PESQUISA DO IPSOS MOSTRA CRESCIMENTO DE REJEIÇÃO AO GOVERNO TEMER


Enquanto institutos ligados à grande mídia, como Ibope e Datafolha, praticamente se silenciam diante da crise do governo Michel Temer, outros institutos apontam ampla rejeição ao presidente interino.

O instituto Ipsos, de origem francesa, divulgou que a desaprovação ao governo Temer, que era de 67% em maio, época do afastamento da titular Dilma Rousseff, passou para 70% este mês.

Temer havia tido, em fevereiro, um índice de desaprovação de 61% na então hipotética tese de governar o Brasil como interino.

A informação não foi divulgada por um órgão petista.

Foi, mais uma vez, divulgada pela imprensa solidária ao governo interino: o jornal O Estado de São Paulo, através da coluna de José Roberto de Toledo.

Segundo a pesquisa do Ipsos, a desaprovação ao governo Dilma Rousseff teve uma grande queda, mas manteve um índice alto: 75%.

Todavia, é bem melhor do que o pico de rejeição que a presidenta teve em setembro de 2015 pelo mesmo instituto: 90%.

Pesquisas neste sentido podem não refletir rigorosamente a população, mas servem de amostragem.

E condizem ao que se vê nas ruas, fora da "nação coxinha".

Aliás, nem mesmo a classe média conservadora consegue esconder a crise deste governo.

Mesmo Folha de São Paulo e Época são obrigados, de vez em quando, a revelar alguns dos escândalos relacionados ao governo Michel Temer e seus aliados.

Por outro lado, até a líder do governo Temer no Congresso Nacional, senadora Rose de Freitas, admitiu que Dilma não fez as tais "pedaladas fiscais".

Até uma perícia encomendada pela comissão que analisa o impeachment da presidenta no Senado Federal teve a mesma constatação.

Por outro lado, Michel Temer tenta comprar apoio de senadores para o voto a favor do impeachment definitivo da presidenta.

Oferece cargos como se fosse um vendedor de uma loja em liquidação.

Nas peças do jogo político, Temer tem que lidar com dois aliados seus que são rivais locais. Como no Paraná, onde ele é desafiado a agradar tanto Beto Richa, do PSDB, quanto seu rival, o ex-tucano Álvaro Dias, hoje do PV.

E é o Paraná de Sérgio Moro, da "República de Curitiba", da Lava-Jato que não limpa o lamaçal político que não esteja ligado ao PT.

Essas compras de apoio mostram o quanto Michel Temer é digno de rejeição.

Uma coleção de escândalos e propostas antipopulares para a nação desgastam um governo ilegítimo que está praticamente morto.

Um governo natimorto que o status quo político luta para manter vivo.

Sem o apoio da população e com um projeto de governo que havia sido rejeitado pelas urnas.

Com Temer, a crise continua.

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