NO ESTRANHO ANO DE 2016, AGOSTO NÃO FOI O MÊS DO DESGOSTO


Agosto termina não sendo o mês tão desgostoso que se costuma associar.

Tivemos o breve recreio das Olimpíadas de 2016, um evento que até foi bonito e bem sucedido, mas nem de longe enobreceu o Brasil ameaçado de tempos sombrios.

Só foi um refresco, é como um banho gelado numa manhã ensolarada de verão, se preparando para um alegre almoço e um descanso sereno.

Até que o fim de tarde mostre que aquelas nuvens brancas que se acumulam como um monte de algodão no céu se escurecem até ficarem castanhas.

E aí, do céu de pesadas nuvens, ocorre o barulho assustador dos trovões.

Raios brilhando sob ventos uivantes, como se anunciassem a aguaceira que cairá das nuvens acompanhando a trovoada e o vendaval.

O cenário político tende a ser cada vez mais sombrio.

Brasília se transformará na Transilvânia de filme de terror, se o impeachment definitivo for aprovado.

O governo Michel Temer acha que terá chance de alta popularidade, como se fosse um filme de terror classe B.

As pessoas felizes com esse cenário político não sabem o que lhes espera.

Uma agenda retrógrada demais para os estômagos de quem era reacionário, mas tinha arroubos de aparente rebeldia.

Se o impeachment vingar, setembro será o mês do desgosto.

Até que Temer seja também afastado e forem convocadas novas eleições.

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