partilha que possibilitava tais investimentos, com o lucro do petróleo, acabará.

Os estrangeiros só investirão o que o contexto do "mercado" permitir.

Quanto muito, em projetos assistenciais que só evitam a pobreza absoluta, mas quase nada transformam a sociedade, sendo uma "caridade" mais para ser adorada, que ajuda mais o filantropo do que os necessitados.

No mais, subúrbios, roças e sertões viverão a miséria de sempre.

Escolas sucateadas, hospitais sucateados, trabalhadores sem emprego, cada vez mais forçados a se contentar com salários maiores, no dilema perverso de optar entre ganhar menos e nada ganhar.

PEC 241, reforma trabalhista, reforma previdenciária, venda do petróleo a estrangeiros...

Perderemos as nossas riquezas, gastos públicos serão cortados.

O Brasil se empobrecerá e se vê mais mendigos e sem-teto nas ruas.

E as pessoas muito felizes diante do temeroso governo que, "pelo menos", não é do PT.

Lembra Renato Russo, há 20 anos ausente entre nós, na letra de "Que País é Este?": "Mas o Brasil vai ficar rico, vamos faturar um milhão, quando vendermos todas as almas dos índios num leilão".

Pausa para os animadinhos selfies dos "midiotas" no Facebook, pois hoje eles irão depois para as livrarias comprar mais um livro de bobagens do youtuber de terceira geração. Para eles, o Brasil temeroso é lindo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ESTUPRO COLETIVO DERRUBA MITO DA "LIBERDADE DO CORPO"

O vergonhoso caso do estupro coletivo desmascarou uma situação que a intelectualidade "bacana" sempre abafou com falso relativismo.

O mito da "liberdade do corpo" num país do combate ao assédio abusivo.

O terrível caso ocorreu num bairro popular, na região de Jacarepaguá.

33 homens afoitos cercando uma moça de 16 anos, dopando a menina, depois a estuprando sob o registro da câmera do celular e depois publicando na Internet.

Um episódio de pura truculência, mas condicionado pela ilusão de liberdade sexual que a intelectualidade "bacana", que apostava num Brasil brega, queria para as classes pobres.

Mesmo mulheres aparentemente ativistas, dentro dessa intelectualidade, davam dois pesos e duas medidas.

Elas reclamavam contra a imagem caricatural que as mulheres, de classe média, recebiam dos comerciais de TV.

Mas consentiam que a mesma imagem fosse impunemente abordada sob o rótulo do "popular".

Reclamavam quando a imagem da mulher de classe média…

GOVERNO TEMER E A REVOLTA DOS UMBIGOS

A "revolta dos umbigos" que surgiu nas mídias sociais achou que tinha o poder pleno nas mãos.

Lutaram para ter Michel Temer no lugar de Dilma Rousseff para realizar uma agenda mais conservadora para o Brasil.

Essa agenda é um misto do programa eleitoral derrotado de Aécio Neves em 2014 com as "pautas-bombas" do então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Primeiro, os "revoltados" na Internet se escondiam nas mídias sociais, se limitavam a trolar assuntos culturais ou coisa próxima e fingiam serem progressistas.

Depois, deixaram a máscara cair e iniciaram uma campanha para derrubar Dilma Rousseff.

Conseguiram o que fizeram, pois faziam parte de uma "frente ampla" às avessas, que clamavam por retrocessos políticos sob a desculpa do "combate à corrupção".

Estavam junto dos empresários em geral e, em parte, os que controlam a grande mídia.

Foram animadores juvenis de uma campanha que ludibriou a sociedade inteira, que passou …

CRIMINALIZAÇÃO DO "FUNK" É UMA PROPAGANDA ÀS AVESSAS

Um abaixo-assinado na página do Senado atingiu, anteontem, a marca de 20 mil assinaturas, diante de uma causa bastante controversa, a de criminalização do "funk".

A proposta é de autoria do empresário paulista Marcelo Alonso, que se declara pai de família e afirma estar tentando "salvar a juventude".

Deu um tiro no pé, porque a proposta acabou estimulando mais o natural coitadismo do "funk", tido como "vítima de preconceito".

A repressão policial transformou um ritmo musicalmente medíocre em "canção de protesto".

A presença de "bailes funk" em noticiários policiais transformou os ricos empresários-DJs, ávidos por dinheiro, em supostos ativistas culturais.

A criminalização transformou medíocres MCs de vozes esganiçadas em pretensos militantes.

Da mesma forma, a criminalização do "funk" fez um mero ritmo dançante e comercial virar, durante anos, um pretenso paradigma de folclore popular.

Enquanto rolava o discurso de…